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Conferência Sobre Educação Com Bitaiteiros Que Nada Sabem Sobre As Escolas

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Os participantes:

David Justino

– Ex-ministro responsável político pelas trapalhadas no concurso dos professores de 2004, apresenta-se como especialista, mas nada vislumbra além das paredes dos gabinetes dos meios onde se move.

Teresa Calçada

– Coordenadora do “Plano Nacional de Leitura”. Mais um entre tantos planos e projetos para ainda mais tachos e panelas no reino da educação… Fugiu da sala de aula como o diabo da cruz e refugiou-se nas bibliotecas e noutras salas vazias, nomeadamente nas “luminosas instalações do Ministério da Educação, na Avenida 24 de Julho”. Naturalmente que desconhece o que é atualmente uma escola ou uma sala de aula.

Nuno Almeida

– Parece que trabalha na Samsung. Será possivelmente mais um “gestor de sucesso” a candidatar-se a uma substancial fatia dos 400 milhões que a propaganda do governo afirma que vai “dar” às escolas. Mas o que sabe este rapaz sobre educação?

Alexandre Cristo

– Autentico catavento do bitaite educativo. Tem por hobby reunir uns dados sobre educação fazer uns gráficos e apresentar umas conclusões completamente condicionadas pela sua ideologia e apenas servem “comprovar” os seus preconceitos de forma casuística. Presidente da associação quipepê que após consultar o site concluí que além de abrigar outros bitaiteiros da educação não faz, nem serve para nada.

Teresa Coelho do Vale

– Professora de Marketing, a nobre arte de vender gato por lebre, na católica, claro. Mas qual a relação entre o ensino remoto de emergência e o marketing? O que sabe a menina sobre a educação no ensino básico e secundário, exceto as memórias de quando era aluna?

Está então reunido um painel para discutir a educação do ensino básico e secundário com… personagens que não fazem a mínima ideia do que é uma aula há mais de 20 anos.

Vamos então analisar os bitaites.

“Sem receitas e sem soluções, a comunidade escolar avançou para uma aventura sobre a qual ainda é cedo fazer um balanço, como acredita David Justino”

“sem soluções”? Quem solucionou os problemas do “ensino remoto de emergência” foram individualmente os professores, nem sequer foram as escolas. Pessoalmente posso afirmar que avancei com os meios de que dispunha, pagos com o meu ordenado, contactei os alunos e lecionei as minhas aulas da melhor forma possível, o ministério esteve completamente ausente do trabalho que efetuei. Sem soluções esteve este ex-ministro na trapalhada do concurso de professores em 2004.

“Seja pela idade avançada, seja pela falta de preparação técnica, os professores não estão preparados para ensinar à distância.”

Como? Idade avançada tem a sua avozinha!

Os Professores que lecionam há mais de 30 anos são aqueles que acompanharam a evolução tecnológica e informática. Trabalharam com Timex Sinclair, Zx Spectrum, os primeiros IBM PC, os mais abonados um Mackintosh, Commodore  Amiga, os processadores SX, DX os Pentium, etc. São aqueles que ainda vão sabendo escrever algumas linhas de código. Mesmo hoje para resolver bugs do Windows 10 ainda é necessário utilizar MSDOS, que eu duvido que estes meninos saibam o que é. São estes Professores que sempre resolveram e resolvem muitos dos problemas informáticos das escolas, para além dos professores de Tecnologias da Informação e da Comunicação. Estes Professores não têm medo da tecnologia, enfrentam-na. Foram estes os professores que asseguraram o “Ensino Remoto de Emergência” e bem melhor do que algumas universidades, por aquilo que observei nas aulas das minhas filhas.

“as escolas estão … mais preparadas agora do que há quatro meses”.

As escolas estão mais preparadas? As escolas foram encerradas por ordem do governo! Quem fez uma preparação ASAP para a operação de “Ensino Remoto de Emergência” foram individualmente os professores. Num único fim-de-semana, com um grau de prontidão só comparável com um Destacamento de Ações Especiais.

As escolas “evoluíram mais em poucos meses do que nos últimos 40 anos”.

Este rapaz não faz ideia do que fala. A evolução da escola foi absolutamente brutal desde os anos de 1980 até 2005. Mas realmente a partir de 2006 a degradação da escola pública imposta por Maria Rodrigues (que perdeu os professores mas ganhou a população) teve um efeito demolidor sobre tudo o que de bom havia sido conseguido e começou a transformar a escola num aterro sanitário onde sucessivamente se enterram as teorias de quem chega ao ministério, metas de aprendizagem (2012), metas curriculares (2014), aprendizagens essenciais (2018), etc. tudo lixo.

“Alguns alunos não tiveram qualquer contacto com as escolas, outros não conseguiram manter o ritmo de aprendizagem, e outros ainda não contaram com o apoio familiar essencial”, disse Alexandre Homem Cristo.

Arrisco afirmar que bem menos de 0,1% dos alunos não terá tido contacto com a escola, mesmo se a escola lhe foi entregar a casa um computador e um router portátil com acesso à internet. Vivemos num País extremamente desigual e com problemas sociais que estão a montante da escola. Os serviços sociais das autarquias deviam atuar sobre estas famílias mas raramente o fazem de forma correta. Mas este rapaz já é conhecido por ser um catavento do bitaite:

Resumindo um conjunto de personagens com uma presunção desmedida, só comparável à sua ignorância do que é hoje uma escola, limitados por preconceitos económicos e ideológicos discorrem sobre assuntos que desconhecem em absoluto.

Como vou corrigir exames quase até Agosto começo já a dar classificações: estas opiniões valem… (0) zero.

Sr. Professor Zé

Nota: A imagem apresentada foi retirada da internet e apesar dos esforços não foi possível determinar o autor desta montagem. Pela capacidade de memória, pela pertinência do momento em que foi divulgada e ainda pela utilização que fiz da imagem apresento os meus agradecimentos ao autor.


Os professores não estão preparados para ensinar à distância

6 COMMENTS

  1. Muito Bom, Sr. Professor Zé.
    Subscrevo, inteiramente, as suas palavras!!!

    Mas… há uma coisa que sabem: como fazer curriculum e ganhar uns bons eurinhos!

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