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Continua-se a beber em demasia e muito cedo no nosso País

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Continuamos, segundo os dados do SICAD – e que infelizmente em nada espantam – relativos ao ano de 2015, a ter: cerca de um terço dos alunos portugueses de 13 anos que já experimentou bebidas alcoólicas.

Sendo de facto muito cedo e muito desnecessário.

E também segundo o mesmo inquérito aos 18 anos, por exemplo, a quase totalidade dos alunos portugueses já experimentou bebidas alcoólicas, pelo menos uma vez.  E continuando a citar o mesmo inquérito: Preocupante, segundo a coordenadora do estudo, Fernanda Feijão, é o facto de se continuarem a registar percentagens “muito elevadas” de adolescentes com níveis de consumo muito elevados e “portanto passíveis de causar danos reais”.

As raparigas estão também mais representadas, no que toca aos chamados consumos actuais (últimos 30 dias antes do inquérito,) entre os que consomem bebidas destiladas aos 13 e 14 anos e tabaco entre os 13 e os 16 anos. Também há mais raparigas do que rapazes a tomar tranquilizantes ou sedativos.

Ou seja, ainda  está muito por fazer nesta área, ainda haveria muito mais necessidade de “muito” melhor fiscalizar – sem ter preconceitos quanto a esta baliza – esta situação, que facilmente é detectável nas cidades, aos fins-de-semana à noite. Nota-se, e cada vez mais, “nelas e neles”, a tendência para beber, mas não para apreciar a “bebida”, antes e premeditadamente para ficarem alcoolizados.

E claro que alterar a proibição – de uso, utilização?- de todos as bebidas alcoólicas a menores de 18 anos, não está a surtir quaisquer efeitos, como facilmente se pode constatar, se o quisermos fazer, e o estudo do SICAD vem confirmar.

E generalizou-se a convicção de que nada se pode fazer, dado que pais e mães dizerem: se os outros jovens fazem nós não conseguimos “travar“ os nossos.

Mas assim sendo não vamos ver melhorar este problema, vamos continuar a ter em idades cada vez mais jovens bebedeiras, que depois com o evoluir não de mentalidades mas de quantidade de consumo, criam dependências, criam danos, e alguns irreversíveis.

E estes temas não podem – não devem – ser falados uma vez por ano, como em quase tudo acontece, para “haver a notícia do dia”, e, depois esquece, depois volta, e nada é resolvido, ninguém é culpado e continua-se num fazer de conta, que pode ser muito grave, se não for travado…

Augusto Küttner Magalhães

Sicad
Carregar na imagem para ver o estudo completo

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