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Como Fazer Uma Greve De 1 Mês Com Elevada Adesão Por Parte Dos Professores

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Após ter assistido e participado em várias greves: greves a exames, greves às reuniões de avaliação, greves por regiões, greves às horas extraordinárias, greves de 1 dia, greves de 2 dias, greves com elevada adesão, greves com pouquíssima adesão, chegou a hora de refletir o impacto destas greves e apresentar uma proposta e uma estratégia que levem à MAIOR GREVE dos professores.

Assumo que fui um dos que lutou pela greve às reuniões de avaliação do passado verão, uma greve que deveria ter sido preparada com a devida antecedência e com o apoio das diferentes entidades sindicais. Assumo também que fui um dos que promoveu a ILC, uma Iniciativa que se não tiver novos boicotes por parte do Parlamento, será votada e provavelmente chumbada, mas obrigará os Srs. Deputados a apresentarem (se forem coerentes) uma alternativa à recuperação de todo o tempo de serviço para 2019, dando cumprimento ao estipulado no atual orçamento.

Sou por isso um defensor de estratégias alternativas que defendam os professores em particular e a educação em geral. Julgo que as tradicionais estratégias de luta estão gastas e as principais estruturas sindicais necessitam de revitalizar-se e recrutar/reagrupar novamente os professores. O mal foi feito e o descontentamento é transversal, só falta mesmo fazer algo para acender o rastilho da indignação.

Não descobri a pólvora, mas ainda antes de ouvir o que os Enfermeiros pretendem fazer, já defendia uma greve a longo prazo. Mas uma greve a longo prazo não pode ser feita às três pancadas, é preciso mentalizar os professores e dar-lhes as devidas condições. E quando me refiro a condições, refiro-me naturalmente a um apoio financeiro. Ainda recentemente apresentei a proposta que as quotas pagas pelos professores aos sindicatos deveriam incluir uma percentagem para um fundo de greve.

O caminho terá de passar obrigatoriamente por aí, mas desta vez que se faça as coisas com cabeça tronco e membros, à semelhança de outras profissões que aguentam longos períodos de tempo em greve.

Fica então a minha proposta:

Greve de 1 mês no início do próximo ano letivo;

Recolha de fundos a começar o quanto antes, sensibilizando a população em geral, mas principalmente canalizando uma percentagem da quota sindical para esse fundo;

União de todos os sindicatos na valorização e implementação desta estratégia.

E por que razão devemos esperar pelo próximo ano letivo?

  1. O Orçamento para 2019 está praticamente aprovado e pouco ou nada podemos fazer;
  2. Em setembro de 2019, estamos na altura ideal para exigir a inclusão das verbas necessárias para a recuperação total do tempo de serviço no orçamento de 2020;
  3. Precisamos de tempo para fazer um bolo suficiente para aguentar uma greve de 1 mês;
  4. Os governos são muito sensíveis à abertura dos anos letivos e utilizam-nos para a valorização da sua imagem;
  5. Estaremos em plenas eleições legislativas;
  6. A pressão que será acumulada ao longo de meses irá causar um desgaste significativo (tipo contagem decrescente) no governo e permitirá realizar um trabalho nas escolas de sensibilização e adesão dos professores.

Acredito que uma greve desta dimensão quebraria a arrogância deste governo e financeiramente seria muito interessante para os professores. Reparem, mesmo que não fossem todos, imaginem o que seria 50% dos professores fazerem uma greve de 1 mês?

Fica a proposta, quem de direito que a implemente no terreno e não se preocupe com as pieguices de quem teve a ideia ou outras tretas que tal…

Nota: O tempo de greve/valor a recolher poderá ter de ser ajustado após os devidos cálculos. Também pode ser implementada uma estratégia de alternância, ex: durante 15 dias fazem greve uns, nos outros 15 dias fazem os outros. Ou até apostar numa greve aos escalões mais baixos… Como referi, é preciso fazer cálculos…

