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CNE| Organização Escolar – As Turmas

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Em primeiro lugar dar os parabéns ao CNE pelo estudo realizado, é sem dúvida bastante pormenorizado e merecia diversos destaques não apenas os que surgiram na comunicação social.

Redução de alunos por turma pode custar 750 milhões de euros

Mais de 94 mil alunos em turmas com vários anos de escolaridade

Sobre o valor dos 750 milhões de euros não encontrei nenhum quadro nem nenhum parágrafo sobre a custo da redução do número de alunos por turma. É claramente uma projeção e vale o que vale. No entanto, no estudo ontem publicado, surgem vários gráficos que apontam para o número de alunos por turma abaixo do legislado, o que por si só e se António Costa quiser, é uma bandeira para impedir a sua redução. Aliás, tendo em conta os mais recentes desenvolvimentos, não deixa de ser curioso que David Justino esteja a dar uma prenda ao seu alvo mais recente.

Turmas Pré-Escolar

Turmas 1º ciclo

turmas 2º ciclo

3º ciclo Básico vocacional Secundário Profissional Secundário Regular Secundário Vocacional

Sobre as turmas mistas no 1º ciclo estamos claramente perante um problema. 94 mil alunos é muito aluno que se encontra no ano errado. É natural existirem ritmos diferentes de aprendizagem, é natural o professor ajustar o seu trabalho às características dos seus alunos, agora misturar anos letivos acho um absurdo. Eu sou claramente contra e não devia ser permitido. A solução, mais uma vez, passa por dar liberdade às escolas para organizarem as turmas de modo a impedir estes desfasamentos. Destaco a opinião do Presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares.

Manuel António Pereira, presidente da Associação nacional de Diretores Escolares , confirmou também que os fatores demográficos, em particular num “Interior do país cada vez mais deserto”, contribuem para a dimensão deste problema. Mas também não hesitou em apontar o dedo às restrições impostas pelo Ministério da Educação à constituição de turmas. Sobretudo nos últimos governos PSD/CDS.

“As regras são cegas. O que o Ministério faz [quando calcula o número de turmas a autorizar] é dividir o número total de alunos por 26, que é o limite de alunos por turma no 1.º ciclo”, explicou. “Se eu tenho uma escola com 100 alunos, o Ministério manda dividir esse número por 26, dá três turmas e qualquer coisa e só posso abrir essas três. Há uma exceção: se houver alunos com necessidades educativas especiais, o número passa para 20, mas é quase impossível encontrar uma proporção aritmética que permita criar uma turma para cada ano”.

A solução – que os diretores pretendem apresentar ao atual ministro, depois de não terem conseguido convencer o anterior – “é criar mecanismos que permitam às escolas uma maior autonomia na constituição das turmas”.

Fica o gráfico respetivo

Turmas mistas 1º ciclo

1 COMMENT

  1. Olhemos para os dados de uma forma ligeiramente diferente: centrada no aluno e não na turma ou nos professores. Definamos 20 como um valor de trabalho ideal para um aluno de uma turma do 1º CEB. É um valor arbitrário como outro qualquer sem qualquer “suporte na literatura”, apenas num “bom senso” muito questionável, mas que qualquer professor que TENHA DADO AULAS sabe que é bastante melhor que 26 ou 30 ou 31! Uma contas rápidas cuja metodologia se apresenta devido à falta efetiva de dados (multiplicar o número de alunos por turma pelo número de turmas para obter o número de alunos que estão em turmas de uma dada dimensão) rapidamente se chega à conclusão que 58% dos alunos estão em turmas demasiado grandes, enquanto por outro lado apenas 50% das turmas são demasiado grandes. Ou seja quase 60% dos alunos estão em turmas demasiado grandes. É uma análise enviesada pela escolha do 20 admito. Mas se escolhêssemos 24 por exemplo 32% dos alunos estariam em turmas manifestamente demasiadamente grandes. Ou seja, mesmo com 24 alunos por turma como limiar no 1º CEB 1/3 dos alunos está a ser mal servido pelo sistema de ensino.

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