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Comentário da Semana | A falta de vergonha na municipalização.

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Municipalização do ensino é veicular e oficializar algo que aqui e ali já vai acontecendo de forma velada mas já sem vergonha nenhuma. Tantos e tantos casos em que a direção da escola é o feudo de quem não consegue apoios para chegar ao município ou tem servido como trampolim para lá chegar. Isto não tem coisa alguma a ver com democratização do ensino pelo contrario, a propaganda vai invadir os curricula, as universidades de verão, os festivais e os clubes partidários vão formar as suas elites e dar formação em boyismo e lobbyismo mas somente aos filhos da suposta “elite” alargando e afundando o fosso social. Os genes portugueses não estão preparados para cumprir a visão idílica da regionalização e municipalização. Se queremos formar pessoas demos-lhe espaço e condições para serem civicamente conscientes, independentes e participativas. A municipalização da escola vai ditar correntes de subserviência e servilismo, de oportunismo, fertilizantes da corrupção. Não é neste tipo de escola que quero trabalhar. Se sem ela é o que tem sido!… um professor é um profissional ao serviço do saber e da liberdade não deve estar ao serviço do poder e da vaidade.

Inês Alexandra

E depois temos isto…

Retirado da página do Facebook do ComRegras

4 COMMENTS

  1. Só não vê quem não quer.
    Desde sempre que neste país para trabalhar para o Estado só com conhecimentos.
    Quando concorremos só há sempre uma vaga. Porque será?
    O único meio mais fiável de entrar só pelo concurso público de Professores. Veremos até quando
    Com esta mentalidade portuguesa de clientelas, também me recuso a leccionar assim numa Escola pública.
    Democracia com transparência e equidade!

  2. Na Escola Básica e Secundária Dr. Bento da Cruz de Montalegre, a situação deve ser única no país: o ex-diretor destituído ou demitido, é marido da actual diretora e irmão do presidente de câmara municipal, para além de haver por lá uma colega irmã da atual diretora. Isto é, a atual diretora é cunhada do presidente de câmara. Fantástico, não é? Imaginem quando se não cai nas boas graças de algum destes “queridos” colegas.

  3. Fui a primeira Diretora de um Mega Agrupamento de Escolas e no final do primeiro mandato o Conselho Geral não me reconduziu, sem qualquer fundamentação. ..
    Tanto o Projeto de Intervenção como a Carta de Missão foram totalmente cumpridos (foram mesmo ultrapassados) e as metas do Projeto Educativo (para uma melhoria de 3% na maioria das dimensões) foram todas ultrapassadas: melhoria de 9,4% no sucesso interno; 10,0% no sucesso externo; redução de 12% da indisciplina…
    Na avaliação externa (IGE), no terceiro ano do mandato, todos os dominios foram melhorados. Ganhámos o primeiro lugar nacional de Eficácia Educativa e o primeiro lugar no Premio de Escola…
    O nosso foco foi sempre o sucesso dos nossos alunos e para isso idealizamos projetos inovadores que contribuiram para o sucesso obtido. Conseguimos mobilizar a comunidade local na recuperação de espaços degradados de duas das nossas escolas…
    Quando ocorreu esta decisão do Conselho Geral, pela não recondução, a comunidade educativa demonstrou a sua insatisfação por tal decisão mas, apesar de tudo deixei de ser Diretora deste Agrupamento…

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