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Como Monitorizar O Seu Filho Com Um Aplicativo

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João (nome fictício) larga o telemóvel!

Passaste o dia todo a olhar para o ecrã… Vai fazer outra coisa, ler, brincar, qualquer coisa desde que tires os olhos do ecrã!

Provavelmente esta situação não é estranha para si. Nos últimos meses, devido ao confinamento e estado de emergência mundial imposto pelo novo coronavírus, temos assistido a um aumento significativo de utilização da internet e redes sociais. É cada vez mais frequente as crianças e jovens destinarem grande parte do seu dia à internet, muitas vezes sem qualquer tipo monitorização parental, navegando sem qualquer tipo de restrições. É como se deixasse o seu filho sozinho no meio de uma praça cheia de gente desconhecida, tendo este a capacidade de mudar de país, à velocidade de um clique…

A internet é isso mesmo!

Atualmente já existem aplicações que permitem aos pais monitorizar os seus filhos. Por exemplo, pode saber aqui como clonar whatsapp, uma das mais conhecidas redes sociais  utilizada não só para lazer, mas também para trabalhos escolares.

A dúvida é legitima, devem os pais respeitar a privacidade dos filhos, ou monitorizá-los? Até que ponto devem os pais “invadir” o espaço virtual dos seus filhos?

Muito dirão que confiam nos seus filhos, mas será que podem? Conheço casos de pais que ao descobrirem o que os filhos escreviam nas redes sociais e os problemas que daí surgiram, se tivessem um buraco para onde se meter, tinham-se enfiado lá dentro e só sairiam quando os seus filhos fossem maiores de idade.

Grande parte dos conflitos na adolescência surgem no espaço virtual. E do conflito ao cyberbullying, ou mesmo a “vias de facto”, vai um piscar de olhos.

O mesmo se verifica na escola, com conflitos que muitas vezes nem sequer começaram dentro do espaço escolar, mas sim durante a noite, em casa, através do telemóvel, enquanto os pais já descansam.

Evidentemente que uma boa formação parental reduz de forma significativa a probabilidade de surgirem situações embaraçosas ou mesmo perigosas. É um pouco como um seguro da casa, os cuidados podem ser todos e mais alguns, mas nada é garantido, nem pode ser encarado como tal.

Um bom pai é aquele que está preparado para todo o tipo de circunstâncias, seja no mundo físico ou virtual, e um bom pai não deve ser fundamentalista, deve e precisa de evoluir com os desafios que estão presentes no quotidiano.

Mas para que tenhamos bem presentes os perigos das redes sociais, partilho convosco os que foram publicados num estudo do Instituto Interamericano da Criança (IIN)

1 Abuso sexual de crianças e adolescentes na Internet

2 Cyberbullying /Assédio virtual

3 Exploração sexual de crianças e adolescentes na Internet

4 Exposição a conteúdos inapropriados

Grooming – tentativa de exploração sexual da criança por um adulto depois de conquistar a sua confiança

6 Materiais de abuso sexual de crianças e adolescentes gerados digitalmente

7 Publicação de informações privadas

Happy slapping (agressão com consequente filmagem e publicação nas redes sociais)

Sexting (produção de conteúdo sexual com troca de imagens ou vídeos, através de telemóveis e/ou da Internet)

10 Sextortion (chantagem realizada a menores que consiste na divulgação de conteúdo sexual)

A proteção das crianças e jovens é uma responsabilidade social, transversal a todos nós. Utilizar ou não aplicações destinadas para o efeito é uma decisão pessoal. Gerir a dinâmica familiar e as relações interpessoais pode ser um desafio, mas por vezes o risco obriga a determinadas imposições, antes que seja tarde demais.

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