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Conselho Geral ComRegras – 1ª reunião, presidida por Filinto Lima.

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Neste mês, preside o Conselho Geral ComRegras o professor, diretor e presidente da ANDAEP, Filinto Lima. Como ponto único da ordem de trabalhos, o professor selecionou um tema bastante pertinente…

Ponto único: Equipa do novo Ministério da Educação – perspetivas na sua constituição.

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Governo novo, vícios velhos?

Filinto LimaA instabilidade política a que assistimos é um péssimo augúrio para o nosso país, refletindo-se em especial na educação, uma das áreas mais sensíveis dos sistemas democráticos.

Percebe-se que Portugal praticamente parou por causa das eleições legislativas e, agora, após a tomada de posse dos futuros governantes, criou expetativas normais nas pastas ministeriáveis e seus acólitos.

O Primeiro Ministro fez uma escolha política, apostando em nome forte ligado ao seu partido, embora independente, por forma devolver o prejuízo à maior força política da oposição, se tiver de cair, onerando-a com esse encargo.

Sistematicamente, o ministro da educação é alguém ligado ao ensino superior que, não raras vezes, tem entradas de leão e saídas de sendeiro, como no ditado popular, e da ilusão cíclica, quantas vezes injusta, de que o último ministro é sempre o pior. É um discurso no qual não me revejo, mas apanágio de alguns sindicatos que fazem, quantas vezes muito mal, o seu papel, julgando que podem falar sempre e o que quiserem, em nome dos professores.

Contudo, e em circunstâncias diferentes, é tempo de outros governos não apostarem necessariamente, para a pasta da educação, em pessoas distantes de uma visão global e estratégica em relação ao ensino não superior. Um professor universitário tem uma visão redutora daquilo que vai superintender, cheio de especificidades e labirintos, que só quem pisa o terreno conhece, sendo invariavelmente triturado pela máquina gigantesca em que deixaram se transformasse o ministério da educação. Algum ex-ministro da educação aceitaria ocupar, novamente, o lugar? Parece-me que a resposta é negativa, atendendo às contingências e ao modo como saíram.

No entanto, a ministra da educação que tomou posse na passada 6.ª feira, sendo professora universitária de reconhecido mérito, deu um sinal importante na formação da sua equipa.

Por isso, e sem expetativas desmesuradas (devido ao meu desconhecimento em relação às pessoas e ao tempo – grande incógnita – em que o governo estará em funções), fiquei satisfeito com a indicação de alguém, que todos os dias está no terreno, para a pasta do ensino básico e secundário, sinal positivo, aconselhando que seja efetivamente dialogante, contando com os diretores, professores e outros parceiros.

Assim saiba, a nova ministra, aproveitar a experiência e sapiência daqueles que todos os dias estão na frente da batalha, e não caia nos vícios velhos e gastos que afastam a pesada máquina da administração central das escolas e, consequentemente, da equipa ministeriável.

Filinto Lima

Professor/diretor

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