Home Escola “Chega de palhaçada por favor! Se é para sofrer e travar o...

“Chega de palhaçada por favor! Se é para sofrer e travar o vírus, vamos sofrer, MAS TRAVAR!”

838
0
Estimado Senhor Primeiro Ministro,
Permita-me dar-lhe os parabéns por estar a ponderar agir, é preciso coragem!
O Senhor teve um ato de coragem em março, depois ficou cansado e andou a fazer-se de morto só a  distribuir esperança e banalidades (que o povo gosta de ouvir, por isso eu entendo), mas 10 meses depois parece que está de volta! Ufa, folgo em saber, já sentia a sua falta!
Entendo que esta lhe tenha faltado aquando da Festa do Avante e do Congresso do PCP (quem quer ter os comunistas contra si em plena aprovação do orçamento?), da Fórmula 1 (então e as elites que tanto gostam de assistir ao vivo iam perder o espetáculo e ficar tristes consigo? Não, isso também não dava jeito), entre outros disparates mais pequenos eis que chegarmos ao Natal… Se deixámos o PCP e as Elites festejar, também temos de deixar o povo!
Resultado, como há mais povo (todos nós) do que comunistas e malta da elite, tramamos isto tudo e os números notam-se mesmo, são exorbitantes e sem hipótese de “disfarçar”, seja de que forma for, de modo a fazer para parecer que não existiram consequências.
Desta vez, a sua decisão de permitir que o povo conviva no Natal teve consequências demasiado graves. Por muito que goste do Senhor, há que dizê-lo com frontalidade: Esteve mal.
Esteve mal porque não dá para esconder nem disfarçar os 10.000 casos dias, mais as 90 mortes diárias, os hospitais a abarrotar e já a partilharem que estão a adiar várias cirurgias inclusive cirurgias oncológicas!
Sr. Primeiro Ministro, as consequências da sua decisão não são só as Mortes por COVID (que só por si já são imensas) mas todas as outras que estão a ocorrer por outras doenças que não estão a ser tratadas.
Queria alertá-lo Senhor Primeiro Ministro que agora tem mesmo de ser. Urge que o Senhor respire fundo e é essencial que o Senhor proteja esse coração pois eu sei que não é fácil as pessoas não gostarem de nós e não acatarem com um sorriso as medidas que tomamos. É tão mais fácil dar, não é Senhor Primeiro Ministro?
Eu sei que não foi para lidar com situações destas que o Senhor se candidatou, é preciso ter galo…
Mas sabe Senhor Primeiro Ministro, dar aumentos, descer impostos, ativar as progressões na carreira, contratar pessoal, esse género de medidas, qualquer um faz, isso é para os fracos. Difícil mesmo é tomar as medidas que desagradam ao povo, mas os protege a eles, às suas famílias e a quem os rodeia, e eu sei que o Senhor é dos fortes… só ainda não nos conseguiu demonstrar isso.
Estamos certamente de acordo que é preciso agir e, ainda agora, o telejornal abriu a dizer que o Senhor vai agir, parabéns!
Agora, escrevo-lhe porque fiquei assustada com o disparate que ouvi e estou cada vez mais preocupada com o quão sozinho o Senhor se deve sentir rodeado de cérebros brilhantes, mas totalmente desprovidos de coragem. Estou aqui Senhor Primeiro Ministro para o ajudar, pode contar comigo!
Vamos lá então: É uma estupidez fechar o comércio, a restauração, os serviços, mandar os adultos para casa, voltar a um confinamento e obrigar as criancinhas a ir à escola!
Viu, é simples!
Passo a explicar para que não restem dúvidas sobre o raciocínio que é simples: Parte das criancinhas não usam máscara porque vossas excelências consideram que nessas idades não precisam. Outras usam, mas como são crianças, levantam as máscaras para respirar “um bocadinho”, roer as unhas, coçar o nariz, espirrar (que não querem máscaras molhadas) tossir (que não querem receber de volta os seus perdigotos), sem falar em fazer as aulas de educação física que resolveram decidir que deveriam ser feitas sem máscara (o que é de génio pois pegam em bolas com as mãos e passam uns aos outros, ou têm contacto físico direto nos mais variados desportos), etc… depois, vão dar aquele abraço ao amiguinho, ou pegar num brinquedo, num livro, em material escolar com aquelas mãozinhas que estiveram na boca e no nariz.
Está a acompanhar?
Por um lado, pede sacrifício à malta trabalhadora, aos empresários, a todos os adultos que trabalham porque têm de se sustentar a si e às suas famílias. Pede para que todos coloquemos em risco os nossos trabalhos. Mas por outro lado, esse esforço não serve para nada porque continuamos a levar os filhos à escola para que estes se assegurem que trazem o vírus para casa. Está a ver a lógica?
Mata-nos financeiramente e mata-nos mesmo literalmente!
Senhor Primeiro Ministro, estou farta disto, como o Senhor deve estar e todos os que tenho falado e lido estão portanto, que tal ser um pouco mais efetivo em vez de nos matar aos pouquinhos?
Quer fechar? Feche! Feche de uma vez (decisão que na minha opinião só peca por tardia) mas não mande as crianças para as escolas.
Se é para sofrer e travar o vírus, vamos sofrer, MAS TRAVAR!
Não nos peça para perder dinheiro, falir, colocar os empregos em risco e não travar o vírus porque as mentes que o rodeiam o aconselham a manter escolas abertas.
Chega de palhaçada por favor.
Precisamos de um verdadeiro Líder neste momento, não de um Mister Simpatia.
Se precisar da minha ajuda é só dizer! Que eu estou em teletrabalho e tenho muito mais disponibilidade para o atender e ajudar, por isso, disponha.
Autora: Susana Areal (sempre ao seu dispor)

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here