Alexandre Henriques

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34 COMENTÁRIOS

  1. Alexandre Henriques, antes de mais felicito-te pelo teu empenho, dedicação, iniciativas e propostas em prol da classe docente e do sistema educativo.
    Felizmente, não és o único que estás a dar todo o teu contributo por essa mudança. ESTAMOS JUNTOS NA LUTA.
    Embora atualmente se viva um clima de apatia na classe docente, o S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores, “NÃO ANDA A DORMIR”. Se a nossa logística fosse outra, comparativamente a outros sindicatos já amplamente instalados no nosso país há várias décadas, há muito teríamos concretizado várias iniciativas. Mesmo assim, de acordo com essas limitações e atendendo ao facto de todos os ativistas estarem a cumprir as suas obrigações profissionais na escola onde dão aulas, continuam a lutar nos tribunais, no parlamento, a apoiar iniciativas, a auscultar colegas dentro e fora das escolas, a responder a dúvidas e a trabalhar nas exigências legais para a manutenção do S.TO.P.
    Agora, como todos compreenderão, só com o empenho e dedicação de TODOS OS PROFESSORES conseguiremos implementar uma VERDADEIRA e EFICAZ LUTA. Basta os professores quererem para de uma vez por todas, paralisarem o Sistema Educativo.
    Como é do conhecimento público, o S.TO.P., publicou uma iniciativa onde os professores manifestaram as suas opiniões relativamente às INICIATIVAS DE LUTA a implementar. Isto não invalida que novas iniciativas sejam ponderadas, até porque as conjunturas são dinâmicas.
    Por isso, esperamos que se juntem a nós, no sentido de contribuirmos para UM ENSINO PÚBLICO DE QUALIDADE E QUE DIGNIFIQUE A PROFISSÃO DOCENTE.
    JUNTOS SOMOS MAIS FORTES E HAVEMOS DE VENCER.

  2. Era bom que fosse uma proposta com pernas para andar. Parece-me uma boa proposta, pensada em termos muito claros e que aconteceria num momento crucial para abanar o governo.

  3. Excelente proposta. Sempre achei que só com uma greve longa poderiamos abanar. o inicio deve ser a meio de Setembro e não a 1 para que as pessoas se possam encontrar nas escolas no inicio do ano letivo -efeito contagiante. Sindicato com fundo de greve faria com que eu me associasse – por isso STOP, a proposta fica em cima da mesa.

  4. Uma greve de 1 mês devia ter começado este ano, no 1º dia de aulas, a 17 de Setembro de 2018.
    Não sei, sinceramente, se remeter este protesto para o próximo ano lectivo seja boa ideia, principalmente porque sabe-se lá o que acontecerá até então.

    Sempre defendi uma greve prolongada a começar no 1º dia de aulas deste ano.
    Quanto ao fundo de greve, com tanto rasgar de cartões, não sei se é exequível.

    Mas sei que poderia ter sido mais exequível ter-se aproveitado o subsídio de férias como almofada para tal.

    Imagine-se a greve ter-se prolongado até agora?

  5. E que tal uma não greve de longa duração? A ideia passa apenas por informar os diretores dos agrupamentos de que as 35 horas de trabalho semanal serão integralmente realizadas nos estabelecimentos de ensino e indicar o horário que se pretende cumprir. Que as horas extraordinárias serão contabilizadas e gozadas nas interrupções letivas e acordadas com os respetivos diretores.
    (Como professor de 1º ciclo com turma, teria uma redução significativa do trabalho semanal realizado)

  6. Greve de uma mês. Para ter impacto (mandar os meninos para casa) basta que façam só os professores do 1º ciclo. Mas pq? Se o professor faltar, não há aulas, e os meninos não podem ficar na escola, nem ir para casa sozinhos, pois são pequeninos para tal. Nessa situação os EE ficam desorientados e começam a fazer força para acabar com a greve. Uma semana com os meninos em casa, faz moça. E pq não os restantes? Como já vimos há sempre alguém que não faz greve e mesmo que se faça greve os alunos andam pela escola, os EE não são chamados a ir buscar os filhos. Estes professores por seu turno, pagam os dias de férias aos colegas do 1º ciclo.

