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Contratados e contratados ad aeternum…

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poço sem fundoNo artigo hoje publicado no jornal Público, Filinto Lima mantém a sua luta para que as escolas tenham uma palavra a dizer na contratação dos professores. A sua preocupação é legítima e concordo com ela, não me parece lógico que quem contrata não possa ter o direito de escolha. Mas para esse sistema ser aceite, tem de existir credibilidade e aí o antigo MEC, os Diretores e não esquecer os seus Conselhos Pedagógicos têm muitas responsabilidades.

Esse dia irá chegar, esperemos que não por imposição mas por agregação de vontades. Como diz Filinto Lima é preciso começar a pensar num modelo que sirva todas as partes só não acredito que o próximo vá ao encontro da sua vontade…

Ficam alguns excertos e o link do artigo

Contratados e contratados ad aeternum

É de estranhar a inércia de alguns sindicatos, bastante lestos e expeditos em abolir a Bolsa de Contratação de Escola (BCE), em benefício total da lista graduada nacional, com um papel de quase meros espetadores, aceitando implicitamente critérios diferentes para a mesma realidade. Por um lado, defendem a prevalência imperial da lista graduada nacional para o concurso interno de professores, sendo o tempo de serviço fator preponderante. Todavia, no concurso de contratados, desprezam o fundamento que tanto estimam, aceitando normas arbitrárias, em que o tempo de serviço é irrelevante. Onde estão a coerência e o fundamento deste raciocínio?

Por outro lado, impõe-se ponderar se é legítimo aceitar que professores provenientes do ensino particular e cooperativo (colégios com contratos de associação…) concorram em igualdade com os que prestaram serviço no ensino público. Fará sentido equipará-los? Não se estará a cometer outra injustiça?

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, pôs fim à BCE, honra lhe seja feita. Contudo, espera-se igualmente firmeza e determinação na promoção da discussão desta temática, não tendo receio de melindrar alguns interesses corporativistas que em nada abonam a Educação, nem os auto-proclamados defensores da Escola Pública. Paulatinamente, devem ser dados passos importantes na busca de maior harmonia e consenso, sem prejudicar as legítimas expetativas dos profissionais em contraponto com as reais necessidades do aluno, afinal o mais importante na Educação.

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5 COMMENTS

  1. Como é que alguém, inclusivamente o editor deste artigo do Comregras, pode defender isto: “A sua preocupação é legítima e concordo com ela, não me parece lógico que quem contrata não possa ter o direito de escolha.” Dir-se-ia que cada escola é uma empresa, cujo accionista maior é o/a director/a. E note-se que quem defende esta “lógica” se encontra nos quadros do ME à custa da “lógica” da graduação profissional baseada na classificação profissional e no tempo de serviço. Certamente que o seu lugar nos quadros é imerecido, pois não efectivaram à custa do pretenso mérito que uma BCE permite clarificar.

    • O seu comentário só prova que esse modelo não é viável e eu concordo que não estão reunidas as condições para tal. Mas se queremos discutir o assunto de forma séria e ver se é possível um entendimento em que TODAS as partes fiquem satisfeitas, não podemos começar argumentando que o meu ou outro lugar de quadro é imerecido.
      Eu só lamento que todos os anos estejam a lecionar professores que deixam muito, mas mesmo muito a desejar e outros, altamente competentes fiquem de fora. Ou nunca se apercebeu disso??? Talvez o caminho seja uma avaliação séria dos professores. Talvez…

      P.S- quando entrei para o quadro só existia a lista de graduação.

      • Profissionais mais ou menos competentes existem em todas as áreas, a educação não é excepção. Veja-se o caso dos médicos… Ah, pois, mas esses como são poucos, qualquer um é bem-vindo num centro de saúde da raia. Sabemos que não há lugares para todos nas escolas, mas se querem os melhores nas salas de aulas lanço o desafio ao Alexandre e a outros professores do quadro defensores da selecção dos professores pela competência a colocarem em xeque os seus vínculos laborais por tempo indeterminado e a sujeitarem-se a um sistema semelhante àquele que defendem para o concurso dos contratados. Quantos professores contratados “altamente competentes” não seriam merecedores dos lugares ocupados de forma vitalícia por professores do quadro, cuja competência nem sequer é questionada?

        • cuja competência nem sequer é questionada?
          Ora nem mais Marta. Eu concordo consigo, falemos de competência e esqueça o vínculo, até porque sou defensor do fim dos contratos a termo. Avaliemos de forma séria quem leciona e quem for incompetente que tenha a oportunidade de se recuperar e se mesmo assim continuar incompetente- fora! Sobre quem vai entrar para os quadros, não acredito que o melhor sistema seja uma simples fila indiana, é o sistema possível, um mal menor, mas não é o melhor.
          Cumprimentos.

  2. A BCE era uma injustiça…..concordo.
    E discriminar professores que lecionaram no ensino público e privado?
    Mesmo quando o tempo de serviço é superior, será justo?
    Onde está o princípio da igualdade que tanto se defendeu….

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