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Contexto Socioeconómico Em Portugal Continua A Determinar Os Resultados Escolares

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Os alunos portugueses mais desfavorecidos são dos mais ansiosos e menos resilientes. Um estudo da OCDE revela que, apesar das melhorias, o contexto socioeconómico continua a determinar os resultados escolares e Portugal ainda está longe de um sistema de ensino equitativo.

Os alunos desfavorecidos portugueses são dos mais ansiosos – o relatório revela que apenas 26% manifestaram não sentir-se ansiosos antes dos testes, o que significa que 74% stressam mesmo quando garantem estar preparados. Piores, entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), só os alunos do Reino Unido, Turquia, Costa Rica, Brasil, Republica Dominicana e Colômbia.

O relatório “Equidade na Educação: quebrar barreiras pela mobilidade social” foi divulgado esta terça-feira, em Paris. O estudo analisa os dados do PISA 2015 – Programa Internacional de Avaliação de Alunos em termos de literacia da leitura, Matemática e Ciências em alunos de 15 anos.

Quase metade dos alunos desfavorecidos em Portugal estudam em escolas inseridas em contextos igualmente desfavorecidos, indicador que até se situa na média registada entre os países da OCDE. No entanto, o relatório alerta que alunos desfavorecidos em escolas inseridas em contextos mais favorecidos e homogéneos conseguem resultados no PISA 78 pontos acima dos que estudam em escolas desfavorecidas. Em Portugal essa diferença é de 52 pontos.

A OCDE recomenda aos países que reforcem as políticas que promovam a equidade e mobilidade social, criando escolas com ambientes mais diversificados. As apostas devem ser na universalização do pré-escolar, no investimento em termos de recursos adicionais nas escolas inseridas em contextos desfavorecidos, na formação de professores e maior envolvimento dos pais.

Em Portugal apenas 16,5% dos alunos desfavorecidos manifestam ser resilientes em termos sociais e emocionais – isto é, expressaram no PISA sentir-se satisfeitos com a sua vida, integrados na escola e sem ansiedade antes dos testes.

Ainda assim registaram-se melhorias entre o PISA de 2066 e 2015 com uma redução de 1,4% na variação da literacia em Ciências ao nível dos alunos desfavorecidos. Na Leitura e Matemática os resultados melhoraram globalmente em todos os alunos.

Fonte: Jornal de Notícias

2 COMMENTS

  1. Mas vai piorar… vai piorar… Agora que a maravilhosa flexibilidade dará um Rendimento Escolar Garantido aos pobrezinhos! Oportunidades iguais aos desfavorecidos é criar um currículo minimalista , para pobrezinhos, onde todos batem palminhas e há muito sucesso… e um currículo para a classe média e mais alta, onde os meninos também terão muito sucesso, mas aprenderão daquelas coisas sérias, que é injusto ensinar aos pobrezinhos porque eles, coitadinhos, têm outras motivações, outras vivências e é preciso valorizá-las e não os condenar às garras do insucesso mauzão! Se mesmo assim os desfavorecidos não aprenderem a escola está a trabalhar mal e não vai ao encontro do interesse do aluno ou os docentes fazem assim aulas bué da secas, tipo século 19 com alunos século 21… É uma esquerda bué de caviar e libertária…

  2. Escola a sério para uns…jogo do pau para outros!
    E é a esquerda a defender uma coisa destas, a desistir de combater o determinismo do contexto em que alguns jovens nasceram?

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