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Comentário da Semana | Furacão na Educação

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Greve Ilegal, Greve Adiada, Ministro Da Educação Processado

“Não podemos acreditar cegamente nos políticos e nos sindicalistas deste país, especialmente aqueles que usam os períodos reivindicativos para instrumentalizar os profissionais que se manifestam. Sim, estão todos no mesmo baralho e isso viu-se quando lhes foram solicitados os recibos de vencimento, após as greves de junho/julho. Afinaram todos pelo mesmo diapasão.
Na plataforma sindical, se fossem todos mais isentos, teríamos mais força reivindicativa. O problema, desde há cerca de ano e meio, foi a promiscuidade declarada e o excesso de crença nas forças partidárias que governam o país. Temos sido atacados severamente pelos cordeiros travestidos de lobo, embora de rebanhos/matilhas diferentes. Isto atingiu um ponto culminante.
É legítimo perguntar o que teria feito a plataforma sindical se este contexto factual fosse com o governo anterior.”Helena Ramos

Exames No Ensino Secundário Vão Continuar A Escravizar A Aprendizagem

“Como é que a flexibilidade curricular se compatibiliza com os exames nacionais? Como é que o perfil do aluno se compatibiliza com os exames nacionais? Como é que o desenvolvimento de competências se compatibiliza com exames nacionais? É tudo brincadeirinha! Só contra a prepotência dos exames e a sua ditadura nas escolas. Os professores desde o 1º dia de aulas que vivem obcecados por eles. É um martírio para os alunos. Não mudam estratégias, não mudem metodologias, é só martelar para a memória porque…há exames. É tempo de se discutir abertamente este tema. Quem deve estabelecer o perfil dos alunos para cada curso superior é cada faculdade. então que assumam os seus próprios exames e libertem as escolas desta mordaça.”       Fernando Melo Lima

É vergonhoso como sequestramos a aprendizagem e a sua vitalidade, num pobre exercício de treino para os exames nacionais. E o que incomoda e é gritante é comodismo de grande parte das famílias que não questionam, não criticam de forma justa e verdadeira o sistema que o ME impõe e não arriscam dizer que não é isto que a humanidade vai necessitar!”  Sofia Preto

Os Professores São Uns Parvos

A parvoíce é um problema endémico da classe. Entre queixas e lamúrias, mas lá vamos fazendo tudo o que nos pedem, e até o que não nos pedem. Não somos imunes à parvoíce diária, não é fácil deixar de fazer, seguir em frente com indiferença. Prometemos imensas vezes que vamos deixar de ser parvos, mas quando se trata de crianças e jovens não resistimos a mais umas horas de parvoíce. E sermos parvos não faria mal algum, se houvesse respeito e valorização. Ao que parece, a parvoíce é compensada com a degradação das condições de trabalho, com a inveja mesquinha, com comentários sórdidos, com campanhas difamatórias e com o desprezo rasteirinho de quem nos governa e tutela. Para a nossa sanidade mental e mesmo para benefício dos nossos alunos, é preciso que a classe se cure de tanta parvoíce.” Cassilda Coimbra

Eu não sou professor, nunca o fui nem serei. Mas uma coisa eu sei: a opinião pública (ou pelo menos uma boa parte dela) não é mais que um grupo de ignorantes que se manipula como se quer…lutem pelo que acreditam e ignorem essa coisa volátil chamada opinião pública…”  Luis Carlos Casanovas

Comentários retirados da página do Facebook do ComRegras

3 COMMENTS

  1. A humanidade não precisa de exames: certo! Mas precisa de indivíduos com conhecimentos…
    Bem sei… não é pós-moderno fazer exames e descobre-se a Caixa de Pandora nos exames…
    O que gosto é a superioridade moral, e intelectual, dos que apelam ao fim dos exames… Pois eu sou professor; pai. Na minha família há bastantes crianças e jovens a estudar e ninguém é a favor do fim dos exames. Para quê? Para o acesso ao superior ser feito através da cunha e da casta?

  2. Absolutamente de acordo. Durante anos leccionei exclusivamente secundário e a única pressão que sentia era a absoluta necessidade de cumprir o programa. Nas avaliações escritas procurava diversificar tipologias de questões, nomeadamente, procurando uma linha mais ou menos habitual à dos exames nacionais. E, por aqui ficava a preocupação com os exames…

    Aula a aula, semana a semana, a questão dos exames nem se colocava, a única preocupação era que os miúdos aprendessem e sistematizassem aquilo que se esperava deles (programa). Se em determinados conteúdos precisava mais tempo para que eles compreendessem e aprendessem, noutros poderia avançar mais depressa… Evidentemente, da parte dos alunos, era necessário um acompanhamento, trabalho e esforço regular.
    Quando eram necessárias aulas de dúvidas/ esclarecimentos, os apoios eram uma ajuda à sua aprendizagem.
    No final do ano e antes dos exames combinavam-se, então umas horas, para sistematização, revisão, prática,…

    A história que o secundário prepara para exames não é mais do que um argumento utilizado por todos aqueles que, na senda da diminuição da exigência do Saber, da desqualificação da escola pública e da capacidade científica e crítica destes jovens que as frequentam (teorias e práticas que se encontram em franca implementação … que por arrasto chegará ao superior)

    Na senda das flexibilidades e inclusões todos terão direito ao sucesso (quer trabalhem, quer não trabalhem): não sabe usar uma régua graduada mas desde que, oralmente, saiba indicar os múltiplos e submúltiplos do metro – já tem direito ao sucesso (sempre na medida de cada um, claro); não sabe escrever um texto mas se conseguir desenhar o que lhe passa na cabeça – já tem direito ao sucesso; não sabe resolver uma inequação mas sabe resolver uma divisão – já tem direito ao sucesso; não sabe descrever as diferenças entre um cetáceo e um carnívoro mas consegue desenhar um e outro – já tem direito ao sucesso; não sabe acertar uma equação química mas até reconhece a fórmula de um dos produtos da reacção – já tem direito ao sucesso; não sabe defender uma posição mas sabe cantar algo relacionado – já tem direito ao sucesso;…

    A par desta degradação da Escola pública que acentuará os ciclos da pobreza reforçar-se-ão algumas escolas privadas na formação das “elites” de amanhã!

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