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“Cheguei a casa e encontrei a minha filha no quarto com o namorado…”

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Desta vez não é um pergunta, mas uma situação que coloquei à psicóloga Inês Marques da Oficina de Psicologia, no âmbito da rubrica “Perguntas de Palmo e Meio“. Ficam os seus conselhos e o meu desejo de nunca vir a passar por uma situação destas…


“Cheguei a casa e encontrei a minha filha no quarto com o namorado…”

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Um bom primeiro passo em qualquer situação potencialmente constrangedora é respirar fundo, antes de dizer ou fazer seja o que for. Perder o controlo em nada resolve a situação ou previne situações futuras.

Depois…. Bem, depois, depende da situação, da idade da filha (para poder adequar o discurso), daquilo que são as regras da vossa família e da vossa casa e que são do conhecimento de todos. Mas, ao mesmo tempo, descomplique (um pouco e na medida do possível) e seja objetivo na forma como aborda o tema.

Assumindo uma situação constrangedora e a quebra de alguma regra definida em família (por exemplo, podes trazer o teu namorado cá a casa mas com o nosso conhecimento e não queremos que fiquem sozinhos, de porta fechada, no teu quarto) é importante:

– não perder o controlo;

– não envergonhar a sua filha e o namorado (eles já estarão suficientemente envergonhados por terem sido “apanhados” a quebrar uma regra);

– dar espaço à sua filha e ao namorado para se expressarem, dizendo o que pensam e sentem;

– conversarem sobre o sucedido, deixando claro como se sente, o que aconteceu e não devia ter acontecido e o que espera que aconteça daí em diante.

No fundo, e assumindo que “apanhou” a sua filha não cumprindo algo que já tinha sido falado e era claro para ela, aborde o tema como abordaria a quebra de qualquer outra regra familiar.

 

O diálogo será a melhor forma de clarificar o que correu mal e de prevenir situações futuras.

 

Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

Coordenadora da Equipa Infanto-Juvenil

Oficina de Psicologia

2 COMMENTS

  1. Apenas uma provocação….
    e se chegar a casa e encontrar o meu filho no quarto com a namorada? Devo agir da mesma forma?

    É que não tenho a certeza que não continuemos a perpetuar comportamentos sexistas, comportando-nos de forma diferente perante a mesma situação, apenas em função do sexo dos nossos filhos. Vamos ser claros. O que aqui foi dito (e que me parecem excelentes dicas…obrigado!) aplica-se a filhos e a filhas!

    Obrigado pelas excelentes dicas!

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