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CDS-PP quer desconfinamento faseado em março a começar pelas aulas presenciais até aos 12 anos

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O CDS-PP defendeu esta segunda-feira que o Governo deve começar a preparar o desconfinamento faseado em março, começando pelo regresso às aulas presenciais das crianças até aos 12 anos. O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, considera que a palavra de ordem é “antecipação” e que o país não pode correr o risco de ter um “desconfinamento agressivo” e voltar a perder o controlo da pandemia.

 

 

 

 

“Defendo que o Governo comece a analisar, para já, que sectores é que podem gradualmente e de forma progressiva começar a desconfiar, com regras muito claras, para que a mensagem política não seja duvidosa nem que o Governo emita sinais contrários, porque depois baralha as pessoas e os agentes económicos”, referiu Francisco Rodrigues dos Santos, à margem de uma visita à Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga.

 

 

 

 

Para Francisco Rodrigues dos Santos, o desconfinamento deve arrancar em março, mas não deve ser “um desconfinamento agressivo”, como o de junho do ano passado, porque senão “o país entra numa situação insustentável” e os portugueses têm de “pagar a fatura”. Entende ainda que as novas regras devem ser claras para não se evitarem “comportamentos que são contrários à própria saúde pública”.

 

 

 

 

O líder do CDS-PP entende que o Governo deve avaliar começar o desconfinamento pelos sectores que têm um menor impacto ao nível da saúde pública e que o “desconfinamento da educação” deve ser prioritário. Tendo sempre em mente que não se pode perder o controlo da pandemia em Portugal, o CDS-PP defende que o regresso às aulas presenciais deve avançar, pelo menos, para as crianças até aos 12 anos.

 

 

 

 

“[O Governo] tem de estudar, elaborar procedimentos e dialogar com as escolas, que estão a fazer um excelente trabalho ao abrigo da sua autonomia, para que ao retomarmos o ensino presencial daqui a duas semanas o país não tenha novamente que confinar os alunos porque o processo foi mal estudado e mal planeado”, explicou, argumentando que o regresso das aulas presenciais para alunos até aos 12 anos “não acarreta grandes riscos para a saúde pública”.

 

 

 

 

Francisco Rodrigues dos Santos defendeu ainda que o Governo tem de ser mais célere na atribuição de apoios às empresas, “sem burocracias” e criar mais fundos disponíveis para apoiar as empresas a salvarem postos de trabalho e evitarem insolvência, nomeadamente com o alargamento do programa Apoiar.pt (que prevê apoios a fundo perdido) a empresas que continuam a trabalhar e que têm quebras de 25%.

 

 

 

 

O líder do CDS-PP propôs ainda a “amnistia para as coimas fiscais” para não “castigar ainda mais” os empresários que já se sentem com bastantes dificuldades devido à crise provocada pela Covid-19.

 

JE

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