  7. Lamento dizer que… DISCORDO! Na essência, no início do ano lectivo os pais “estão-se nas tintas” até porque o ano está no início, há sempre alunos que nem têm professor… A greve tem que ser feita para fazer PARAR o COMBOIO quando a máquina está em perfeito funcionamento, criando instabilidade no sistema! No início do ano muito pouco ou quase nada prejudica os alunos! Depois, no início do próximo ano letivo (Setembro) é MUITO TARDE para que o ORÇAMENTO do ANO 2010 contemple o que queiramos exigir. Por que motivo se invoca a postura dos enfermeiros como modelo, se eles vão fazer a greve de novembro a dezembro?? Quanto aos valor a aguentar de salário… os professores ficaram sem 2 salários por ano (com os cortes no subsídio e no 13º mês) … e sobreviveram! E não venham com culpas para o sindicato. E nem pensem que o dinheiro dos (cada vez menos) sindicalizados (ser sindicalizado não é obrigatório!) se poderia ter uma fatia da quota para o fundo de greve pois, apenas os sindicalizados receberiam esse dinheiro e os outros NUNCA aderiria à greve. Logo, qualquer greve seria de apenas os sindicalizados… e, obviamente, seria um FIASCO.

    • A ideia não é prejudicar os alunos, a ideia é prejudicar o governo. Parar o início das aulas teria um forte impacto, ainda por cima em período de eleições.

  8. Parabéns pelo trabalho Alexandre.
    Também concordo que é necessário aumentar o tom da luta, e esta proposta faz todo o sentido.
    Acrescento o seguinte, até 1.9.2019 ainda falta algum tempo e acho que não se deve abrandar o ritmo.
    Proponho uma greve de zelo ainda durante este ano letivo.
    Professores na escola, sem faltar mas sem dar aulas. Porque não nas primeiras semanas após as interrupções letivas?

  9. Greves como esta atacam alunos, não o estado.
    Não sou professor, pelo contrário, sou aluno. Acho esta ideia uma estupidez. O nosso governo não quer saber se os professores estão bem ou mal. Se querem que alguma coisa mude têm de formar as crianças e os estudantes de forma a que se preocupem com a situação para que no futuro algo mude. Não vai ser a destabilizar o governo, destruir a economia e a deixar de formar alunos que se vai atingir o que pretendem. A mim não me afeta visto que estou num colégio semiprivado por isso ninguém faz greve… Talvez seja por isso nós temos médias nacionais tão superiores. Pensando bem, vão lá fazer greve para eu me destacar na média nacional no meio dos vossos alunos que tanto desprezam.

    Cresçam como pessoas e parem de prejudicar o vosso emprego, sejam dignos da vossa profissão tão importante de ensinar àqueles que pouco sabem, ensiná-los a fazer deste Portugal um país melhor. Por vezes não sei se os professores têm consciência daquilo que fazem, se calhar não nos têm nada para ensinar…

    • A melhor lição que podemos dar aos nossos alunos é que lutem pelos seus direitos, pela sua dignidade e que respeitem a democracia…

    • Que nome giro… É exactamente o NOME da cobardia. Escreve toardas fazendo-se passar por aluno do ensino semiprivado quando é, de facto, um militante do deita-abaixo a classe, ou seja, um mandatário dos governantes… É triste falar das vossas médias tão superiores??? mas, quer dizer que a gente não sabe que muitas são “oferecidas”? Ora pensem lá por que será que o nosso Joseé Sócrates, só conseguiu vários “18 valores” cerca de 13 anos depois de ter abandonado os estudos… Ora, como exclusivamente aluno do público, foi incapzaz de o conseguir mas… quando já estava no privado… enfim, é o que se sabe… Por isso, meu caro, Privado, superior??? Sim… com notas oferecidas (porque se pagam para estudar, têm direito a sucesso!)… Mas chegam à universidade e ficam quase todos atrás dos oriundos do ensino público..! Essa é que é essa! Diga tudo! ok?

