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Baixas Médicas Batem Recorde E Bastonário Justifica-se Com Níveis De Burnout

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Mais de 1 milhão e 800 mil baixas médicas foram passadas em 2019, um autêntico recorde nacional.

Não vou afirmar que todas estas baixas são legítimas, há sempre o amigo do amigo do Sr.Doutor, ou o Sr. Doutor que é mais compreensívo para com determinado paciente, etc. O que não falta são casos de pessoas que afirmam que vão “pedir” um atestado médico ou mesmo “comprar” um atestado médico.

Porém, o bastonário da Ordem dos Médicos focou um ponto muito importante. Portugal é dos países da União Europeia onde os níveis de burnout são mais elevados, afetando diversas profissões.

“Burnout”: bancários, profissionais de saúde e professores são as profissões mais afetadas

Neste jogo do empurra, entre patrões que falam em fraudes organizadas, Governo que justifica-se com uma maior taxa de empregabilidade e o referido burnout, andará a verdade. Algo que os professores tão bem conhecem até pela sua respeitável idade, acima dos 50 anos.

Fica a notícia.


Patrões temem fraudes e pedem rigor aos médicos. Baixas batem recorde

Há seis anos que o número de beneficiários de subsídios de doença não para de aumentar, com os patrões a pedirem mais fiscalização à Segurança Social e mais atenção aos médicos, pois dizem que há indícios de “práticas abusivas” em baixas fraudulentas. Em 2019 a tendência de subida continuou, tendo-se registado mais 132 mil baixas do que em 2018, atingindo um total nunca visto desde que há registos históricos (em 2001): 1,8 milhões de subsídios de doença num ano, segundo os dados consultados e calculados pela TSF.

Na resposta por escrito, o gabinete do Secretário de Estado da Segurança Social diz que este aumento é influenciado pelo aumento do emprego. Contudo, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que o aumento da população empregada tem ficado muito abaixo do aumento dos beneficiários de subsídios de doença.

Do lado da despesa, o Ministério reforça que “a despesa com o subsídio por doença encontra-se em linha com o crescimento de contribuições, que reflete o aumento de trabalhadores (logo de potenciais beneficiários do subsídio por doença) e o efeito do aumento da massa salarial (a qual tem impactos no valor dos subsídios a atribuir)”.

“Esquemas bem organizados”

“Dá a ideia de que há situações já montadas, esquemas bem organizados, e lamento não conseguir fazer prova disto, pois não há apanhados em flagrante, mas relatam-me, principalmente na zona de Leiria, no setor dos moldes e do vidro, toda aquela região, um crescimento no número de baixas sem um rigoroso controlo”, conta o representante patronal.

António Saraiva acrescenta que depois as empresas detetam que os trabalhadores em baixa profissional “acabam por estar a trabalhar aqui e ali, o que é uma fraude, numa prática que se condena e que tem vindo a aumentar como se houvesse aqui ‘crime organizado’, passo a expressão”, diz.

A Confederação Empresarial de Portugal afirma que o Estado tem de encontrar mecanismos de controlo pois “não se contesta que o trabalhador em situações de doença tem de recuperar a saúde, mas outra coisa é andar por aí, como nestes casos, noutros empregos”.

Governo diz que baixas dependem dos médicos

A Secretaria de Estado afirma que o número de baixas depende diretamente dos médicos do Serviço Nacional de Saúde e que, comparando com 2015, em 2019 o número de exames de verificação subiu 45%, num esforço de combate a eventuais fraudes.

Além disso, em 2019, 98% dos beneficiários que podiam ser convocados foram mesmo chamados para ações de controlo.

As empresas com suspeitas devem comunicá-las à Segurança Social.

Patrões pedem rigor aos médicos

António Saraiva admite que os problemas que conhece em concreto na região de Leiria podem existir no resto do país e já “sinalizou a necessidade de um maior controlo e de uma pedagogia junto da classe médica, pois não pode haver laxismo na conceção de baixas”, já tendo apontado a necessidade de uma maior atenção ao bastonário da Ordem dos Médicos.

“A não ser que os médicos tenham medo de ser agredidos se não passarem as baixas… tem de haver aqui um controlo destas situações pela Segurança Social e pela classe médica”, conclui o representante das empresas, sublinhando que exclui “aqueles casos que efetivamente tenham de estar de baixa”. “Estes aumentos anormais e contínuos indiciam práticas abusivas”, conclui.

Fonte: TSF

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