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Castigar para mim não é tabu! Nunca foi…

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Normalmente não faço artigos baseados em comentários do ComRegras, mas vou abrir uma exceção para esclarecer algumas pessoas que possam pensar que sofro de algum tipo de fundamentalismo bacoco e que sou contra os castigos dos alunos.

Não sou, sou até favorável, mas tudo depende do contexto… A imagem em baixo ilustra o minha organização mental sobre o que penso de indisciplina e sua gestão.

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Não pertenço ao grupo de pessoas que julga que a repressão (castigos) é o expurgatório de todos os males e com esta a indisciplina será uma mera lembrança dos tempos permissivos. Mas também não pertenço ao grupo de pessoas que aposta todas as suas fichas na prevenção, ignorando a repressão como mecanismo corretivo de comportamentos.

As situações de indisciplina ocorrem quando a prevenção falha. Porém, a sua repetição e escalada na gravidade das ações surgem por falhas principalmente ao nível da repressão. O “não”, o castigo, a repreensão, são muito importantes, e a sua ausência cria os tais meninos mimados que se julgam o centro do universo.

Na escola a prevenção continua a não ser devidamente explorada, ao contrário da repressão que até por orientações do estatuto do aluno é mais fácil de implementar, tornando-se visível para toda a comunidade escolar.

Um comportamento desviante quando ocorre tem um motivo, não surge por geração espontânea e é importante diagnosticar a causa, seja: a educação dos e dada pelos pais; o modelo de ensino; o discurso do professor; a falta de empatia; o excesso de horas letivas; o insucesso escolar; a conjuntura sócio-económica; etc.

É por isso essencial que cada um faça a parte que lhe compete, não podemos passar a vida a queixar-nos que existem muitos fogos e que a nossa casa pegou fogo quando o nosso e os terrenos adjacentes estão cheios de combustível.

É aqui que falha a ideologia dos castigos, estes chegam sempre depois mas é no antes que devíamos apostar.

Mesmo assim, haverá sempre alguém que saltará o muro da prevenção, ser criança e adolescente é passar os limites do razoável, mergulhar no lago da insensatez e dar-nos cabo da cabeça… Cabe aos adultos orientá-los até que sejam capazes de alinhar-se com o resto da sociedade, sozinhos e sem barreiras protetoras.

Não sou um romântico ideológico quando à disciplina diz respeito. Os castigos são fundamentais para prevenir situações futuras. Vou mesmo mais longe e afirmo que não faz mal os alunos/filhos sentirem medo, o medo é uma condicionante poderosíssima que em quantidades q.b. pode evitar males maiores.

E mesmo que tenhamos a melhor prevenção/repressão do mundo, haverá sempre aquele que ultrapassará todas as barreiras. (In)felizmente ainda não existe antídoto para a vontade própria e esta pode tornar qualquer um imune a todas as barreiras e orientações.

Não é possível salvar todos, mas é seguramente possível tentar salvá-los a todos…

1 COMMENT

  1. Não é medo, mas respeito. Só os politicamente corretos – aqueles que julgam que é possível pegar na merda pelo lado limpo – não percebem isto.

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