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Banal divorciar estranho ter filhos

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De modo algum o casamento, tem que ser necessariamente para ter filhos, pode não haver condições para os ter, pode haver não vontade de os ter. O que é mais que válido! Evidentemente!

Porém, a intenção de duas pessoas fazerem um contrato de casamento – voluntário – , tenha ou não cerimonias religiosas, deveria ser pensado – hoje algo tão fora de voga , pensar – para ser, ou não ser. Hoje, num tempo que com a maior das normalidades se pode viver junto, talvez seja  mais indicado, e mais simples, dado que ir para o divórcio na primeira dificuldade, é logo usado. E não se pode descartar assim tudo que é Humano, tão facilmente! Não se deveria!

E se juntos estiveram a viver, separadamente deixam de o  fazer, sem mais complicações. E escusaram-se as despesas de casamento, e festa e comezainas.

Ter filhos sempre foi “obra”, sempre custou dinheiro, sempre outorgou problemas. E num tempo como o que vivemos, de tantas indefinições, de desemprego, de tantos “viverem um dia de cada vez”, ter filhos é -ainda – muito mais complicado. Claro, “fazê-los é tão fácil”. Mas não chega, ou se tem responsabilidade e efectiva vontade de os ter, ou não devem ser tidos. Não são propriamente brinquedos. E hoje usa-se muito ter em vez , ter “animais de estimação”…

Entretanto, o divórcio é tão, mas tão banal, que parece que tantos, tantos casamentos são feitos a ver “se aguentam”,  mas o mais normal será dar em divórcio. E aqui, com o pensamento antecipado que se, se, vai-se para o divórcio, claro que é muito mais indicado filhos, não ter.

 Se já é tão difícil educar filhos – e tantos pais/mães não o sabem minimamente fazer- vivendo em conjunto, divorciados é uma complicação. Aqui os filhos deixam de ser “completamente” tratados como tal, e passam a ser o joguete das birras dos pais. Essencialmente das mães!

Quando for oportuno pensarem, bem, talvez seja de não avançarem para o casamento quando já vai um alarme ligado para ao mínimo contratempo, dar em divórcio. Viveriam só juntos. Ponto.

Quanto as ter filhos tarefa difícil, e a ser também pensado e planeado, pensado/planeado, deve ser bem assumido ou não o ser. De facto o divórcio está tão banalizado que é quase estranho, como ainda tantos entrem no casamento e saem deste, com tanta facilidade e maior naturalidade. Não estavam para se aturar. Claro. É fácil não se aturarem e ir ter alguém que os/as ature.

Filhos tratados com carinho, amor e respeito, são dispendiosos, difíceis, dá muitos trabalhos, mas ao menos só se tenham, se houver a noção do que se está a fazer. E não se banalize excessivamente a vida Humana, para não reaparecermos em excesso na nossa vertente animalesca.

Augusto Küttner de Magalhães

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