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Casos sem sintomas nas escolas podem ser o factor-chave na propagação do Covid-19 (Inglaterra)

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Um factor chave na propagação da Covid-19 nas escolas é a ausência de casos sintomáticos. A maioria dos cientistas acredita que entre 30% a 40% dos adultos não apresentam quaisquer sintomas de Covid no dia dos testes, mesmo que tenham sido infectados. Para as crianças, no entanto, este número é mais elevado.

“É provavelmente mais de 50% para aqueles que frequentam o ensino secundário, enquanto que para rapazes e raparigas no ensino primário, cerca de 70% podem não apresentar sintomas, mesmo que tenham apanhado o vírus”, diz o Professor Michael Hibberd da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

Esta é uma grande proporção de portadores de doenças sem sintomas dentro de uma população. O que ainda não se sabe é quanta infecção está a ser transmitida por esta coorte de jovens portadores livres de sintomas. Trata-se de uma questão extremamente importante, e que desempenhará um papel fundamental na determinação do efeito do Covid-19 na população da Grã-Bretanha nas próximas semanas, dizem os investigadores.

Infelizmente, uma resposta definitiva sobre a infecciosidade dos jovens permanece tentadoramente fora de alcance, embora haja provas que sugerem que as pessoas que não apresentam sintomas de Covid-19 podem ter cargas virais mais baixas, o que significa que são menos susceptíveis de infectar outras pessoas.

Esta tendência correlaciona-se com a idade, pelo que as crianças mais novas têm cargas virais mais baixas. Como resultado, são menos propensos a apresentar sintomas – e também menos propensos a transmitir o vírus. “É uma possibilidade real, mas ainda não podemos ter a certeza”, diz Hibberd.

Uma solução para o problema é aumentar os testes nas escolas. Isto exigiria a aplicação generalizada de testes rápidos, particularmente com o método de fluxo lateral, que é facilmente administrado e dá resultados em menos de meia hora. No entanto, é menos preciso do que o teste padrão de PCR em zaragatoa, e tem havido preocupações acerca de um elevado nível de resultados falsos negativos, levando à propagação contínua da nova variante, mais infecciosa, do coronavírus.

No entanto, os cientistas salientam que os testes rápidos são melhores na detecção de indivíduos com cargas virais elevadas do que aqueles com cargas inferiores.

“Sabemos que uma carga viral elevada é uma questão chave que afecta a transmissão do vírus, por isso, mesmo que não consigamos detectar todos os portadores, é mais provável que apanhemos as crianças com maior probabilidade de transmissão”, diz Hibberd.

“E testes frequentes utilizando outras tecnologias – tais como testes de amplificação isotérmica (Lamp) – poderiam reduzir ainda mais a taxa de falsos negativos. Contudo, temos de ter a certeza de que dispomos de um sistema de testes competente nas escolas, antes de podermos ter a certeza disso”.

Fonte: The Guardian

* O artigo original está em Inglês e foi traduzido utilizando o site Deepl

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