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Cinema Sem Conflitos: Entrevista à Psicóloga Clínica Andreia Morais (parte 2)

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Entrevista à Psicóloga Clínica Andreia Morais, Mestre em Psicologia da Educação. Psicóloga há 13 anos, com trabalho desenvolvido na clínica privada e em contexto escolar com crianças, adolescentes, jovens, seus pais e professores

 

3 – Na sua opinião quem deve passar valores às crianças e aos jovens? Família,
escola?…

Família e escola estão juntas no crescimento das crianças e dos jovens, mas a
influência que cada uma exerce sobre a criança ou jovem tem que ter pesos diferentes.
nessa empreitada, mas a influência que elas exercem tem pesos diferentes. A escola
pode dar um apoio fundamental aos pais, mas está longe de substituí-los na tarefa de
educar. A família vem em primeiro lugar, pois os laços afetivos devem esta na base da
transmissão e valores. Na realidade, o ambiente moral da família onde cresce um
jovem tem grande importância na formação dos filhos, que acabam assumindo a
maioria dos valores da família. Na escola a criança, o adolescente ou o jovem está num
ambiente de grupo e precisa de se adequar a um conjunto de regras bastante
diferentes das que tem em casa e a sua integração e socialização será melhor sucedida
se os seus valores familiares forem sãos.

 

4- Acha que os valores são fatores protetores das crianças e dos jovens para
prevenir o isolamento social, possíveis consumos, entre outros comportamentos de risco?

Sem dúvida! Muitas famílias acham que transmitir valores é ser demasiado
moralista ou autoritário. De forma nenhuma! Todas as crianças precisam de crescer
com regras e com limites, sabendo claramente o que os adultos esperam delas, para
crescerem com a noção adequada de si e dos outros, para não serem vítimas deexpeta tivas demasiado elevadas (irrealistas) ou sem expetativas para elas (o que é
desencorajador para quem tenta vários caminhos e não tem quem o norteie).
O bom relacionamento familiar, os cuidados parentais preservados, o apoio
familiar, as relações de confiança (fatores familiares); as boas habilidades sociais, a
iniciativa no pedido de ajuda e de conselhos, a noção de valor pessoal, estratégias
comunicacionais desenvolvidas, a recetividade à ajuda de terceiros, a noção e
empenho em projetos de vida (estilo cognitivo e personalidade); valores de saúde e de
bem-estar, o apoio de pessoas relevantes e amigos que não apresentem
comportamentos aditivos são bons exemplos de como adequar os bons valores à
agitação do nosso dia a dia e à mudança constante dos tempos.

Andreia Morais | Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia da Educação

+ artigos da autora em http://cinemasemconflitos.pt/author/aribeira/

 

Marcamos encontro aqui na próxima semana, ou todos os dias em cinemasemconflitos.pt

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