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Comentários da Semana | Susana Ferreira, Virgínia Pacheco e Carina Marques

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Os filhos mentem aos pais e a Escola é que se lixa…

Susana Ferreira Mas isto não é novo, pois não?… Já a minha mãe e a minha avó, quando crianças, mentiam aos pais para ocultar/suavizar os disparates que faziam..
É natural nas crianças… O que é , de facto, novo e assustador são estes pais tão pouco preparados e insensatos para fazer a leitura e triagem do discurso dos filhos… Em última instância, as maiores vítimas desta deseducação dos filhos, serão os próprios pais, pois terão que aturar imbecilidades até ao fim da vida…
Virgínia De Assis Pacheco Concordo que seja público e “universal” a partir dos três anos, mas atualmente com um corpo docente cada vez mais envelhecido, com 25 crianças onde temos pouca ajuda e de fraca qualidade, com crianças que mesmo de 5/6 anos não conseguem vestir um casaco e nem para comer e/ou ir à casa de banho tem autonomia, só podem estar a gozar com todos os intervenientes (crianças, pais e docentes). Não podem querer “despejar” crianças de três anos nas escolas, sem primeiro criarem condições para isso!! Quando tudo começar a correr mal, porque nestas condições não vai correr bem, ainda vão ter o descaramento de culpar as educadoras e as escolas!!
Carina Marques Este ano tive um aluno porque insultou um colega dentro da sala e eu ralhei…levantou-se, tentou empurrar-me e levantou-me a mão, dei-lhe uma palmada na mão… Ligou à mãe a dizer que lhe dei uma “chapada” na cara. A mãe chegou e foi primeiro falar com o menino. Chegou ao pé de mim a dizer que eu bati no filho e que lhe marquei a mão. Eu respondi que não vinha para a escola para ser insultada, desrespeitada e muito menos agredida por um aluno. Eu não bati no filho, eu apenas baixei-lhe a mão e sempre que ele ousar levantar a mão para mim eu vou baixar-lhe a mão, ela que fizesse o que entendia. Nunca mais miúdo algum reagiu assim para mim, a má educação é desculpada por ser aluno com NEE. Tenho a dizer que é um aluno do 1º ciclo, que já insultou e bateu em vários colegas e adultos na escola. O ano passado o professor titular assistia a todas as aulas de inglês porque a colega estava grávida e tinham medo da reação do miúdo. Comigo já o avisei, se me toca leva….e resultou …estes miúdos não têm limites e acham que podem fazer o que querem.

2 COMMENTS

  1. Exacto!Não são os alunos mas os pais que criam problemas à escola.O abandono a que votam os filhos,a educação que lhes não dão, o ambiente disfuncional que os progenitores proporcionam,fazem com que,alunos nossos,vão para junto de nós descarregar frustrações e reproduzir situações que,de tão “normais” nos seus meios,não pertencem ao que desejaríamos fosse habitual.A Escola complementa mas não pode ter que dar,o que devia,vir de casa.

  2. Sermos agredidos durante o exercício das nossas funções por um aluno e ficarmos à espera de levar mais, não poder ser! Fez bem a colega Carina Marques em avisar que pode retribuir na mesma moeda, pois “fazer de espelho” costuma resultar. Sei de um caso antigo, em que um aluno cuspiu várias vezes na cara de uma professora até ao dia em que a professora cuspiu na cara do aluno (por indicação de uma psicóloga) e desde aí o aluno nunca mais se atreveu a ter tal comportamento. Não foi bonito, mas quando as chamadas de atenção, os castigos, etc., não resultam, tem que se tentar outros caminhos.

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