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Carta aberta aos meus colegas, professores de História (salazaristas convictos ou distraídos), sobre Salazar

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Caros/as colegas

Licenciado em História desde 1993 e professor da disciplina desde 1995 ensino sobre o Estado Novo e Salazar todos os anos. A História deu-me muitas coisas, mas uma das mais fortes foi a convicção sobre a forma como o seu estudo liberta e como sustenta a prática democrática. E ensinar sobre o Salazarismo, com rigor histórico, faz parte disso. Hoje faz 50 anos que Salazar morreu.

A petição contra ruas com nome Salazar

Recentemente, guiado pelas minhas convicções democráticas e o que penso sobre a História e a memória, escrevi a petição anexa que visa pedir aos municípios que tem arruamentos com o nome Salazar que mudem o nome. Ao ver a discussão, que acho fútil, sobre o racismo do Padre António Vieira achei que havia símbolos de memória que deviam merecer mais atenção que o pobre jesuíta, apesar da infeliz estética da sua estátua.
E nunca ninguém me verá defender destruição vândala de estátuas. Outra coisa é o apeamento ou recolocação. Uma estátua é uma homenagem e tem significado atualizado e não apenas passado. Na nova placa até pode ficar a menção ao nome antigo. E até acho que as placas de rua com o nome Salazar devem ser guardadas como documento histórico e recolher a um museu. Mas não devem permanecer na sua função memorial, no contexto de um país democrático.

A petição não tem tido muitas assinaturas, o que me espanta. Não a tenho divulgado como devia, imbuído noutros trabalhos e a verdade é que, no quadro atual de crise, esta parece, a alguns, questão menor. A memória da ditadura e a sua imagem pública parecem a muitos olhos sempre questão menor.

Como é que, sabendo-se da densidade dos estudos históricos sobre o Estado Novo e Salazar, não indigna os cidadãos que o ditador mantenha o seu nome homenageado na toponímia, quando em Portugal vigora, há 46 anos, a Democracia, que sempre recusou? E como entender que isso seja encarado com normalidade e desinteresse? E se ataquem estátuas de Colombo ou do Padre António Vieira? Quem terá sido o colonialista ou racista mais nefasto: Vieira ou Salazar?

A reação de muitos colegas professores de História

Mas o que me espanta mais é a reação de muitos colegas, professores de História, perante a iniciativa. Listo as reações escritas de colegas professores de História, que mais me surpreenderam em redes sociais e sites onde foram colocados links para a petição.

1. Não ler a petição e o seu texto, mas mesmo assim comentar negativamente. A petição tem um texto moderado e visa que os municípios (que tem competência sobre a toponímia) usem o processo normal de gestão desse assunto, para mudar a homenagem que mantêm nas suas ruas ao ditador Oliveira Salazar. Não é dirigida, nem ao Governo, nem à Assembleia da República, nem ao Presidente. Está dirigida a quem tem a competência na matéria. Se democraticamente referendarem ou votarem a manutenção não penso ir lá, ou apoiar quem lá for, tirar a placa. Houve um concelho em que o assunto já foi votado e entre a Rua Salazar e a Rua dos Bombeiros, ganhou o ditador. Mais uma vergonha para os autarcas portugueses, que enchem a boca com o poder local democrático, mas continuam a permitir homenagens ao homem que recusaria qualquer forma de autarquia local.

2. Confundir épocas e ser anacrónico. Salazar foi antidemocrata, mas, no seu tempo, já havia constitucionalismo e democracias de tipo liberal, que ele conhecia e quis deliberadamente evitar em Portugal. Durante o período do pós-guerra, em que se manteve a governar Portugal, a Declaração Universal dos Direitos Humanos já tinha sido proclamada. Era assumido, e por escolha, antidemocrata e violava e promovia violações de direitos humanos com consciência. O Marquês de Pombal ou Afonso Henriques não podiam saber o que era democracia e, no seu tempo, a questão não se colocava. Foram cruéis, pois foram. Em muitas coisas foram vanguardistas e adiante do seu tempo. Salazar foi retrógrado e porque, entre outras coisas, antidemocrata e colonialista, atrás do seu tempo.

