Home Rubricas Comentário da Semana | Sob escrutínio

Comentário da Semana | Sob escrutínio

144
0

Diferenças na Avaliação de Professores em Portugal e no Estrangeiro

“Antes de se avaliar, há que estruturar e respeitar os docentes na sua especificidade. Depois, e só depois, se pode avaliar o professor, pois quem avalia faz parte de quem não dá condições sociais, económicas e de materiais para trabalho ao professor avaliado. O esclavagista também avaliava mal o escravo quando este não produzia. Só se esquecia que não lhe dava comida suficiente.”  Pedro Santos 

“Como encarregado de educação choca-me este ” pânico ” da avaliação que os professores têm . Afinal de contas é o que fazem diariamente aos seus alunos e depois quando é feito a eles desconfiam???? Além disso só com a avaliação se pode premiar quem merece, e quero acreditar que muitos o merecem, assim estão infelizmente no mesmo saco.Eu profissionalmente preferia sempre ser classificada, mesmo que mal, do que ser posta no mesmo saco de um incompetente qualquer (que infelizmente sabemos que existem).” Carla Pinelas

Quando a OCDE se presta a animar festas

“A cumplicidade organizacional e ideológica, entre a OCDE e a tutela educativa central, é notória quando a investigação consensualmente reconhece que a fiabilidade dos resultados exige no mínimo uma década, em função das alterações legisladas. A relevância das medidas legisladas parece fazer sentido apenas no imediato e como propaganda ideológica, passando a verdadeira educação (e formação) para segundo plano. Todos querem «faturar», nem que isso implique terramotos sucessivos. Exemplos não faltam: alterações programáticas, nalgumas das disciplinas, vindas da estratosfera ou do baú de recordações; metas; aprendizagens essenciais; prazos dos manuais; exames; … O nivelamento cultural, entre os diversos pontos cardeais, tornou-se prioritário e esquecem-se que há questões civilizacionais imateriais que o minam, como é o caso da mediocridade premiada nos países mais a sul da Europa. Fará sentido elogiar-se a estabilidade francesa com o BAC e censurar os países onde há exames de acesso ao ensino superior e onde até se estabilizou o processo? Alguns estudos «internacionais» desta organização até projetam resultados em função de possíveis alterações estruturais futuras. Por que insistem na avalanche de estudos e de resultados encomendados que apenas desviam os olhares da tormenta das sucessivas torrentes legislativas, branqueando-as com resultados apressados e alimentando a sua continuidade, enviesando a perceção coletiva das reais transformações e seus significados?
Consequentemente, os estudos da OCDE têm sido contraditórios, quando lidos num «continuum». Há um efeito altamente perverso que é manter e aceitar a dinâmica tutelar do fazer e desfazer permanente, independentemente do espetro partidário governativo.” Helena Ramos  

Em quem é que os portugueses mais confiam? Nos professores.

“Confiam neles mas apenas para tomar conta da prole durante o dia. A maioria não tem respeito nem atribui valor aos conceitos de educação (já nem falo na boa educação ou carácter), cultura ou o saber pensar. E é esse o exemplo transversal de geração para geração.” Nuno Cunha 

 

Comentários retirados da página do facebook do ComRegras

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here