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Conselho Pedagógico Da Escola Secundária De Camões Exige O Cancelamento Dos Exames

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Eis algo que não é muito comum, assistir a uma tomada de posição com pedido de divulgação por parte de um conselho pedagógico, um órgão que como todos sabemos tem um peso pouco relevante desde que foi criada a figura do diretor.

Para os que afirmam que o fim dos exames irá favorecer as escolas que inflacionam classificações, meus caros, fiscalize-se!

Acho que todos ainda se lembram da última vez que surgiu uma pauta cheia de 20

Parabéns à Escola Secundária de Camões pela tomada de posição e se me permitem, assino por baixo.

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16 COMMENTS

  1. Quando o autor da postadela afirma que se investiguem os casos de escolas que inflacionam notas, só pode estar a brincar. Por razões tão simplórias e óbvias que estão ao alcance de qualquer criança do 1.º ano do 1.º ciclo. Desde logo, o tempo que demoraria a investigar todas as situações. Depois, porque seria impossível provar o que quer que fosse, além de um ou outro caso mais do evidente.

    É claro que, se eliminarem os exames, TODAS as escolas e a grande maioria dos professores vão influenciar as notas dos seus alunos. Deixem-se de brincadeiras, ou se, preferirem, de fazerem o papel de tolinhos inocentes.

    Querem melhor prova? Comparem as avaliações feitas por professores cujas disciplinas são sujeitas a exame com as que não são.

    Senhor postador, não faça dos pais e dos alunos, bem como da comunidade em geral, tolos. Para um professor, exige-se maior «verdade» naquilo que afirma.

    Sobre a tomada de posição deste CP, é fácil desmontá-la. Para não ser fastidioso, foquemos apenas uma questão: se os exames deste ano, a realizar em julho e setembro, devem ser suspensos por causa da COVID-19, nos termos em que é argumentado, então como se pode falar em preparar o ano letivo seguinte, dado que a incerteza se manterá e é provável que nova vaga tenha lugar pouco depois? Então e as creches vão reabrir também por causa dos exames? Um emaranhado de falácias que deveriam envergonhar, em primeiro lugar, quem as produziu e, depois, quem as divulga e apoia.

    • Isto não é ciência nuclear!
      Basta qualquer inspector ir a uma dessas escolas, solicitar os critérios de avaliação e por amostragem escolher alguns alunos/professores e analisar os registos de avaliação. Além disso, ninguém defende o fim de uma avaliação externa, as faculdades que criem os seus próprios filtros.

      • Meu Deus, como o Alexandre descobriu a simplicidade: é só ir lá, uma amostragem e está feita a coisa… nUMA dessas escolas. A leviandade de algumas afirmações levam-nos a considerar a possibilidade de as pessoas terem ultrapassado a antiga primeira classe.

        Ainda bem que não é ciência nuclear, caso contrário estávamos todos bem entalados com pensamentos como estes.

        Além do mais, para opinar, é preciso ler bastante, estudar as matérias, para não fazer pronunciamentos com base no achismo. Normalmente, quem mais defende o empurrar do trabalho para os de cima é quem menos faz. Digo eu…

        • Simples?
          Sabe por acaso o que aconteceu na escola onde apareceram montes de 20 nas pautas?

          E o que me diz sobre os outros países que têm um sistema de exames diferente do nosso, também é só achismo?

          A minha opinião os exames têm uma função reguladora, sim, mas como qualquer método avaliativo, é subjetivo, num ano são mais difíceis, noutro ano são mais fáceis… Tal como as escolas e os professores que vão calhando aos alunos. Uns fazem testes mais difíceis, outros mais fáceis, uns deixam copiar, outros não. São variáveis que nunca serão possíveis de controlar a 100%, mas podem perfeitamente ser minoradas com fiscalização surpresa e frequente.

          O que eu vejo em 20 anos de aulas – veja lá se é suficiente para o seu carimbo de “achismo” e necessidade de “estudar as matérias”, é uma escola escrava dos exames nacionais. São professores, são diretores, alunos e pais, tudo roda à volta daqueles minutos em frente ao papel.