3. Esquecer “detalhes” para dourar a personagem: a PIDE, a tortura, a guerra colonial, massacres de civis ou o Tarrafal.

4. Valorizar, contra a historiografia, a propaganda fictícia do próprio Salazar: “o mago das finanças”, “o país próspero e respeitado” e “a ausência de corrupção”. E já não falo nos que ainda acreditam na teoria que D. Afonso Henriques bateu na mãe e acham que, por isso, deve ter a estátua apeada se Salazar não for homenageado. Ou que o Marquês não deve ter estátua por causa dos Távoras (mas noutros posts defendem a reintrodução da pena de morte, que a Pombal criticam).

5. Repetir mentiras sobre outros e sobre factos conexos: “Mário Soares queimou a bandeira e está homenageado em ruas” ou “foi o povo que escolheu dar o nome de Salazar às ruas” ou “Humberto Delgado foi terrorista” (por acaso, aqui há um dado lateral a registar: foi também um dos tenentes do 28 de Maio).

6. Salientar as obras públicas de um regime de 48 anos, esquecendo o resto, que não se apaga com tijolos e betão, numa reedição adaptada do slogan brasileiro “rouba, mas faz”. No caso de Salazar, podia ser “oprimia, mas fez” ou “torturava, mas fez”. E face à pobreza do país em 1974 e com dados históricos sabe-se que, até a Ponte sobre o Tejo, que tantos criticam ter ficado sem o seu nome, não queria fazer porque era cara (embora fizesse falta). E claramente não fez tanto como se diz (Portugal era um dos países mais pobres da Europa no seu tempo e os níveis de bem estar médios dos portugueses eram baixíssimos). Veja-se o acesso à educação ou à saúde, comparados com os níveis da Democracia. A fotografia que coloquei neste texto, de 1940 (quem governava?) diz tudo sobre o que era bem-estar infantil nesses anos.

7. Não perceber a diferença entre figuras da Democracia que, polémicas e controversas que sejam, ajudaram a construir essa Democracia e confundir a polémica, saudável e desejável, sobre elas com a figura daquele que não queria a Democracia em circunstância nenhuma. Mário Soares foi eleito para 2 mandatos pelo povo, num deles com a maior maioria presidencial de sempre. Salazar foi eleito para o Parlamento na 1ª República, mas sempre se opôs à Democracia. Para se ser homenageado na toponímia não é preciso não ter feito erros, mas convém conformidade com os valores do Estado democrático. E se um chefe de Estado, eleito 2 vezes em eleições democráticas, não pode ter nome de rua….Salazar, ditador, submeteu-se a eleições livres, quando? Aliás, uma das características do seu regime foi subverter eleições e com cinismo subtrair ao povo português a liberdade de votar.

8. Achar que uma placa de rua em uso é um documento ou monumento histórico, quando é só elemento comemorativo e memorial. As Ruas Salazar, na sua maioria, foram sinal de subserviência de dirigentes municipais, não eleitos, à figura ditatorial do regime. Nada tiveram de escolha popular e são um ferrete antidemocrático nas cidades e vilas que as mantém. A História não se apaga. Mas ruas Salazar não são História, são memória, e se o tempo de Salazar, que tanto sofrimento trouxe a tantos portugueses, ainda vivos, não se pode apagar, e deve ser estudado, a memória dele não precisa, nem deve, ser homenageada.

9. Não entender que a toponímia muda e mudou com a História e, mais que ver com ela, tem a ver com o presente (e que, por isso, até se podem mudar nomes de rua e sinalizar nomes antigos). E que um regime democrático não pode homenagear na sua toponímia alguém que diretamente o impediu de surgir mais cedo e que tudo fez, sem limites éticos ou de humanidade, contra a democracia e os democratas.

10. Não perceber que a toponímia é mesmo política de memória e pouco tem a ver com História estudada. Nada acrescenta ao conhecimento da História pelos jovens, estudantes ou outras pessoas, haver uma Rua Salazar. Salazar homenageado numa rua do Portugal democrático é só ofender a democracia.

