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A carapuça serve-me…

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barreteO Paulo Prudêncio escreveu umas linhas sobre a redução por idade, perguntando se a mesma é corporativista.

Sou um dos que afirma que a atual carga laboral dos professores é o resultado de vários anos de trabalho em regime quase part-time de uma determinada geração de professores. Não vou criticá-los, como não critico um trabalhador que ganha 4 mil euros por mês e ainda tem direito a carro, combustível, vales de almoços, com bónus no final do mês e tem a possibilidade de trabalhar no mesmo distrito dos seus familiares. Cada profissão tem os seus benefícios…

O Paulo tem toda a razão quando aborda a questão do desgaste laboral. Apesar dos meus “ainda” 38 anos, já sinto o ruído a latejar-me nos neurónios e a vontade cada vez maior de desligar da escola mesmo que esta tenha os seus momentos compensadores.

A verdade é que a sociedade puniu-nos fortemente por esses tempos de “vacas gordas” e ainda hoje carregamos o estigma do professor que tem muitas férias e  que pouco faz.

No entanto, não considero benéfico para ninguém voltar a esses tempos. Sou um dos que defende a substituição progressiva de trabalho letivo por trabalho de estabelecimento, usando a experiência e o know how adquirido em prol da escola, em prol da comunidade. Os professores mais experientes são um ativo essencial e devem ser valorizados, protegidos e aproveitados.

Espero que seja este o caminho e não o mero corte radical aos “x” anos de idade. Era uma forma de manter professores que ainda se sentem ativos e úteis a trabalhar e  permitiria a inclusão de professores novos que querem e precisam de lecionar.

Nota: que fique claro que não concordo com o aumento da idade de reforma, refiro-me sim aos últimos 10/15 ano em serviço…

REDUÇÃO POR IDADE É CORPORATIVISMO?

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