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Conselho Nacional de Educação | Um parecer que aposta na formação prática dos professores.

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Acho muito bem, é em aula que aprendemos mais. Lembro-me que no meu ano de estágio tive duas turmas a meu cargo e via todas as aulas dos meus colegas e orientadora de estágio. Aprendi mais nesse ano do que nos 4 anteriores (pré-bolonha). E muito importante também, era pago por isso…

Fica o resumo do parecer do CNE

Retomar o conceito de profissionalização para, na combinação complexa de contributos científicos, pedagógicos e técnicos em que a profissão se constrói, assumir no atual modelo uma forte componente prática, dentro da profissão, baseada na aquisição de uma cultura profissional e no desenvolvimento de conhecimento, competências, atitudes e aptidões em interação, dando atenção às dimensões pessoais, relacionais e éticas.

O Conselho formula as seguintes recomendações:

1 — A revisão e consolidação do regime jurídico da habilitação profissional para a docência na educação pré -escolar e nos ensinos básico e secundário.

2 — O aprofundamento da regulação conjunta do sistema e a harmonização da natural diferenciação formativa nas diversas entidades envolvidas.

3 — A consolidação e diversificação dos requisitos de seleção dos candidatos aos cursos de mestrado de formação de professores.

4 — A separação normativa das competências relativas à habilitação e à indução profissionalizante.

5 — O processo de profissionalização, na sequência da habilitação profissional, conclui -se após a realização, com aproveitamento, do período de indução, constituindo a primeira etapa de uma formação contínua adequada ao desenvolvimento do percurso profissional do professor.

6 — A realização de um concurso a nível nacional para o acesso à indução profissional e em momento distinto do concurso para provimento em lugares de quadro das escolas públicas, definindo:

6.1 — Um conjunto de vagas por escola/agrupamento e por grupo de recrutamento.

6.2 — Uma rede de escolas com capacidade formativa (professores experientes, recursos e equipamentos) para indução profissional em colaboração com as instituições formadoras.

7 — A conceção de um programa de indução com caráter probatório, claro e exequível, que inclua:

7.1 — A definição de quadros de referência quanto ao perfil desejável do candidato em período probatório na conclusão da indução profissional.

7.2 — A indução profissional sob a responsabilidade de um professor da escola do mesmo grupo de recrutamento — orientador/supervisor —, com perfil adequado às funções e em colaboração com uma instituição de formação.

7.3 — A formação adequada dos orientadores/supervisores da indução profissional.

7.4 — A definição das condições de trabalho requeridas, no que se refere ao estatuto do orientador/supervisor e à organização da escola. Diário da República, 2.ª série — N.º 41 — 29 de fevereiro de 2016 7017

7.5 — O estatuto do orientador/supervisor deve ser adequado à responsabilidade e exigência das funções, prevendo para além dos requisitos de competência profissional, condições de trabalho e compensações remuneratórias ou profissionais.

7.6 — A avaliação do desempenho feita de forma contínua no decorrer do período probatório, visando permitir ao orientador e ao futuro professor conhecer a evolução formativa e o nível de desempenho atingido, com base num acompanhamento personalizado e aferido em função das linhas de orientação referidas em 7.1. (perfis de saída).

7.7 — A avaliação final das atividades desenvolvidas no período de indução profissional feita por um júri designado para o efeito.

Carreguem na imagem para ver o Parecer completo

Parecer Conselho Nacional de Educação

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