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Comecemos por aqui, por unir os sindicatos!

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As reações ao artigo publicado ontem (Professores viram as costas ao Ministério da Educação mas também aos sindicatos) mostram claramente que a relação professor/sindicato não está num momento harmonioso e favorável. Há muito ressentimento, palavras como “traição”, “desilusão”, surgiram com alguma regularidade nos comentários das redes sociais.

Lembrou-se a ILC, a greve dos 100 mil professores e a greve às avaliações, onde se desperdiçou toda uma vaga de energia e motivação coletiva. Tudo isso tem um preço, pois as pessoas têm memória e quando se pede para realizar uma greve, as pessoas não aderem pois sentem-se traídas e desiludidas.

Existem sindicatos a mais! É simplesmente ridículo, repito, ridículo, a existência de mais de uma dezena de sindicatos de professores. Que sentido faz marcar uma greve a 11 de dezembro, quando já se sabia que havia outra greve marcada dias antes?

O mais recente foi o S.TO.P que recentemente fez um comunicado que deve merecer destaque pelo seu conteúdo, claramente diferente do tradicional e abre uma porta que não deve ser fechada, a bem da classe docente e da Educação.

Esta forma de estar agrada-me particularmente, numa tentativa clara de unir a classe, percebendo o que realmente está a acontecer em vez de enfiar a cabeça na areia como outros estão a fazer. Gosto também da sua humildade, expressa por exemplo no texto de balanço à sua greve.

Colegas, ontem terminou a GREVE NACIONAL do pessoal docente e não docente que o S.TO.P. dinamizou. Ainda não sabemos os números precisos de adesão à greve (enviámos um email nesse sentido às direções escolares), mas falamos claro e NÃO ENGANAMOS A NOSSA CLASSE: esta greve não fechou a esmagadora maioria das escolas! No entanto, tendo em conta que: (ler mais)

O caminho tem efetivamente de passar por aqui. Não podemos continuar a ter tantos sindicatos quando basta apenas 1 para resolver os problemas da classe. Isto lembra-me um pouco os deputados no Parlamento, são mais de 300, mas basta terem lá 1 de cada cor partidária, pois todos votam da mesma maneira…

Se tudo ficar como está, nada vai mudar, é o maior favor que podem fazer ao Ministério da Educação e ao Governo. Precisamos de virar para dentro, refletir sobre o que está a correr mal, mudar de estratégia, dar um sinal claro à opinião pública que as coisas são diferentes e depois sim, depois tentar agregar professores, pois neste momento, poucos, muito poucos estão disponíveis para lutar com quem já espetou facas nas costas de tantos…

Nota: não sou filiado do S.TO.P nem de qualquer outro sindicato enquanto o panorama geral for este.

Alexandre Henriques

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