Acima de tudo critico-vos, meus caros e minhas caras colegas professores/as de História, que defendem Salazar nome de rua, por não entenderem que são pouco coerentes: se defendem Salazar homenageado, não deviam amofinar-se por lhes chamar Salazaristas (“que ou aquele que é partidário do salazarismo.”). E não deviam vir-me com teorias largas que defendem um regime melhor e de democracia depurada e apontarem como figura a louvar, com uma honra cívica, um ditador que sempre foi contra qualquer forma de democracia.
Quando os verei a defender uma estátua a Silva Pais, na senda de Bolsonaro que votou no Congresso brasileiro a louvar o torturador de Dilma? Ou Silva Pais não foi quem foi, servidor leal e próximo da pessoa que querem manter como homenageado na toponímia? Então venha a estátua….Se querem homenagens ao chefe, não desdenharão homenagear o esbirro, ou não?

Salazar até podia ter feito de Portugal uma superpotência militar e económica dominante do Atlântico Norte que nada disso apagaria o mal que fez, sabendo que o fazia. A PIDE teve mesmo formação com gente da Gestapo e Portugal entrou mesmo de luto quando Hitler se suicidou.

E, mesmo a putativa “a obra salvadora”, não justificaria a homenagem de uma democracia, a fazer sobreviver o culto de personalidade que o “modesto e humilde ditador das finanças” nunca desdenhou (vide imagem de destaque neste texto, “mascarado” de mau filho, imagem escolhida com carinho para os que me falam do 1º rei nesta questão).

Pétain venceu Verdun, mas a sua traição à liberdade da França e colaboracionismo com os nazis retirou-o da toponímia de todas as localidades francesas.

E pelo mesmo processo que proponho cá: reflexão e debate em cada município.

Porque acredito na Democracia e na capacidade de, com seriedade se regenerar e corrigir erros. E ruas Salazar, no Portugal democrático que ele não queria, são só isso: um erro. E de um absurdo surreal.

29 COMMENTS

  1. O meu amigo é professor de História e não sabe porque Salazar mantém prestígio e admiração (aliás, muita admiração) por parte da maioria dos portugueses? E depois de terem passado 46 anos após o 25 de abril?
    Peço desculpa, tem de aperfeiçoar (e em muito!) os seus conhecimentos sobre Salazar.
    Eu, quando era da sua idade, talvez tivesse caído no mesmo erro. Mas fui em busca do estudo sério e independente sobre o homem e hoje tenho uma visão correta da época e do homem.
    Não continue mais no erro, não ensine asneiras, seja bom professor. Não estudando, não está a ser bom professor, mas sim um parcial comuna que só vê em frente o diabo!
    Seja imparcial, estude e não persista em lugares comuns sobre Salazar.

  2. Espero que o meu comentário sobre Salazar passe na censura. Muito obrigado.
    Fernando, el peligroso de las verdades.

  3. Apoiado. Fora com as ruas com o nome de Salazar.

  4. Entre a ditadura de Salazar e a democracia que temos é difícil escolher…
    Sim, porque de democracia só tem o nome. Quem governa, de facto, não é o povo.
    São os” governantes ” e governam-se bem, alguns.
    Não há ninguém que não saiba, não veja e não comente o estado caótico da nação, decorrente dos sucessivos governos pós 25 de abril.
    Mas o que o povo pensa, as reclamações que faz interessam a alguém?? São tidas em conta nas decisões da cúpula olímpica?
    Habituámo-nos a dizer que vivemos em democracia, mas tal não é verdade.O que menos importa é a vontade do povo.

    Salazar ?? É um nome que deve figurar na História de Portugal, porque fez parte dela e quando falarem sobre ele refiram tanto os seus defeitos quanto as suas qualidades. Com verdade e objetividade!

