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Comentário da Semana | Quem quer ser Professor?

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Desde O Início Do Ano Professores Recusaram 2530 Horários E Isto É Apenas O Começo

“Quem é que a ganhar 1000€ ou às vezes menos vai deslocar-se por exemplo para Lisboa para pagar quartos de 500€??? É bem feita. Devia haver cada vez mais falta para terem mais respeito por quem há anos anda a colmatar falhas do sistema, sempre com contratos precários.”      Ana Galhardo 

“Bem feito! Aqui há uns anos, mandaram emigrar. Agora, aguentem! E pode piorar, porque os professores com sessenta e tal anos não vão aguentar o louco ritmo do trabalho e os meninos amimalhados, sem regras e sem vontade de aprender. Esperemos…”      Filomena Amaral Carvalho   

“Os pais que falam têm os filhos asseguradamente em escolas onde não faltam professores! As escolas difíceis e distantes, onde a pobreza de todo o tipo continua, não têm poder ou voz para falar… Esses pais representam apenas meia dúzia de gatos pingados em relação ao total, mas é a eles que os governos e os diretores atendem! Faz de conta… faz de conta… faz de conta… O nosso país!”        Helena Rocha Gonçalves

“Sr. Doutor, Preciso De Ritalina Para O Meu Filho… Já Não Aguento Mais!”

“Na maioria da vezes quando se chega a esta situação de desespero, não é por falta de educação ou porque a criança necessite de umas palmadas, ou mais castigos…. simplesmente não conseguem estar quietas! É claro que a função dos pais é educar, mas quando se houve da boca de um filho que :«NÃO CONSIGO ESTAR QUIETO, porque sinto um enorme turbilhão de energia cá dentro!», talvez se fique a pensar. Quem mais sofre são as crianças que são estereotipadas de mal-educados, sem educação e por sua vez os pais. Os profissionais de saúde avaliam estas situações antes de prescreverem a medicação. Infelizmente, quem não passa diariamente por este tipo de situação não sabe dar o devido valor e automaticamente faz juízos de valor sem conhecimento da situação! O desconhecimento gera o preconceito, não devemos julgar sem primeiro conhecer todos os fatos. Como mãe e profissional de educação lido diariamente com o esforço de vários pais e alunos que sofrem desta perturbação e vejo o enorme esforço que fazem para se conseguirem adaptar ao meio escolar, familiar e social. Existem várias estratégias para contornar/controlar mais os sintomas para além da medicação. Mas, normalmente a medicação se for bem administrada resulta e a criança consegue ser FELIZ!!!!”          Marta Silva 

“O que hei-de fazer, era antes de mais, nunca ter posto o filho no mundo sem se saber se tinha capacidades para acompanhar um filho em todas as etapas do crescimento de forma madura e consciente em relação à realidade. Visto que não pensou nisso antes, agora que o tem, há que preparar para a vida… Tal qual uma estrada tem marcas sinalizadas para limites, a criança desde o berço tem de os conhecer, e deixar andar hoje, para atalhar amanhã, não dá bom resultado. Deixar andar a criança à deriva também não o levará a bons rumos. Muitos pais querem apenas realizar um sonho de criança: ser pai. Mas as tarefas árduas de ensinar, compreender, explicar, incentivar, EDUCAR já não estão tão claras nas mentes dos pais. E depois ainda vão à escola revelar-se impotentes perante um comportamento do filho que deixa muitos professores à beira de um esgotamento mental atroz… E se a criança sofre, todos se preocupam, se são os professores, eles têm é que saber lidar com eles, é a resposta.”    João Pedro Henriques 

Uma escola da aldeia, se eu puder escolher!

“Fechar escolas com 9 alunos em aldeias de trás-os-montes foi dos maiores erros. Fecharam as escolas e ao deslocar os miúdos das 6:00 da manha ate às 21:00 da noite em transportes camarários mais de 30-40 km por vezes em estradas más, cheias de curvas e perigosas, foi o mesmo que fechar as aldeias. Ou seja, pais e filhos no ano seguinte rumaram para as vilas onde têm de alugar casas, deixaram de cuidar da sua agricultura de subsistência e tornaram-se mais pobres. 
Teria sido bem mais sensato agrupar escolas em aldeias vizinhas ainda que ficassem com menos de 20 alunos. Eram mais felizes todos do que assim. As aldeias ainda teriam pais e crianças a correr.”          Teresa Mateus Pires 

“Assino por baixo. Mesmo vivendo em Portimão consegui colocar o meu filho num Jardim de Infância com apenas 2 salas (50 alunos). E no próximo ano letivo irá para a escola do 1°CEB imediatamente ao lado com apenas 4 ou 5 turmas.
Por agora já frequenta o edifício da “escola primária” para ir almoçar e as professoras e auxiliares de lá já os conhecem!
Fico muito mais tranquila do que num grande centro escolar com 200/300 alunos onde ninguém se conhece e a carência de assistentes operacionais se intensifica.”      Natacha Pedro 

 

 

Comentários retirados da página do facebook do ComRegras

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