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Concursos | ME altera as “regras” e deixa professores QZP furiosos!

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Desde a passada 6ª feira que são muitos os professores de Quadro de Zona Pedagógica que estão profundamente indignados e revoltados com a sua colocação. Tenho lido desabafos de professores que até já ponderam deixar o ensino.

Ano após ano, os concursos de professores dão problemas, lembro que este ano já tivemos professores excluídos indevidamente e que a mais de uma centena já lhes foi dada razão. O concurso de professores é um assunto consensual entre professores e basta seguir uma simples lista de ordenação para todos ficarem contentes. Infelizmente a regra tem sido inventar, seja concursos extraordinários, seja normas travão, a única coisa realmente previsível nos concursos é a sua imprevisibilidade. E Porquê? Para mim é um verdadeiro mistério, pois o que não falta é professor para dar aulas e para o ME é indiferente quem leciona pois não existe um sistema que associe competência a colocações…

Agora são os QZP que são afetados, para perceberem o motivo da indignação passo a citar o texto que se encontra publicado na página de facebook LUTA POR CONCURSOS de professores MAIS JUSTOS!

“Listas de colocação na mobilidade interna 2017/2018 devem ser impugnadas!

Para este ano letivo 2017/2018, o ME decidiu excluir os horários incompletos já contabilizados pelas escolas / agrupamentos de escolas do concurso de mobilidade interna.
É sabido, que, na generalidade dos grupos disciplinares do 2º e 3º ciclos e sec., a norte de Lisboa, são os horários incompletos que proliferam, embora muitos sejam posteriormente aumentados e completados, ainda mais face à saída precoce das listas.

Esta alteração em relação aos anos anteriores, em que todos os horários iguais ou superiores a 8 horas letivas integravam este concurso de mobilidade não foi anunciada, para permitir aos professores tomarem uma decisão ponderada sobre os riscos de concorrerem a QZPs muito longe da sua área de residência, decisão esta que obviamente foi tomada com base na legislação (que parece ser omissa nesta questão) e nos procedimentos de colocação na Mobilidade interna até então. Passou a fase de negociação com os sindicatos, de manifestação de preferências para integrar o concurso de vinculação extraordinário, a aceitação do ingresso no quadro e a manifestação de preferências para mobilidade interna, e sexta feira, na divulgação das listas, mostrando a mais gravosa falta de responsabilidade, seriedade e consideração pelos professores e suas famílias de que há memória, surge esta alteração de utilizarem apenas horários completos.

Bastava o ME dizer atempadamente aos professores que podiam concorrer à vinculação extraordinária: “atenção, este ano as hipóteses de obterem mobilidade interna para outros QZPs vão ser significativamente inferiores, pois só serão utilizados numa 1º fase os horários completos”? Sim, porque na próxima colocação, já não será assim e os horários incompletos já serão disponibilizados!

Muitos docentes que agora vincularam, tomaram a sua decisão baseando-se nos procedimentos de colocação na mobilidade interna até então, face à inexistência de alterações a esse respeito, não obtendo colocação fora do seu QZP e nalguns casos nem no QZP de provimento. E pasme-se! Não, não é porque não houve vagas, mas porque mudaram as regras no fim do jogo: não integraram os horários incompletos.

Esta decisão do ME vai acarretar inúmeras injustiças e ilegalidades, que passo a explicitar:
– Situação 1 – Docentes de um QA/QZP foram agora colocados na mobilidade interna muito longe da sua residência, nas suas últimas opções, e, em breve, nas próximas colocações, vão ver muitos colegas menos graduados também desse QZP, obterem horários perto da sua residência, pois os horários incompletos estarão agora a concurso.
– Situação 2 – docentes que ingressaram agora num QZP longe da sua área de residência, mas com muitas vagas, vão agora ver colegas que estando em QZPs com poucas vagas, não obtiveram agora colocação, indo ser colocados em breve nos horários incompletos perto da sua residência.
– Situação 3 – muitos docentes contratados e do quadro continuam sem colocação, sendo que no caso dos contratados, decidiram as suas preferências tendo em conta que a maioria dos horários anuais incompletos iriam para mobilidade interna, sendo que muitos vão ter horários de substituição completos, quando preferiam incompletos anuais, ou alterariam a sua área geográfica em concurso.

É a subversão de tudo: os docentes do quadro vão para mais longe, ficando os horários perto para contratados. Então, para que serve ser do quadro?

É disto que muitos se têm regozijado? Destas enormes injustiças, preparadas à socapa, desta falta de consideração pelos professores e suas famílias? Estamos a falar de pessoas com 40 a 50 anos, com famílias formadas e encargos financeiros, que serão obstáculos a um bom desempenho profissional. Queremos famílias destroçadas, professores desmotivados e depressivos? É isto que os alunos do sul precisam e merecem?