          Chame-lhe achismo, chame-lhe o que quiser. Para mim, se querem exames, que os façam na faculdade! O ensino secundário deve servir para concluir apenas e só o ensino secundário, não para preparar alunos para exames.

          P.S – e tire lá o chapéu da superioridade intelectual, nem que seja por uma questão de educação.

          • Desculpe, mas o seu penúltimo parágrafo é uma palermice pegada e absoluta. Tão óbvio que ne escuso sequer a explicar porquê.

            O amigo é professor, logo deveria ser capaz de perceber o logro que é o seu pensamento sobre exames.

            Que pobreza, senhor doutor! Que pobreza!

          • Percebi que não concorda, não percebi foi o porquê… Critique, mas baseie-se numa argumentação sustentada.

  2. Eu não defendo o fim dos exames. Ninguém quer estar deitado numa mesa cirúrgica a ser tratado por alguém que não foi avaliado de forma independente, assim como também não queremos atravessar uma ponte que tenha sido projetada por alguém que não tenha sido avaliado de forma independente. Penso que o cruzamento de diferentes tipos de avaliações corrige as distorções naturais e próprias da avaliação.
    Mas esta decisão não é inédita na Europa e permitiria encerrar o ano letivo nos moldes em que está a desenvolver-se e que são prejudiciais a muitos níveis.

    • Os meus parabéns, Maria. Não sei se é professora ou não, mas mostra uma consciência que muitos professores (grande parte deles uns calões que não querem andar a corrigir exames em junho e julho, coitados!) não evidenciam.

      Aliás, quando se afirma que, não havendo exames no secundário, seria uma verdadeira lotaria no que diz respeito às avaliações, saltam da toca, todos escandalizados, porque se está a duvidar da sua ética, integridade e outras palavras de cinco mil réis. Cínicos e falsos! Podem ensinar Cidadania, mas não possuem um pingo da mesma.

      Por isso mesmo, os meus parabéns pela sua postura!

      Quem não deve não teme!

    • Precisa, sim. Precisa para não ser uma rebaldaria, para haver o mínimo dos mínimos de exigência, para haver esforço e um pingo de igualdade ou equidade.

      O que não precisa é de professores que os rejeitam por dois motivos: não querem ter trabalho a vigiar e corrigir exames e não querem ver exposto o fracasso dos seus alunos.

      • Claro, os professores são uns malandros! Está descoberto o problema dos exames. E ainda acusa os outros de “achismo”.

  3. Façam com o em itália o acesso ao ensino superior este anos vai ser on line e de forma oral com a duração um hora e tal..

  4. Lamento bastante o que vou escrever mas é o que a minha experiência de 27 anos de ensino me diz. Sou professora do secundário e de uma disciplina de exame. E sim, pela minha experiência como professora e mãe afirmo que os exames são essenciais. Estas disciplinas são as únicas (salvo raríssimas exceções) que são trabalhadas com seriedade e profissionalismo não por culpa dos professores,mas por todo um sistema que os empurra para isso-. Nas disciplinas que não têm exame, vejo notas inflacionados, trabalho pouco rigoroso, fasquia e nivelamento muito por baixo e muita pressão de pais e de todo o sistema para que seja assim. Vejo os bons alunos, a quem ninguém disponibiliza os meios necessários, a serem sucessivamente obrigados a não desenvolverem as suas capacidades e ficarem muito aquém do que poderiam aprender devido a este nivelamento por baixo que se generalizou.

    • Sobriedade é o que a Maria tem, “um sistema que nos empurra para isso” ou “a este nivelamento por baixo que se generalizou”. Os exames é um pau com dois bicos muito afiados, tanto espeta de um lado como de outro. O bom seria não haver exames (o ensino superior que os fizessem de acordo com as suas necessidades). Mas acabar com eles hoje seria desastroso.
      Há que levantar a cabeça de modo a sabermos, todos, como aqui chegamos: desinvestimento na educação, desautorização dos professores, comissários políticos a comandar o ato pedagógico, desconfiança nos professores, gestão catastrófica da indisciplina dos alunos, afrouxamento da exigência académica, sobreposição da escola assistente social em detrimento da escola pedagógica, entre outros.
      Se almejamos um sistema educativo sem exames primeiro tudo isto terá de mudar.

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