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Compromisso ME e Sindicatos – Vitória Ilusória

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O PR afirma que “é uma ilusão pensar que se volta às condições antes da austeridade”e o PM reforça dizendo ”é impossível recuar na história”; se adicionarmos todos os ‘comentadeiros profissionais’ pagos em avença pela elite preocupada em ver o dinheiro do OE não ir para os seus bolsos, e apoiados por uma parte da população sempre avessa à profissão docente, isto significa que A CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PARA EFEITOS DE COLOCAÇÃO NO ESCALÃO DEVIDO, NÃO SERÁ FEITA!
Explicando em linguagem que até os putos entendem, o que estava em causa não era receber o dinheiro perdido durante o congelamento mas colocar o docente no escalão correspondente ao tempo de serviço quando acabasse o descongelamento. Exemplificando com um exemplo de docentes colocados no 3º/4º escalões, com 20-25 anos de tempo de serviço, deviam estar colocados nos 6º/7ºescalões; o que se esperava da mais ELEMENTAR JUSTIÇA, era que quando ocorresse o descongelamento, esses professores que progredissem iriam para o 6º/7º escalão, bastando os milhares de euros que perderam por não terem progredido, corte salarial e sobretaxa fiscal. Mas o que é dito tanto pelo PR como pelo PM (um diz mata e o outro diz esfola) é que quando descongelarem subirão para o 4º/5º escalões!…
Portanto, a maioria dos docentes deve dizer adeus definitivo aos escalões acima do 7º (inclusive) porque terminarão a carreira entre 4-6º escalão, algo que já foi planeado em 2010 com a reestruturação dos escalões da carreira (com a introdução das quotas de vagas nos 5º e 7º escalões). Por isso, também são incompreensíveis os comunicados dos sindicatos a ‘cantar vitória’ pelos resultados da negociação, porque o que vai acontecer, à semelhança do concurso extraordinário, são mais casos de injustiça, com uns a progredir e outros a estagnar, tendo o mesmo tempo de serviço…!
Além disso, este conflito trouxe o pretexto para proceder a nova alteração da carreira e do ECD, dificultando artificialmente (ainda mais) a progressão.
Não é por falta de dinheiro mas tão somente que esse dinheiro já tem destino para os sugadores milionários do OE: bancos, PPP, swaps, ajustes diretos, corrupção, contratos públicos…
Nitidamente, a indecência não incomoda quem decide mas também ‘há muita maneira de apanhar pulgas’ para quem vê a sua carreira destruída, apenas sendo necessário coragem e inflexibilidade, indepentemente de quem seja prejudicado…
Mário Silva

3 COMMENTS

  1. No meio de tudo isto, o que mais me intriga é a razão por que, estando a não contagem do tempo consagrada no OE de 2011, o Nogueira e Cia só agora terem acordado.
    Então, o charivari não deveria ter sido em 2001, com o Sócrates?
    E depois com o Passos?
    E depois com o Costa?
    E só acordam quando aquela norma nefasta vai desaparecer?
    Acho estranho, pronto!

  2. Agnelo, o sono é profundo. Se não houver umas boas sacudidelas não se acorda.
    Então, há tantos anos que eu própria alerto a Provedoria, o Ministério, a Assembleia da República… para o facto de as Reuniões ordinárias serem serviço mensal e, por isso, não constarem do horário semanal dos docentes, acabando por levar a muitas horas de componente não letiva de estabelecimento OFERECIDAS ao Estado, sem que ninguém me tenha dado qualquer atenção, e, de repente, a Fenprof orienta os seus associados a requerer esses tempos como tempos extraordinários!?! ACORDARAM os sindicalistas?!? Ou foram os sócios que finalmente perceberam o que se passa?
    Em tudo é assim. A iniciativa não é ação. É reação.
    Lamento.

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