Home Escola Boicotar a Escola Pública? Não, é um boicote aos vossos filhos…

Boicotar a Escola Pública? Não, é um boicote aos vossos filhos…

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bom-sensoNão ia falar nada sobre a manifestação de hoje. É um direito que assiste a cada um de nós, apesar de achar que o tempo de antena é claramente superior à redundância das escolas afetadas. No entanto não posso ficar calado a partir do momento que se usa as crianças como mecanismo de chantagem, aí meus amigos a conversa muda de figura.

Não vale tudo!

Não pode valer tudo!

Tenham juízo, porra!

As crianças não são um argumento, um sound bite para jornalista ouvir e noticiário divulgar. As crianças merecem ser respeitadas e protegidas desta “guerra” sem sentido, pior que um síndrome de “clubite aguda”. As crianças não têm voz e ninguém tem o direito de a usar em prol de interesses pessoais, nem mesmo os pais.

O que consta na notícia da TSF é grave, muito grave.

Os pais dos alunos dos colégios que perderam os contratos de associação, podem não aceitar matricular os filhos na escola pública.

Estamos a falar de uma atitude imoral, kafkiana, ilegal e premeditada. Os pais têm obrigação de permitir uma educação para os seus filhos, ponto!

Façam o que quiserem, digam o que quiserem, mas deixem lá as crianças em paz. Educar também é saber quando os devemos proteger…

Colégios ameaçam com boicote à escola pública

1 COMMENT

  1. E eu que pensava que os filhos eram dos pais!
    É verdade que todos os pais também são Estado, porque são cidadãos portugueses que honram os seus deveres e usufruem dos direitos da República – e nesse sentido os filhos também são do Estado – mas o ponto de vista aqui apresentado dá a entender que existe uma entidade abstrata que se chama Estado e que é dona de tudo, até das decisões que os pais devem tomar em relação aos seus filhos, porque supostamente deste modo as crianças e os jovens ficam protegidas dos perigos e das ameaças que são os próprios progenitores.
    Penso que há uma reflexão importante a fazer sobre um conjunto de questões essenciais que têm sido muito superficialmente afloradas, a propósito dos contratos de associação, quer por razões políticas, quer por outros interesses.
    E aproveito para dizer que “escola pública” não é igual a “escola estatal” – eu também defendo a “escola pública”, a que não é elitista e que proporciona oportunidades idênticas a todos – mas existem escolas não estatais que prestam verdadeiro serviço público de ensino e infelizmente também conheço escolas estatais que não estão abertas a todos os alunos, nem promovem a igualdade de oportunidades.
    Mas os pais, como primeiros e principais educadores dos seus filhos, devem ter uma palavra importante a dizer – isto se os queremos como cidadãos empenhados em contribuir para um efetivo desenvolvimento de comunidades educativas ativas e promotoras de desenvolvimento humano.

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