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A continuidade da Incompetência programada

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Burro_12_15Pergunto-me, ao fazer um esforço para não mudar de canal, jornal ou redes sociais, se os portugueses votantes têm consciência dos parasitas que escolhem para nossos representantes, melhor, para os nossos partidos escolherem os nossos representantes. Sim, dado que votamos em partidos políticos e não em pessoas. Logo (isto nada tem de seguro) estamos a contribuir para o “arranjinho” partidário. Temos deputados a mais, responsabilização a menos, conluio a mais e produção a menos, temos compadrio a mais bem como o demérito.

O parágrafo anterior serve de prefácio a este. O DN oferece-nos um brinde, com fava seca, com um artigo de Pedro Sousa Tavares em que alguns nossos ex-ministros da Educação falam disto, daquilo, daqueloutro assunto que, segundo eles, convém à Educação. São estes mesmos senhores que, principalmente a partir de Maria Rodrigues, acabaram com o que a escola pública tinha de bom em conluio com os nossos queridos sindicatos. Temos escolas com telhados de amianto, excesso de alunos por turma, professores desgastados, degradados e improdutivos, alunos indisciplinados (estatuto de aluno, tão bom!), encarregados de educação que crêem veementemente que estamos lá para “aturar” os seus educandos, funcionários que nalguns casos nem se dão ao trabalho de levantar da cadeira para chamar a atenção do “menino” que colocou a embalagem dos “processados” no chão quando está encostado a um balde do lixo… (numa próxima escrevo mais exemplos).

As políticas educativas precisam de anos (10, 15, 20, uma geração) para se obterem resultados credíveis. Esta gente, bem como os comentadores televisivos devem pensar que somos todos ignorantes e estúpidos, mas eles próprios são o retrato evidente da degradação cultural que vai contagiando o nosso povo, fazendo destes adjetivos a fonte de receita partidária e sindical. Não consigo deixar de mencionar este artigo da Maria João Marques, é música escrita com o nosso alfabeto. Esqueçam ideologias e seus derivados filosóficos. Descontemos o fervor natural de um comentário pessoal. Portugal estaria bem melhor se nos tornássemos mais honestos, mais cultos, menos interesseiros, menos corruptos e mais, muito mais humanos.

Como tinha afirmado aquando do final do ano letivo passado eis que a procissão surge no seu esplendor, como podemos ler aqui. Creio que ainda não vai ser desta a chegada à “Igreja”. Isto para nos lembrarmos dos nossos colegas, em muitos casos o casal, que ficaram desempregados e de tudo o que daí advém, mas nestes dramas ninguém fala, nem os que dizem que nos representam. Os colégios, tal como os sindicatos, partidos políticos, Igreja e demais Fundações e Corporações tentam contornar a lei de modo a conseguirem manter-se à tona. Achei fantástico o modo como o PCP e Igreja se anularam quanto ao IMI. Todas estas instituições e organizações (estádios de futebol, etc) estão isentos de IMI, com patrimónios de milhões e um humilde funcionário que tem o azar de ter a varanda ao sol leva do fisco pelo “luxo”. Chamam a isto de equidade e combate à pobreza? Poupem-me. Quando temos um ministro dos negócios estrangeiros alegar com o “usos e costumes” para ludibriar o transeunte quanto a viagens pela GALP.  Quando temos o partido do governo perto da falência devido a má gestão, como pode ele gerir um país? Pensemos meus caros.

Para acabar em beleza deixo um texto deveras interessante e intrigante. Eis que alguém decidiu fazer algumas perguntas à pessoa certa e no local certo e encontra poeira como diz o nosso Super Mário. Vá de arranjar uma vassoura e começar a varrer, mas creio, humilde opinião, que a poeira se transforme em tempestade, basta olhar para o número de técnicos especializados que pululam a plataforma da DGAE, crescendo como cogumelos ano após ano. E não é que dos nossos diretores, conselhos gerais, sindicatos, colegas (os interessados como é óbvio) nada se houve! Aqui há gato, bem um gato grande, tipo elefante numa loja de porcelana. Somos governados e orientados por elite parasita.

Ex-ministros da Educação querem guerra ao insucesso

(Pedro Sousa Tavares)

Auto-ajuda para decidir sentido de voto

(Maria João Marques)

Colégios privados. Dois fecharam portas, muitos despediram, mas há quem ofereça mensalidades

( Marlene Carriço)

“GRAVES IRREGULARIDADES” NA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES LEVAM PAIS E PROFESSORES A FAZER QUEIXA

(Nuno Noronha)

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