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Contratação de professores… Por quem?

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Os-professores-devem-ser-contratadosO Início do ano lectivo é tradicionalmente uma tortura para todos os intervenientes.

Os alunos ficam sem aulas por falta de professores, os professores não sabem para onde vão e como vão, as escolas não têm os quadros estabilizados e definidos para o ano letivo, a tutela não consegue responder em tempo útil a todos os intervenientes e situações e os pais não sabem quando o percurso escolar dos seus filhos estabiliza. Em resumo é uma loucura para todos.

Mas este ano está a ser diferente. Estão todos satisfeitos? Naturalmente que não.

Muitos professores não têm trabalho e muitos não estão colocados onde gostariam, muitos alunos não estão na escola que preferiam ou que os pais ambicionavam para si, muitos Diretores gostariam de ser mais autónomos e definir a vida dos seus agrupamentos de outra forma, mas todos sabem com o que contam. Todos têm a estabilidade necessária para iniciar o ano letivo sem grandes sobressaltos.

E essa realidade é central, a estabilidade é um pilar basilar da educação, e o passo atrás no modelo de contratação (lista única de ordenação) trouxe mais estabilidade ao sistema. Há muito tempo que não vivíamos tempos tão pacíficos nas escolas por esta altura do ano.

Mas será a lista de ordenação nacional a melhor resposta para todos os agrupamentos e para todas as situações? Acredito que não.

Quem está no terreno saberá melhor que ninguém qual o perfil de professor que melhor se adequa ao público-alvo que terá pela frente. Reconheço que se trata de um caminho polémico, reconheço até que a sociedade e as escolas poderão não estar preparadas para conviver com um modelo de contratação que não esteja centralizado, e a prova é o caos dos últimos anos.

Não sou Presidente de Conselho Geral e muito menos Diretor de agrupamento ou escola não agrupada, mas sou um professor que concorda com a opinião de 49,7% dos Diretores e 22,3% dos Presidentes do Conselho Geral que afirmam que os professores devem ser contratados pelas escolas. Tal como referido no inquérito do Alexandre Henriques partilhado aqui no ComRegras, no passado dia 6 de Setembro.

Acredito que esta calma que existe é benéfica. Mas acredito também na bondade de um modelo de contratação que tenha em conta as características do professor e dos alunos. Um modelo que privilegie a estabilidade da equipa e a sua adequação à realidade em que está inserida.

Ser professor no Parque das Nações exige competências muito diferentes daquelas que quem lecciona na Apelação deve possuir. Ambas as realidades têm as suas especificidades e desafios muito próprios e como tal devem ter uma resposta adequada nesta matéria.

Consulte a notícia sobre a colocação atempada dos professores aqui.

3 COMMENTS

  1. Claro que esta forma de colocação, sem entrevista pode causar incómodos. O que é correto e transparente não presta e o que é dúbio é bom.

    • A transparência é muito importante.
      O problema é que só passado algumas semanas é que se sabe se nos calhou na tombola um profissional competente ou um baldas.
      E se denunciar no período experimental, são mais quinze dias sem professor.

      Há aqui uma questão de base: os professores não são todos iguais!!!

      • Claro que há diferenças, tal como em todas as funções e profissões. A regra e o normal do quotidiano são os bons profissionais e haverá sempre exceções, seja na colocação pelo concurso nacional, seja pela escola.

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