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Conteúdos Da “Telescola” Ainda Não São Conhecidos Pelos Professores

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A artéria principal que irá sustentar os alunos no ensino à distância será o trabalho realizado com os seus professores. O ensino à distância, ou #EstudoEmCasa como é suposto chamarmos, tem de ser encarado como um complemento. Nem faz sentido ser de outra forma, o ensino via televisão não tem qualquer tipo de interação ou feedback por parte do aluno/professor, é algo distante o oposto do ensino presencial.

Não dou por isso grande relevância ao facto dos professores ainda não conhecerem os conteúdos que irão ser abordados. Naturalmente que constam dos programas, mas acredito que o foco será um ensino generalista, virado para a aquisição de algumas competências sem entrar em grandes especificidades.

Lembro que o ensino pela televisão só surgiu para dar resposta aos alunos que não têm internet e esses, infelizmente, serão as principais vítimas deste ensino de emergência.


Professores ainda não conhecem conteúdos da telescola

A menos de 24 horas do início do terceiro período lectivo, os conteúdos programáticos das aulas transmitidas pela televisão para os alunos do ensino básico continuam desconhecidos dos professores, lamentaram, nesta segunda-feira, os directores escolares.

“Para os professores poderem organizar melhor as aulas, era importante que soubéssemos quais os conteúdos programáticos que serão exibidos na televisão”, sublinhou à Lusa Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), esclarecendo que o Ministério da Educação divulgou, apenas, a grelha e o calendário das aulas que a RTP Memória vai transmitir para os alunos do 1.º ao 9.º anos.

Os directores escolares acreditam que a maioria dos docentes vai utilizar esta ferramenta de apoio, que terá maior impacto junto dos cerca de 50 mil alunos que não têm internet ou equipamentos para poder assistir às aulas à distância.

Dirigentes acreditam em melhorias

O representante dos directores escolares acredita que o 3.º período vai correr melhor do que o final do 2.º, em que escolas e famílias começaram a tentar adaptar-se à nova realidade imposta pela propagação da covid-19.

Também Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), acredita que o 3.º período vai correr melhor, lembrando que, neste momento, os professores estão novamente a entrar em contacto com as famílias e alunos.

“Esta primeira semana de aulas será essencialmente de planificação do trabalho do 3.º período. Serão precisos alguns dias para acertar agulhas”, contou à Lusa Manuel Pereira, explicando que os docentes terão de definir estratégias e planos de trabalho com os alunos.

Para Manuel Pereira, este novo período de aulas não poderá ter um ritmo de trabalho tão intenso como foram as aulas antes da Páscoa: “Estamos todos a trabalhar em maratona, estamos todos a trabalhar em articulação e com muita tolerância”.

Fonte:Lusa via Público

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