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Começamos A Sentir Os Ventos Da Tempestade Perfeita

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Não é por falta de aviso e não se julgue que é apenas pelos  elevados preços das habitações. Os professores contratados com horários incompletos são lesados nos seus descontos à segurança social e não têm os mesmos direitos que os outros professores, optando por isso por não concorrerem a certo tipo de horários. Além disso e conforme podem ver no gráfico em baixo, os professores estão muito envelhecidos e a próxima década ficará marcada por este tipo de notícias.

Vai ser giro, apesar de não ter piada nenhuma, assistir aos principais partidos políticos atirarem a responsabilidade política para cima dos seus “adversários” quando todos têm culpa no cartório.

Este é um problema que precisa de medidas rápidas que passa obrigatoriamente pela valorização da carreira docente e pela sua imagem. Os incentivos ao alojamento é uma medida de curto prazo mas que não vai impedir a tempestade que aí vem.

Fonte: Pordata

Mais de duas mil turmas continuam sem professores

O ano letivo já arrancou há mais de um mês e existem, pelo menos, 2175 horários para professores por preencher devido à falta de docentes, escreve o Jornal de Notícias (versão em papel). Do total, 1775 estão incompletos e, pelo menos, 147 que, apesar de completos, não foram aceites ou não tiveram candidaturas nas reservas de recrutamento nacionais, passando para concursos feitos pelos agrupamentos de escolas.

Informática, Geografia e Inglês são as disciplinas mais afetadas. De acordo com as contas do professor e especialista em estatísticas da educação Arlindo Ferreira, há 288 horários por preencher na disciplina de Informática.

A falta de professores sente-se mais na região de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, segundo as contas de Arlindo Ferreira. Nestas zonas, estão por preencher 1213 horários: mais de metade dos que estão ainda vagos. Só em Lisboa, faltam 110 professoresAs rendas altas são uma das razões para a recusa dos contratos — o que leva o presidente da Associação Nacional de Diretores, Filinto Lima, a defender como urgente a aprovação de um subsídio de alojamento, nesta legislatura.

No Algarve, há professores instalados em parques de campismo“, denunciou Pedro Tilde, diretor da Escola Secundária Du Bocage, em Setúbal.

Ao Jornal de Notícias, o Ministério da Educação revelou ter sinalizado “casos muito pontuais” de escolas que estão com dificuldade em preencher horários.

Fonte: Observador

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