    • Ai que saudads da minha velha casinha e do Salazar
      SALAZAR não me dava muito mas não me roubava o poyco que recebia.
      Os democratas dão muito mas o muito qye dão é menos o de salazar em 10 oagava casa e terreno
      Agora 40 anos não chega porque nos primeiros 10 é para juros ..no tempo do salazar havia juros a 18%
      Mas pagava. . Agora juros a 2,5 % perde-se a casa

    • “Entre a ditadura de Salazar e a democracia que temos é difícil escolher…”
      Escreveria o anónimo o que escreveu em todo o seu comentário no tempo do Estado Novo?
      Pois, não escreveria. Seria censurado, perseguido e ia parar algum tempo às instalações da PIDE.
      A ideia de que os “governantes” se “governam bem” é K7 de um populismo bacoco, ignorante e de má-fé.
      Ruas com o nome de Salazar não devem existir. Caramba, tanta gente boa e justa que merece o nome de uma rua e logo vão pôr o nome de Salazar!
      Já com as estátuas é o mesmo- estátuas de um passado que causam grandes fracturas sociais devem ir parar a um museu de História Nacional. O passado não é para esquecer, não se apaga. Por isso, estátuas, placas de ruas e outras coisas afins ficam bem melhor contextualizadas num museu que informe e seja visitado por todos.

  5. Espero que na petição e para ser realmente imparcial também tenha pedido para não haver ruas com nomes como Álvaro Cunhal e outras personalidades do mesmo calibre.

    Porque de democrático esse sr nada tinha, ele e as personalidades da mesma área.

    Relembro apenas que o comunismo/socialismo tão na moda hoje, matou MILHÕES de pessoas inocentes, bem mais que qq ditadura fascista incluindo aquilo que designam por NAZISMO que na realidade é socialismo.

    Recomendo a todos e em especial ao sr professor a leitura do “Livro Negro do Comunismo”.

    Para um apanhado do mesmo, https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_Negro_do_Comunismo

  6. Devia antes de mais, ensinar factos e não a sua ideologia. DEMOCRACIA…. Onde? O que vivemos hoje é Democracia? Nunca estivemos tão longe dela como nos dias de hoje. Mudar placas como fizeram com a ponte Salazar? Colocar o nome de 25 Abril numa ponte que vamos pagar eternamente para sustentar o lixo político dito Democrático?
    Não existe Democracia em Portugal, existe sim uma Ditadura disfarçada de Democracia, onde o povo não tem voz, esqueça isso do voto, a classe politica/banca/justiça controlam cada detalhe da vida dos Portugueses.
    Por isso digo, ensine factos e não a sua ideologia.

  7. Salazar foi melhor governador do que um António Costa ou José Sócrates!
    Salazar sempre, Viva a Salazar!
    Quem dera a Portugal que existisse uma pessoa com as capacidades de governativa de Salazar para salvar este país do seu estado de degradação atual.

  8. Para mim o colega anda a perder tenpo. Eu sou uma independente de Esquerda. Penso que há tanto que fazer para melhorar as condições de vida no neu país; que só a ideia de mudar o nome das ruas é perda de tempo Com tanto cocó de cão nas ruas mais valia perder esse tempo a apanha-lo. Com essa sua atitude revela ser uma pessoa fútil…..ou dada a mesquinhices. Não quero perturbar a sua libetdade de ação…..mas acho a sua preocupação ridicula.

  9. Veja os milhões que ganharam os que nos governaram no pós 25 de Abril, e o que apelidam de facisra, quando morre u tinha como fortuna em mais de 40 ano de governante, Termino dizendo hoje em dia não há almoços grátis. Houvesse alguns como Ele.

  10. Bom dia. Em 2007 a RTP realizou o programa “Os Grandes Portugueses”. Para os portugueses votarém no Grande Português de zempre. Venceu o Sr. Professor Doutor António de Oliveira Salazar. Em segundo lugar ficou Álvaro Cunhal, com uma votação muiiiiito inferior.
    Se o concurso fosse agora, o Sr. Professor Doutor António de Oliveira Salazar voltaria a ganhar, ainda com uma maior margem perante os restantes.
    Sr. Historiador, estude e interprete. Cumprimentos.

  11. Se no lugar do Salazar estivesse o Alvaro Cunhal, tenho a certeza que este historiador estaria a pregar o bom que era a ditadura comunista.
    Por isso só posso manda-lo pró ………..

