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C’est fini!

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FIM-DE-FÉRIASAgora que as férias chegam ao fim, sentimos aquele nó no estômago em virtude da montanha de trabalho que nos aguarda… Para aqueles que levaram novamente com a porta da não colocação, coragem meus caros!

Foram dias de papo para o ar, de dar descanso ao despertador, de alimentar aquele “bicho” que vive dentro dos armários e que teima em fazer mingar a roupa. Sentir o sol, o mar, a areia nos pés, ouvir as risadas dos miúdos, caminhar por aí, visitar, ser visitado e acima de tudo não fazer rien

Porém, existem sempre aqueles que não gostam de figurar no mundo cor-de-rosa. Estes anticristos das férias andam por todo o lado e certamente que os viram e ouviram a pregar as virtudes do demo, onde a regra é não cumprir a regra.

Este incumprimento das regras está normalmente associado a um ato egoísta, e nós, seres “altamente inteligentes” também somos altamente egoístas. Um dia uma colega minha disse-me, que só deixamos de ser egoístas quando nos tornamos pais, estou tentado a concordar com ela, mas julgo que a afirmação correta seria que nos tornamos menos egoístas. Porém, o egoísmo nem sempre é mau. Quando utilizado q.b. potencia em nós a autopreservarão que, convenhamos, até dá muito jeito… O problema é quando o egoísmo é utilizado depois dos instintos mais básicos e legítimos da nossa individualidade estarem saciados. É quando oeu” supera o “nós”, violando liberdades e dignidades.

Por exemplo vejam o que se passa nas nossas estradas, onde as ligações sociais se transformam em alcatrão e os carros numa extrapolação da nossa personalidade. O podermuita vezes polui o nosso espírito e aquela coisa com 4 rodas dá-nos muito poder…

Vamos para aqui!” dizia um veraneante num belo dia soalheiro. Este senhor de meia-idade acompanhado de mais 5 pessoas, tinha como objetivo colocar as suas toalhas numa área de 2m2, onde os seus pés, pernas, braços, tronco, cabeça e personalidade egocêntrica iriam colidir literalmente com a pacatez dos restantes camaradas de areia. Para quando um código de conduta sobre a disposição tática das toalhas?

Depois temos aquele que teima em colocar o guarda-sol na área concessionada, gritando alto e bom som, qual Tarzan para a sua Jane, ELE (o nadador salvador) QUE VENHA CÁ DIZER P’RAEU TIRAR O GUARDA-SOL CARAL###!!! Ah… que belo momento de poesia…

E podia continuar com mais alguns exemplos, como o desrespeito pela bandeira vermelha, ou o “artista” que insiste em estacionar na diagonal ocupando dois lugares de estacionamento, passando pelo “desconhecimento” daquele objeto que sabe-se lá porquê é utilizado para colocar o lixo, terminando na ultrapassagem da fila para comprar o pão, o jornal etc

É isto que somos? Uns bons outros maus? Estaremos condenados a viver nesta dicotomia? Se a normalidade é o reflexo do padrão, por vezes sinto que os maus é que são normais…

Estamos de volta 😉

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