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Câmara De Lisboa Pede Ao Governo Casas Para Professores

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 No dia em que os professores virem as suas carreiras equiparadas às demais com as mesmas características, quer académicas quer de serviço público, como os médicos do SNS, como os Juízes, como os Polícias e Guardas, que recebem subsídios e em muitos casos até casas, então estaremos mais perto da justiça.

Os vencimentos devem aumentar, as câmaras devem arranjar uma rede de casas para professores e os subsídios devem existir para os que se encontram deslocados.

Alberto Veronesi

Fica a notícia do Expresso e do Público


Moção da autarquia apela à intervenção na questão do alojamento para professores deslocados na capital. Dificuldades na colocação “têm vindo a agudizar-se”, nomeadamente onde “o preço do arrendamento se tornou incomportável”

Acarta aberta foi escrita pela associação de pais da Escola Básica Delfim Santos, em Lisboa, mas podia ser subscrita por muitos outros encarregados de educação de escolas do concelho afetados pela dificuldade em encontrar professores de substituição de quem está de baixa ou está deslocado noutra região do país. Endereçada ao presidente da autarquia, Fernando Medina, e ao vereador com o pelouro da Educação, Manuel Grilo, pedem a sua intervenção em “prol das crianças” e que ajudem a resolver um problema que, não sendo novo, “tem vindo a agudizar-se, nomeadamente em concelhos onde o preço do arrendamento se tornou incomportável para professores deslocados e, muitas vezes, sem horários completos”.

Ainda que a Câmara não seja responsável pela colocação de professores, tem margem de atuação no preço do arrendamento na cidade e pode providenciar soluções que “mitiguem este problema no curto prazo”, seja pela disponibilização de quartos ou casas seja através da atribuição de um apoio, sugerem os pais. “O tempo não volta para trás e a cada semana que passa vemos um fosso mais fundo entre a preparação destes alunos (que não têm aulas a algumas disciplinas durante semanas ou até meses) e todos os demais, avolumando a dificuldade que o sistema de ensino tem em garantir igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens”.

Fonte: Expresso

 

 


Com o aumento das rendas das casas, há professores que não estão a aceitar horários incompletos em distritos como Lisboa, Setúbal ou Faro, fazendo com que cerca de duas mil turmas estejam ainda sem professores, quase um mês depois do arranque do ano lectivo. A situação já foi denunciada por professores, sindicatos e associações de pais e, agora, também a Câmara de Lisboa reconhece que há um problema na capital, apelando ao Governo que aja rapidamente.

Ora, feitas as contas, para muitos professores da zona Norte do país, o valor a pagar pela renda de uma casa em Lisboa ou no Algarve acaba por não compensar a deslocação. “As baixas remunerações associadas aos preços das casas, sem a atribuição de qualquer complemento para o efeito, tornam impossível para estes/as profissionais aceitar as colocações e fazer face às despesas de deslocação”, sublinha o documento, lembrando ainda que Lisboa é o concelho do país com as rendas mais altas.

Fonte: Publico
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1 COMENTÁRIO

  1. Poucos falam nesta realidade.
    De facto, as condições de habitabilidade a que nos sujeitamos, para trabalhar deixam tanto, mas tanto a desejar. Durante 5 anos morei numa cave, com uma pequena janela. Não, não foi na cidade, mas no interior do país. E a renda? Não, não era baixa. Pelo menos, os senhorios e os vizinhos eram excelentes.
    Consideremos um professor no 2.º escalão, com todos os encargos. Qual o valor de uma renda de casa aceitável? Se já na carreira, a margem de poder poupar é muito baixa, o que dizer daqueles que ainda lá não chegaram.
    Um aspeto que não deve ser esquecido: a distância à residência. Atualmente, de acordo com o Google Maps, estou a uns 42Km de distância. Todavia, a viagem dura cerca de 1h. Após o troço de IP3, a estrada de serra com acentuadas curvas e contracurvas impõe-se. Então, em dias de nevoeiro…

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