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Combater A Indisciplina Com Escolas Militares?

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Recentemente partilhei que a Inglaterra está em vias de autorizar a punição física via docentes, bem como detenções diárias, fim dos telemóveis, etc (ver mais aqui). O Brasil faz agora renascer a Educação com uma forte vertente militar (ver vídeo em baixo e respetiva descrição.)

Evidentemente que um louco como Bolsonaro e um radical como Boris Johnson, descredibilizam toda e qualquer estratégia de combate à indisciplina reinante. Mas se olharmos para lá dos radicalismos, esta onda de combate à indisciplina, pode trazer resultados positivos, dependendo sempre dos contextos. Tal como umas aulas de Ioga ou Mindfulness podem ter valor em determinado contexto, uma educação mais militarizada, pode também trazer os seus benefícios.

Até que ponto certas instuições onde os alunos são colocados quando retirados aos pais, não poderiam ter uma vertente de “camuflado e continência”?

Não existem receitas para combater a indisciplina, mas quando um artigo como o Serviço Militar Obrigatório Para Alunos Indisciplinados Ou Em Abandono Escolar é visto por mais de 120 mil vezes, a reflexão é o mínimo que se exige…


Neste primeiro dia de aulas do centro educacional 7, de Ceilândia, os alunos ficaram a conhecer as regras com que a partir de agora vão estar na escola.

Entram nas salas em fila, cumprem horários, têm de usar farda, e tal como no Exército, o cabelo das raparigas é para ser usado apanhado e o dos rapazes, curto.

Quatro escolas da região de Brasília, do primeiro ciclo ao secundário, participam neste projeto-piloto lançado pelo governo do Presidente Jair Bolsonaro. Se tiver bons resultados, a ideia deve alargar-se para cerca de 40 escolas.

Além das disciplinas curriculares habituais, os alunos vão ter aulas de música e de educação moral e cívica dada por militares ou polícias militares:

“Nós estamos querendo realmente empoderá-los, resgatar os valores, resgatar a autoridade tão perdida dos professores. Nós chegamos para ser colaboradores e não usurpadores”, afirma o Capitão Newton de Araújo Vale, um dos envolvidos no projeto.

Os militares assumem a responsabilidade das tarefas administrativas e de disciplina, enquanto os professores ficam com a gestão do programa pedagógico. Um modelo imposto que não foi consensual entre os educadores:

“O que me preocupou muito nessa militarização da escola foi a fala do nosso diretor disciplinar, quando ele diz que as pessoas que não se adaptarem podem sair. Para um educador ouvir a palavra “se você não se adaptar pode sair”, é dolorido”, adianta a professora Carla Alcântara Souza.

O projeto-piloto permite ainda aos pais terem acesso ao que os alunos fizeram durante o dia de aulas através de uma aplicação de telemóvel. Os estudantes estão divididos:

“Eu já fiz um projeto de militarização e realmente é muito bom, as pessoas ficam mais disciplinadas e aprendem a viver melhor na sociedade”, explica um aluno, Lucas Monteiro.

Já outra estudante, Maria Eduarda Lacerda, diz: “Tenho medo porque afetaria a nossa liberdade de expressão.”

As quatro escolas do projeto-piloto foram escolhidas devido ao baixo nível de desenvolvimento humano e à elevada taxa de criminalidade das zonas onde estão. O governo brasileiro diz que noutras regiões com escolas de modelo semelhante se verificou uma melhoria dos indicadores de aprendizagem dos alunos e uma diminuição da criminalidade.

Fonte: Euronews

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