  12. Se o senhor é professor de História, tal como eu também sou, então devia saber que a História não é um tribunal nem visa fazer propaganda, mas uma ciência humana que visa compreender a acção do homem no tempo. Não utilize a sua disciplina para fazer activismo político. Já agora faça também petições para acabar com os seguintes nomes de ruas: Rua Álvaro Cunhal (que queria impor uma ditadura bem pior do que aquela que existia em Portugal) ou Rua Che Guevara na Amadora (que foi um assassino racista e homofóbico) ou a Rua Afonso Costa (um autoritário e etc…). E já agora faça uma petição para que os manuais de história revejam a Primeira República que foi de facto um período de perseguição jacobina, de censura, etc. Sabe o que foi a Formiga Branca, não sabe? sabe que o número de eleitores na Primeira República foi reduzido face ao período antecessor, não sabe? sabe que foi negado o voto às mulheres, não sabe? Sabe que se atacou a liberdade religiosa nesse período, não sabe?
    Deixe lá estar o nome das ruas e não se preocupe com aquilo que o povo sente. Salazar morreu há 50 anos mas parece que ainda atormenta muita gente.

  13. E vossemecê é professor de história e “lecciona” sobre o Estado Novo”? Mas então você não ensina história não ensina os factos históricos! você transmite as suas opiniões. Isso é uma grande desonestidade intelectual.
    Você não tem respeito pela História.
    Se Salazar fosse o ditador que você e seus comparsas falam ele nunca teria deixado o seu maior inimigo- o comunista Cunhal – tirar o curso de direito na cadeia deixá-lo ir de carro à faculdade fazer exames e deixá-lo Fugir da cadeia. A fuga espetacular de Cunhal da cadeia de Peniche só aconteceu porque o ditador não mandou matar, Como fizeram todos os outros ditadores do mundo inteiro destaco os comunistas Estaline e Lenine e Companhia.
    Depois da implantação da república em 1910 até Salazar tomar posse e controle do governo Olá havia atentados bombistas e os governos duravam 15 dias.
    Se não a tivesse aparecido o Salazar Portugal tinha sido anexado pela Espanha. Você não deve falar da PIDE aos seus alunos você deve contar-lhed os factos históricos que levaram ao aparecimento da PIDE.
    O que devia desaparecer de Portugal inteiro eram os nomes dos vendedores do Império Português – os 25 “de abrilistas”
    Salazar foi um ditador Santo cujos valores Deus Pátria e Família que defendia e ensinava nas escolas, deviam permanecer E ser honrados eternamente.
    Agora é que se deviam cantar as canções de intervenção do tipo ” eles comem tudo eles comem tudo eles comem tudo e não deixam nada”.
    O Salazar deixou tudo e a esquerda do 25 de abril já levou o País três vezes à falência
    ACORDA MEU POVO! PORTUGAL PRECISACDE TI.
    JÁ CHEGA! BASTA!

  14. Também falou da Guerra Colonial. Não me parece que as guerras coloniais sejam específicas de regimes “salazaristas” . Veja o que aconteceu com a guerra da Argélia levada a cabo pela França nos anos 60, a grande defensora dos direitos humanos, uma guerra que ceifou muitas mais vidas do que a guerra colonial portuguesa. A oposição ao regime de Salazar, incluido os comunistas, no início nem sequer eram defensores de conceder a independência às colónias. Não veja portanto o Estado Novo de uma forma tão monolítica. Parece que agora está na moda de se considerar a História de Portugal como um antes e um depois do Estado Novo.
    Quanto às ruas, estou de acordo com um comentário que aqui foi deixado: preocupe-se mais em fazer petições acerca da limpeza das artérias. A falta de civismo de quem deita lixo para as ruas ou de quem põe os cães a cagar em tudo quanto é sítio, os graffitis por tudo o que é parede deveria preocupar mais a sociedade.

  15. Bravo, Cosme!
    É desse grito de luta e esperança que todos precisamos!
    Portugal precisa de alguém que o liberte das trevas em que se encontra.

  16. Quando a verdade DOI a defesa dos analfabetos é a palavra fascista.
    SALAZAR foi uma pessoa que suou a camisola pela Pátria, um estadista que mesmo depois de 50 anos morto, faz inveja não a muitos políticos, mas a TODOS.

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