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CDS Madeira Propõe Possibilidade De Não Dar Aulas A Partir Dos 60 Anos

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As ilhas têm sido um exemplo em várias questões educativas, em particular, na valorização da “instituição” Professor. Falo da recuperação integral do tempo de serviço e do concurso de professores, sempre muito mais célere e organizado, onde ainda recentemente soubemos que na Madeira, já todas as escolas têm professores colocados e ainda nem sequer chegámos ao mês de agosto.

Desta vez é um deputado do CDS que apresenta uma proposta que há muito se fala. A possibilidade dos professores não darem aulas a partir dos 60 anos de idade, foi atirada para o debate eleitoral, com reações ainda desconhecidas. Mais que a politiquice em si, importa salientar que uma medida destas características visa respeitar e reconhecer a exigência diária de uma profissão tão nobre como a docência, com consequências muito positivas para toda a escola.

A semente foi plantada e com ou sem eleições, que a planta seja regada o suficiente para que também seja transporta para o continente. É que às vezes não parece, mas julgo que ainda somos todos “filhos” do mesmo país…


CDS-PP Madeira propõe possibilidade de isenção de componente letiva a professores com mais de 60 anos

O CDS-PP Madeira propõe que os professores acima dos 60 anos tenham a possibilidade de ficarem isentos da componente letiva. Os centristas querem ainda que a freguesia do Caniço passe a dispor do ensino secundário até ao 12º ano de escolaridade.

O deputado do CDS-PP Madeira, António Lopes da Fonseca, defendeu que com a possibilidade de os professores poderem ficar isentos da componente lectiva, permitiria rejuvenescer a classe.

“Será sempre uma opção”, explica o deputado centrista. Lopes da Fonseca, diz que os professores que quiserem continuar a leccionar podem fazê-lo.

“Não deixariam de trabalhar, como é óbvio, porque teriam outras atividades nas escolas, mas seria uma forma de reconhecer-lhes o mérito de uma carreira tão longa”, acrescenta.

Quanto à extensão do 12º à freguesia do Caniço, Lopes da Fonsenca disse que se “os pais, se assim entenderem, têm a possibilidade de manterem os seus filhos nesta freguesia até ao 12.º ano, que é aquela em que residem, o que poderá contribuir para a estabilidade emocional de muitos jovens, que não terão de deslocar-se para o Funchal”.

O centrista diz que esta medida vai “ao encontro do ensejo de muitas pessoas” que nos contactaram. Contudo Lopes da Fonseca reconheceu que esta alteração poderia implicar adaptações ao parque escolar da localidade.

“Será a adaptação desta escola (2.º e 3.º ciclos)? A construção de uma nova escola? A adaptação de infra-estruturas que existem na freguesia? Tudo isto terá de ser pensado. Para nós o fundamental é que que exista o 12.º ano para que as famílias possam ter cá os seus filhos, se essa for a opção, mas também poderem ir para o Funchal”, reforça.

Fonte: Jornal Económico

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