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Confap vota contra a redução do número de alunos por turma

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Eu sou pai, como é que enquanto pai posso votar contra algo que é benéfico para a minha filha? Como é que a CONFAP, enquanto associação que representa os pais, pode votar contra algo que é benéfico para os seus filhos?

Já estou como a Ana Dias, “Afinal, quem é que a CONFAP representa? Os pais não é de certeza…”


Sobre a PETIÇÃO PELA REDUÇÃO DE ALUNOS POR TURMA nas escolas portuguesas, que apresentei na assembleia da república em Outubro passado com quase 35.000 assinaturas, trago novidades.
Esta vai ser apreciada no parlamento no próximo dia 31 de Março pelas 15h00. Poderão assistir à mesma no canal parlamento.
Aproveito ainda para vos informar que também recebi informações sobre a posição dos diversos organismos ligados à educação e estas foram as seguintes:
– A FENPROF manifestou-se a FAVOR por razões sanitárias e por razões de interesse pedagógico.
– A CONFAP manifestou-se CONTRA porque defende a autonomia das escolas na constituição de turmas. Este argumento da CONFAP é no mínimo ridículo. A autonomia das escolas resulta em quase 30 alunos por turma e sem se criarem condições isso não vai mudar. Afinal, quem é que a CONFAP representa? Os pais não é de certeza.
– A AAEP tem a mesma posição da CONFAP. CONTRA a redução do número de alunos por turma em Portugal.
– ANDAEP sacadiu a água do capote e refere que como o ano lectivo começou em Setembro, esta petição já não tem interesse.
Sim, porque não temos mais anos lectivos pela frente…
Acho que fica clara a dureza de se travar certas batalhas no nosso país. Que quem deveria lutar pelos interesses dos alunos consegue não só não o fazer como tenta criar obstáculos a quem, num acto de cidadania, tenta melhorar o nosso sistema de ensino. São óbvios os múltiplos interesses por detrás disto e todos sabemos que o argumento dos custos desta medida é sempre uma bandeira hasteada, quando já existem evidências do retorno a longo prazo desses mesmos custos.
Que se mantenha a esperança e que não se perca o foco. Veremos o que nos reserva a reunião do dia 31. Como podem ver no video, sugeri começar-se, no próximo ano lectivo, pelo 1ºano de escolaridade a nível nacional. E ou vai haver vontade política ou não vai haver. Porque isto é possível. Isto é exequível.

Fonte: Ana Dias

 

8 COMMENTS

  1. Ouvi a gravação, é confrangedor o nível de conhecimento dos deputados, aqui isolo a deputada Joana Mortágua, pelo que disse, bastante informada e conhecedora dos assuntos tratados. Neste contexto, temos de ter a coragem de dizer “basta”. Dizer basta à irresponsabilidade legislativa, do Ministério da Educação, que vem desde Maria de Lurdes Rodrigues até ao iletrado Tiago Brandão, que asfixia a criatividade das escolas, dos professores e de todos os órgãos diretos e intermédios da escola. Dizer basta a um sistema de avaliação de alunos, docentes, diretores, que continua a fazer de conta que estão a promover a qualidade do ensino, das aprendizagens, e finalmente da excelência educativa. Dizer basta a tiques autoritários que nos limitam na capacidade de pensar, agir, cooperar e divergir, e que muitas vezes até nos amedrontam na nossa identidade pública e profissional. Dizer basta à repetida leviandade de pais que se demitem da sua função básica, que é educar os filhos para os valores e comportamentos em sala de aula. Dizer basta ao excessivo simulacro, à excessiva hipocrisia, de deputados, governos e afins.

  2. Temos de nos congratular pelo facto de, quando as associações são obrigadas a posicionar-se, elas caírem sempre para o lado do poder instituído e esse é um dos méritos da petição da Ana. Ou seja, há uma muito bem vinda clarificação sobre quem é quem e quem defende o quê. O historial desses organismos fala por si, portanto não é para mim uma surpresa. Talvez seja portanto altura de os EE compreenderem quanto têm andado enganados no seu apoio a tais estruturas, caírem no real e admitirem quem são os reais defensores dos interesses de todos os intervenientes no processo educativo (e não apenas de um ou outro desses grupos). Creio que a Ana, pela sua corajosa acção prática, já está no bom caminho. Só espero que o complete em breve e muitos parabéns pela sua coragem.

  3. Ninguém, repito, ninguém está VERDADEIRAMENTE preocudo com @s [email protected], mas apenas com os seus interesses, principalmente monetários. @s discentes
    servem de bandeiras descartáveis e apenas para salvaguardar os seus interesses, Alguém se preocupa VERDADEIRAMENTE com @s discentes? @s docentes têm a razão do seu lado, mas a parafernália burocrática em que vêem imbuídos e se imbuem [email protected] de parar para pensar e agir em conformidade. Até quando?

  4. Liderei um Movimento chamado Escola Pública e fizemos um abaixo-assinado igual, passamos por todo esse processo, muitos deputados do partido que governava na altura concordaram com isso mas o argumento era, não há dinheiro… Sempre que não lhes interessa, não há dinheiro, a verdade é que a forma como o dinheiro é gasto é uma opção política e a educação não é uma prioridade para eles. De facto, tem dado tão pouca importância a ela que qualquer dia não vão ter professores, voltamos ao início da massificação do ensino em que quase colocavam qualquer um, era uma forma de ter um ordenado, não um emprego. E alguns “professores” eram autenticas nódoas. A sociedade vai pagar um preço muito alto por ter maltratado a classe docente.

  5. Só uma curiosidade: quantos dirigentes da CONFAP ainda têm filhos na escola? Ou estarão já a falar em nome dos netos? Mas, a ser assim, esses netos não têm pais?

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