      • Eu sinceramente não tenho paciência para estas coisas. Porque haveria de estar a mentir sobre a minha idêntidade. Tive todo o meu ensino básico em 3 escolas públicas por isso sei muito bem a diferênça entre um ensino público e semiprivado. Para que conste eu continuo no público, porém num colégio em que apenas o secundário é financiado pelo estado (por causa da estupidez depois da mudança do governo). Notei bastante o grau de exigência quando fiz a tanzição no meu 9º ano para este colégio. Passei de um 4 a PT e 5 a MAT para uns meros 36% no 1º teste de PT e 46-48% (não me recordo precisamente) no 1º de MAT.
        Escusado será dizer que acabei esse período com negativa às duas disciplinas. No final do ano, a professora de MAT não me queria dar mais que 3 à disciplina porém tive 90% no exame que me aumentou a nota final da disciplina para 4 (acha que não foi exigente). Já portugês tive 4 na nota final e 86% no exame – não alterou nada. Mas se acha que a passagem do básico nada representa dou-lhe a minha experiência do secundário: as minhas médias internas eram de 15 e 16 (Bio e Geo / Física e Química A, respetivamente) pois eu tirei no exame uma nota de 17+ a biologia e +18 a FQ A. Se isto ainda não lhe é suficiênte para demonstrar que as nossas notas não são dadas ou compradas como sugere, estamos na 10ª (?) semana de aulas e eu só em Matemática A já dei e fiz os exercícios todos (+200) de trigonometria de 11º (que tinha ficado por dar por motivos escolares) e estou a realizar outros 200 sobre cálculo combinatório, acabando a 1ª parte da materia de 12º.
        O benefício de estar num colégio semiprivado é a estabilidade que nos dá (eu não pago nada – devo dizer que há, no entanto uma certa discriminação do regulamento intern no que toca a quem é do privado ou não). Os professores não adrem às estúpidas greves, que só interrompem o ritmo de estudo, os professores e os alunos empanham-se e todos nós trabalhamos para isso (e sem pagar 1 tostão). Por isso, se os métodos de ensino não estão a funcionar em muitas escolas públicas se calhar isso parte dos professores e não tanto do estado. Ao estado temos de culpar a falta de professores, desorganização escolar e todos os argumentos que defendem, mas quem não puxa por nós são os professores. De novo, não é com greve que atingem o que querem (o governo não quer saber). Se pelo menos explicassem os porquês aos vossos alunos (futuros políticos e mais importantes, pessoas com direito a voto) o país teria um rumo muito melhor. Tive casos de na pública ficar completamente desoreentado porque só no dia da greve é que sabia se tinha aula ou não porque os professores não nos diziam as suas intenções e os seus pontos de vista. Novamente, façam como entenderem, não me afeta, até saio beneficiado. Os vossos alunos é que sofrem na pele as seleções das candidaturas.

  10. Muito boa tarde,
    Depois do que li não posso deixar de comentar que: a vossa luta é somente o Vosso umbigo…estão-se nas tintas para os alunos, o pilim é o que vos move! Se não estão bem ANDOR, FORA DO SISTEMA…deixem o lugar para quem tem vocação! Há, com certeza, outro trabalho que poderão fazer (em empresas fora do ESTADO).
    E não, lamento informar-vos, mas não têm o apoio dos pais, a maioria dos pais está com o governo. Já se aperceberam, há muito, que os alunos são colocados em 2º plano e, muitas vezes a vocação e o empenho fica muito aquém do esperado. Embora saiba que, como em todas as profissões, ainda há muito bons profissionais, conheço alguns, e estes sim, defendem em 1º lugar o aluno, porque é o gosto pela profissão que os move e têm consciência que, apesar de tudo, ainda são uma carreira com bastante REGALIAS, basta ver os escalões da carreira docente e outras.
    Antes que me ataquem e que digam que não sei do que falo, respondo já. Fui professor contratado e nunca fui tão bem pago como quando exerci a profissão, como contratado veja-se 1º nível/escalão. Hoje, não trabalho como docente fui à luta…não me lamento, pelo facto do sistema não ter lugar para todos os professores. Trabalho, numa empresa, como técnico superior e digo-vos que a responsabilidade é muito maior da que tinha enquanto docente, o nº de horas de trabalho também é superior, e também levo trabalho para casa, mas o vencimento é muito inferior. Já pensaram que, tal como vocês, outros há a maioria pais dos VOSSOS alunos que estão em situações bem piores do que a VOSSA…por isso não vos compreendem muito menos vos APOIARÃO, quer sejam greves de um dia, quer sejam greves de mês, antes pelo contrário o que vão perdendo é o respeito que ainda possam ter pelos professores!!!
    Cumprimentos, Fernando Silva

