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Contra tudo e contra todos (ME/ANDAEP (Diretores)/Plataforma Sindical/Partidos Políticos)

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Depois da 2ª “bomba” enviada para as escolas pela DGEstE…

…que nada mais é do que a repetição de uma orientação ilegal, desrespeitada no passado por vários diretores e reconhecida como tal por Filinto Lima, presidente da ANDAEP… Constatamos agora uma pirueta no discurso do representante dos diretores, assumindo algo impensável e verdadeiramente lamentável. Filinto Lima não deve falar em algo positivo, quando o direito à greve é posto em causa, quando se fomenta uma violação clara do regime específico da carreira, dizendo “que os diretores ficam protegidos por esta orientação do Ministério da Educação”.

Ou se cumpre a lei ou não se cumpre! Ninguém protege ninguém de uma ilegalidade! E se isso não chegasse, ao menos que a coerência e a espinha dorsal não se “vendesse” com o argumento que os professores precisam de ir de férias…

Filinto Lima, tem muitas responsabilidades e o ComRegras até tem sido parceiro da ANDAEP em diversos estudos. Mas o ComRegras não irá pactuar com algo que fere de morte a relação entre professores e os seus diretores, neste caso o seu representante. Por que motivo Filinto Lima, não questionou publicamente os principais sindicatos e Ministério da Educação, por terem deixado chegar a este ponto, um conflito que há muito se conhecia e ainda por cima quando ambos assumiram um compromisso escrito e onde o próprio Orçamento de Estado contempla a negociação para a recuperação de todo o tempo de serviço?

Onde está a coerência???

Não se pode atirar a democracia para o lixo quando nos dá jeito. Isto é vergonhoso!!! Este final de ano serviu para ver quem efetivamente está ao lado dos professores e simpatiza com a sua reivindicação para a recuperação dos 9 anos 4 meses e 2 dias. Serviu para constatar quem está disposto a respeitar os direitos dos trabalhadores e quem serve os partidos/sindicatos, em detrimento dos professores.

Quantos aos partidos políticos, que agora estão muito incomodados por não estar a ser cumprido o que está escrito no Orçamento de Estado de 2018, são os mesmos partidos que recusam votar favoravelmente a ILC e recusam apresentar um Projeto de Lei que espelhe aquilo que tanto pregam

Tal como um amigo meu me dizia, é nos momentos difíceis que vemos o caráter das pessoas… e estes dois/três meses mostraram muita coisa…

Alexandre Henriques

FENPROF disse à RTP que esta luta já não é deles

Catarina Martins pede intervenção por parte do 1º Ministro para resolver problema dos professores

PCP lamenta adiamento do Governo face a professores e exorta cumprimento da lei

(Correio da Manhã)

14 COMMENTS

  1. Sinceramente alguém ainda acha que o Filinto Lima é coerente? Eu acho que não, quando se põe em causa o poder instituído o que se faz ? Assobia-se para o lado .. Desde o início da greve que um(a) diretor(a) dizia: “- O ministério ainda vós vai obrigar a dar a notas. “

  2. Quero lá saber do Filinto Lima…
    O que eu gostava de saber é como se vai reagir, amanhã e durante a próxima semana, à nota da Dgeste.
    Os dirigentes do S.TO.P devem explicar a todos os resistentes que ignorem completamente a nota da senhora Pastor, porque se aquele palavreado tivesse algum sentido não teria sido necessário recorrer aos serviços mínimos. Mas digam isso, não fiquem em silêncio (espelhem-se no Mário Nogueira que, apesar de estar em férias e com o seu exército a descansar, não perdeu a oportunidade de se mostrar e falar: “essa luta já não é nossa”).
    Digam a todos os resistentes para não entregarem as suas classificações a ninguém. Digam, também, que nenhuma reunião poderá ser feita sem a presença de todos os professores (a menos que se trate de uma ausência prolongada e as notas tenham sido entregues ao Diretor).
    E se algum inspetor aparecer na Escola, a tentar amedrontar, façam como fez a mãe do Luís: RUA, RUUUUUA!
    Caros colegas,
    Se nenhum dirigente do S.TO.P aparecer para dar instruções sobre a melhor forma de atuar, então quero comparar a nota da Dgeste ao ataque de um lobo a um rebanho sem pastor.
    E seria lamentável perder esta luta com medo de um “lobo”, que já não é lobo, pois já não tem garras nem dentes. Para além da pele, apenas lhe resta a capacidade de inventar histórias para crianças.
    Caros colegas,
    Não se deixem levar por lorpas. Pensem bem, não foi a inteligência deles que os levou para lá. Foi, apenas, um cartão.

    • Que todos – todos – os Professores façam greve (parece que é isso que vai acontecer em Caminha)…, assim, não se realizavam, pelo menos durante uns 5 dias todos a fazerem greve.. E, se houver reunião, declarem para a Ata que a consideram Ilegal e denunciem tal facto a todos os Sindicatos, STOP, À FNE, etc.
      O STOP, parece, que vai fazer um comunicado ao final do dia, mas já disse que as desordens do Ministério…, são ilegais.
      Se todos fizerem greve não se realizam as reuniões…

  3. O que ouvi, recentemente, da boca do Mega-Diretor Filinto Lima, só veio confirmar o que já andava a pensar há uns tempos… Tu não passas de um PAROLO, nem devias ser Professor. Achas feliz esta decisão do Ministério? Achas que são legais tais orientações…
    Parecia um menino assustado na televisão. Os Diretores, pelo menos os corajosos, que se demitam.
    Já agora, se as reuniões passaram a ser administrativas, então, os conselhos de turma não podem ser presididos por um professor, mas sim, pelos Serviços Administrativos/Diretores (só para reflexão…)!!! ???

  4. Se todos os professores fizerem greve as reuniões não se realizam. Tenho dito. Ajudem quem tem menor salário.

  5. Se aparecer um Inspetor à frente de um docente grevista, o que fazer? Quem está de greve é obrigado, sequer a falar com um Inspetor SOBRE A GREVE?
    Achegas, PLEASE.

  6. O STOP já publicou as instruções e minutas para os colegas utilizarem. Não existe na lei nada que obrigue os professores a entregar os níveis a ninguém. Os níveis são propostos em reunião de CT que é o único órgão capacitado para realizar a avaliação. Não são os directores nem os inspectores nem mais ninguém. Claro que eles querem impor o clima do vale tudo. Até um director foi copiar as notas do 2º período e colocou-as no 3º. Isso não é avaliação, é falsificação. É um delito, entre muitos que o STOP está a coligir.
    Ao Alexandre Henrique a nossa saudação pela objectividade e assertividade do seu excelente comentário.

  7. Só tenho penha é que não haja um Luís em cada escola do pais.
    Concordo com texto.
    Obrigada pela partilha

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