Acredito que muitos professores muito dedicados e com um excelente desempenho, porque se sentiam de “bem com a vida”, vão pela primeira vez baixar os braços e deixar de o ser.
Se se sentem como eu, lutem, partilhem e divulguem esta causa aos sindicatos, grupos parlamentares, comunição social, etc 
Juntemo-nos em Lisboa em manifestações e vigílias (muitos de nós é mesmo para lá que vamos), lutemos para que algo seja feito, se possível já este ano letivo, mas, pelo menos, para não mais voltar a ocorrer esta injustiça.”

Está já prevista uma manifestação para 4ªfeira dia 30, para quem estiver interessado recomendo que aderiram à página LUTA POR CONCURSOS de professores MAIS JUSTOS!

8 COMMENTS

    • Respondo-lhe já eu, com 25 anos de ensino, a alguém do governo que tinha filhos ou netos com pouco tempo de serviço, os colegas que vincularam agora que podem ter 15 anos de serviço( a culpa não é deles é de quem manda) ou menos, deu-lhe jeito e pode inverter a situação…é assim que funciona, é assustador, pessoas com 30 anos de serviço ou mais concorrerrem atrás de outros colegas, com 10 anos de serviço, verifiquei em alguns casos, nunca tinha visto tamanho absurdo, farei o que estiver ao meu alcance para reparar, tamanha injustiça!Brincamos pois…

    • Não há excesso há sim mau planeamento, turmas enormes que não é bom nem para alunos nem professores, entre outros aspectos.

  1. Bem há que reflectir também na distorção existente entre quem fez a profissionalização integrada no curso e dos que a fizeram posteriormente à formação inicial e a expensas próprias. Para efeitos de concurso contabiliza-sr o tempo leccionado antes e depois da profissionalização. Entretanto houve casos em que o docente apenas viu a ratificação da profissionalização em serviço, passados 2 a 3 anos de a concluir o que penaliza a sua situação. É ultrapassado por outros docentes com menos anos de serviço, mas que já tinham a profissionalização integrada no curso, visto que o tempo de serviço é contabilizado com um coeficiente que é o dobro do que é aplicado para o tempo leccionado antes da profissionalização.

  2. Não entendo como só agora é que se questiona a injustiça das prioridades das colocações…Nunca ouvi um professor de QZP se insurgir contra o facto de colegas de QA mais graduados ficarem mais longe de casa do que eles…Será que esse colegas não têm família e os respectivos compromissos…Ou será que só os QZP e que têm família e não podem ficar longe de casa?
    Uma vez que a competência profissional não é tida em conta, só aceito uma luta por um único critério em todas as fases do concurso: a graduação profissional.
    Tudo o resto é injusto!
    É tempo de deixar de olhar só para o vosso umbigo, professores de QZP! Estão a sofrer o que outros têm vindo a sofrer, nomeadamente os professores de QA!

  3. E quanto aos professores de QA que concorreram na Mobilidade interna na 3a prioridade? Não há aí maior injustiça por verem passar-lhes à frente todos os professores de todos os QZPs? O único critério justo seria sempre e só a graduação, mesmo asim, o facto de não aparecerem todos os horários em simultâneo introduz sempre injustiças…

  4. O facto de os Professores QA/QE concorrerem, na mobilidade interna, na 3ª prioridade é uma monstruosidade! Como tal, coloquei o ME em tribunal, no último concurso, pois que, com 40 valores de graduação, fui ultrapassado por uma professora QZP, com 20 valores, que ficou na vaga que me deveria ter sido atribuída por direito! Que justiça é esta? É uma vergonha! Deveriam, se tivessem um pouco de pudor na cara, deixar de apresentar queixumes! Estes professores deveriam ser colocados no seu QZP e nunca em outros QZP’s!
    É revoltante constatar que, ano após ano, há cerca de 10 anos, os professores de qualquer QZP passam sempre à frente dos seus colegas QA/QE, com maior graduação profissional, e com a possibilidade de trabalharem em horários incompletos, que se completam depois na biblioteca ou noutras funções não letivas. Adianto que, como QA/QE, trabalhei em várias escolas e tinha 8 turmas e outros colegas QZP, do mesmo grupo de docência, tinha duas ou três turmas e recebiam como tendo horário completo! Isto é vergonhoso! É uma fraude.
    Os professores QZP deveriam ir para os seus quadros, ou seja para as zonas onde entraram, por opção própria e não por imposição do ME, pois foi para lá que concorreram, e nunca para outros QZP´s.
    Os horários incompletos devem ser atribuídos aos professores contratados, que, infelizmente, serão, eventualmente, menos graduados.
    O ministério da educação tem razão em colocar os QZP´s só em horários completos!
    Penso que o Tribunal Constitucional deverá dar razão ao ME!
    Além disso, deveriam colocar todos os docentes por graduação profissional, em todos os momentos do concurso nacional, possibilitando que todos se aproximassem das respetivas áreas de residência, de acordo com a sua graduação profissional.

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