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Quando para casar com uma professora era preciso autorização do Ministro da Educação…

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Quando se diz que a sociedade mudou e que a figura professor perdeu o seu estatuto, ficamos a pensar se será um exagero e que afinal no passado as coisas não eram assim tão diferentes. Após ler o documento que vou publicar em baixo, constatei que os mais experientes têm toda a razão e que a figura professor, outrora uma instituição, mais não passa que um mero funcionário que de quando em leva leva uns sopapos e umas ofensas às coitadas das suas mães…

Parece-me que o documento data do ano 907, não sou historiador nem grande fã de história, por isso se alguém souber a proveniência do documento fico agradecido. É que o facebook não  diz estas coisas…

Hoje em dia seria um absurdo que a liberdade sentimental de qualquer profissional, professor ou não, dependesse da aprovação do “pai” Ministro. Mas ultrapassando este “pormenor”, repararam certamente na parte que diz ter o pretendente bom comportamento moral e civil. Não é por isso qualquer um que podia casar com uma professora, o respeito que havia na sociedade por uma professora era muito, chegando ao ponto do absurdo, é verdade.

Passámos do 80 para o 8, não sobre os relacionamentos, isso cada um sabe de si, mas quanto ao respeito aos professores, o respeito às professoras. Choca-me o que se diz e faz a certas professoras, já li cada coisa que se fosse capa de jornal, abanaria governos… desde e desculpem-me os mais sensíveis, “eu dava-lhe era uma trancada”, “sua p#ta” e outros “carinhos” tão na “moda”.

Para ser professor é preciso conquistar o direito a ser respeitado.

Já viram bem esta frase? “Conquistar o direito a ser respeitado”. Mas o que é isto? Então eu vou trabalhar e não sei se vou ser respeitado? Por que motivo me sujeito a isto??? É triste mas é verdade, qualquer um que entra numa sala de aula tem que provar que merece trabalhar num ambiente calmo e respeitador, se não for capaz de se impor, de ganhar o respeito dos seus alunos, será “pulverizado” pelos comentários, “bocas”, papeis, borrachas, saídas e entradas na sala de aula, insultos, agressões, recusas em trabalhar e afins…

Os alunos são o reflexo da educação que (não) lhe demos, e todos nós temos responsabilidades ao ponto que isto chegou, os que fazem, os que deixam e os que acatam… TODOS!

Os tempos mudaram, a sociedade mudou, a escola mudou. Mas mudou para pior? Já nem sei… se entre escolher viver numa época, em que para casar precisava de autorização de um Ministro, ou estar numa aula e ser insultado ou agredido pelo encarregado de educação, venha o diabo e escolha…

E vocês? Gostavam de regressar ao passado?

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5 COMENTÁRIOS

  1. Esta disposição legal visava proteger as professoras numa altura em que se vivia com dificuldades e pessoas sem escrúpulos poderiam ver no casamento com uma professora uma forma de resolver os seus problemas.
    A minha mãe que tem 99 anos, foi professora durante 40 anos, teve de solicitar autorização para casar e não sentiu, segundo ela, que tinha menos liberdade por isso.

  2. A minha mãe e o meu pai tiveram de pedir uma autorização para casar, em 1961. Não tiveram dificuldade. Mas a minha mãe contou-me que teve colegas que, por causa da questão do vencimento, estiveram um ano sem trabalhar só para poderem casar… A pergunta sobre se gostaria de voltar ao passado suscita-me uma resposta que não posso escrever, por uma questão de decência! Se a opção é entre uma e outra situação, antes os insultos dos alunos, que eu agora tenho liberdade para lidar com isso.

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