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Como funciona o cérebro adolescente

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Do site Pais&Filhos

Como funciona o cérebro adolescente

ibm-chip-imita-cerebro-truenorth-processadorE, de repente, a criança adorável e carinhosa, para quem pai e mãe eram o centro do mundo, transforma-se num adolescente birrento, com súbitas mudanças de humor e para quem os pais são, no mínimo, uns chatos e, por vezes, obstáculos que há que evitar a todo o custo.

Estas profundas alterações podem deixar perplexos os adultos mas têm uma explicação: são resultado de modificações no modo como funciona o cérebro na adolescência, movido a hormonas e com desequilíbrios no desenvolvimento dos diferentes lobos que o compõem. Por exemplo, o lobo emocional evolui muito mais do que o lobo que controla os impulsos e isso resulta na famosa fase de “dizer e fazer antes de pensar” que carateriza estes anos.

Recentemente, a neurocientista norte-americana Frances E. Jensen publicou um livro denominado “The Teenage Brain”, no qual se propõe explicar o que está na origem nas atitudes dos adolescentes e como os pais podem geri-las. A partir da puberdade “o cérebro toma contacto, pela primeira vez, com hormonas como a testosterona, a progesterona e o estrogénio, que estavam latentes desde o nascimento. E estas substâncias encontram-se particularmente ativas no sistema límbico, ou seja, o centro emocional do cérebro”, revela a catedrática da Universidade da Pensilvânia.

“Esta ‘onda’ hormonal acontece muito antes do desenvolvimento pleno dos lobos cerebrais frontais, que controlam as emoções”. Ou seja, na adolescência não existe o ‘travão’ que os adultos possuem. Para Jensen “isto ajuda a explicar por que razão os adolescentes não são só emocionalmente voláteis mas também a sua procura por experiências fortes”, tais como correr riscos físicos e online. Muitos também usam estas atitudes pouco recomendáveis para exercitar a sua autonomia em relação aos adultos.

Assim, de cada vez que o adolescente lá de casa “explodir”, a autora aconselha os pais a “contarem até dez” e lembrarem-se de que ele não controla em absoluto o seu comportamento. De qualquer forma, garante Frances E. Jensen, as hormonas e a imaturidade cerebral não devem ser pretexto para os jovens fazerem tudo o que querem. “Há que mostrar-lhes regras de conduta e deixar bem claro o que é comportamento aceitável das atitudes que não vão ser toleradas”, conclui.

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