  11. Colegas
    Em 1º lugar uma saudação especial ao Aº e à sua iniciativa. Todos sabemos que só uma greve prolongada pode encostar o governo à parede. Mas isso custa muito caro à classe e nenhum dos maiores sindicatos alguma vez se referiu à criação de fundos de greve. Reparem que um dos raros sindicatos com fundo de greve é o dos estivadores, mas eles são apenas algumas centenas e descontam não 0,7%(STOP), mas 7%. Essa grande greve deve sim ficar para o próximo ano. O Aº tem toda a razão. Agora os profs estão ainda muito desgastados com a última e precisam ganhar forças e amealhar alguns cobres. Uma maneira de ganharmos esta luta (falo de lutar para ganhar e não para perder), poderia ser guardarmos debaixo do colchão ou o subsídio de Natal ou o de férias. SE um nº significativo concordar e se comprometer, teremos uma arma poderosa nas nossas mãos para a utilizar no momento em que combinarmos. Assim, poderíamos fazer greve a todo o serviço durante várias semanas seguidas. O governo não aguentaria e a vitória estaria garantida. Eu sei que seria um sacrifício grande, mas seria tb um investimento na nossa luta. Pensem nisso caros(as) colegas.

  12. Concordo plenamente com tudo o que foi escrito. Contudo, é preciso, de facto, assegurar condições financeiras mínimas aos docentes. Estes, no quais eu me incluo porque não tenho alternativa, não farão qualquer greve em que arrisquem a perda quase total do vencimento. É preciso mobilizar os Sindicatos nesse sentido e dar alguma justificação ao dinheiro que, há anos, descontamos mensalmente para eles. VAMOS APELAR TODOS AOS SINDICATOS!

    • Meu caro. O que pagam os poucos sócios de cada sindicato, mal chega para pagar o aluguer e as despesas que realizam para servir os seus sócios. Agora, meu caro, espera que os Sindicatos paguem para que os professores consigam vencer as suas lutas e recebam mais??? ENGANA-SE. Os sindicatos não são ELES… Os sindicatos somos NÓS… (os sindicalizados!). E os destacados no sindicato também têm famílias que necessitam do seu salário. São pagos para nos defender mas… não são remunerados com as quotas dos docentes. São destacados pelo ministério, nos termos da lei sindical, para defender os interesses dos professores e não para lhes pagarem quando fazem greve! para tal,, os docentes teriam de descontar, não os valores que descontam (inferiores ao que pagam aos clubes de futebol) mas antes um valor superior a 60 euros/mês. Aí, sim, haveria um seguro de salário. Será que os docentes querem?
      Ora, o que está a propor é o mesmo que propor aos sócios do F. C. Porto que paguem as dívidas do S. L. e Benfica!! Só porque milhares de Portugas vão à bola, não significa que sejam sócios!!!


  13. ‘Não prejudicar os alunos’ ???!!! Por isso é que estamos assim. Deixem-se de pruridos, para não dizer tretas. Greve que não faz doer, não é greve.
    Por acaso, os médicos não prejudicam os doentes quando fazem greve?
    Por acaso os transportes públicos não prejudicam os utentes ?
    Por acaso os camionistas não prejudicam o tráfico ?
    Ou os pilotos da aviação os passageiros?
    Acordai!!!

    • Se acha que os seus alunos merecem ser prejudicados talvez não devesse ser professor…
      Parem de tirar o futuro aos que ensinam.

      • Semiprivado? Curioso…
        E os doentes “merecem” ser afectados pelas greves dos médicos?
        E os condutores, as cidades e o país merecem ser afectados pelas greves dos camionistas e estivadores?
        E os passageiros merecem ser afectados pelas greves dos pilotos e assistentes de bordo?
        E os utentes merecem ser afectados pelas greves dos maquinistas da CP e dos Metro?
        E os contribuintes merecem ser afectados pelas greves dos trabalhadores dos impostos e finanças?
        E os portugueses merecem o desgoverno da gerigonça?
        Diga “aluno semiprivado”?

        • É exatamente por isso que não se devem fazer greves. Pois não gosta de ser afetado, não afete os outros. Existem outras formas de ser ouvido que não envolvam a desgraça de terceiros. Obter a atenção internacional através de peticões e das redes sociais é apenas um exemplo de pressão governamental que não prejudica ninguém.
          Não é o barulho ou o desrespeito que vos leva a algum lado. Tem vontade de fazer as vontades aos alunos que gritam consigo?
          Não faz qualquer sentido estarem a atacar os alunos, caso não repare a maioria dos formados sai do país e aqueles que só acabaram o 12° ano não precisam das notas para arranjar emprego porque este é inexistente. Em nada prejudica o governo e em tudo prejudica a sua profissão.

          • “Tem vontade de fazer as vontades aos alunos que gritam consigo?”

            Está a delirar?
            Aluno que “grita” com o professor?
            Só pode estar a delirar.

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