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Avaliar no Pré-Escolar é isto?

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O Paulo Guinote, atento como sempre, publicou um artigo que aborda a questão da avaliação no pré-escolar e consequente burocratização. A sua análise deve ser lida até pela frontalidade que o caracteriza.

Quando vi a ficha de avaliação que o Paulo anexou fiquei de boca aberta, são 10 páginas, 10 páginas!!! Certamente que não será a regra, mas prova que a estupidificação existe em todo o lado e não fica imune à habilitação superior…

Quando fiz uma breve abordagem ao assunto – Querem chumbar alunos no pré-escolar?– surgiram algumas comichões, não sei se a grelha que se segue terá um efeito calmante ou irá agravar a urticária…

Os Pesadelos Burrocráticos

(Paulo Guinote)

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5 COMMENTS

  1. Paulo Guinote, esta ficha aparenta ser a transcrição de TUDO TUDO TUDO o que estava nas “Metas de Aprendizagem da Educ Pré Escolar”.
    Se 1 mãe ou 1 pai, às vezes, não consegue “ver” bem o desenvolvimento do seu 1 filho, como é que 1 educadora conseguirá “ver” 25 crianças, com estas 10 páginas…???
    é de loucos!!!

  2. Paulo Guinote,

    Pelo que julgo saber as Metas de Aprendizagem da Pré serviriam para fazer a ligação com as Metas Curriculares dos outros níveis.
    Convidaram uns intelectuais que discerniriam as aprendizagens essenciais na Pré para a escolaridade obrigatória.

    A Isabel Lopes da Silva tratou da parte da Formação pessoal e Social.
    Os outros convidados cada um tratou da sua área, Matemática, Dança, Teatro, etc etc.
    Parece que, logo que se reuniram ou quando reuniram o trabalho, tomaram consciência que iria ser difícil fazer a ligação das disciplinas com a ausência de disciplinas na Pré.
    Muita da terminologia era tão técnica e desconhecida das educadoras.
    Muitos conceitos ( ex matemática) eram ainda muito abstractos para estas idades.
    Muitos extensas.
    Serviriam com avaliação diagnóstica ( desde os 3 anos) e como avaliação final ( aos 5 anos já muitas cruzes estariam preenchidas).
    ALGUNS Directores e Coordenadores de Departamento levaram as Metas a sério e fizeram-se fichas destas.
    Outros não e Ainda Bem!

  3. Não sei quem fez esta ficha, que pode parecer longa, mas na realidade se pretendemos trabalhar todas estas áreas, convém mesmo avaliar se realmente estamos ou não a observar progressos. Sendo avaliação parece-me tudo menos burocracia. Faz parte integrante do processo de ensino-aprendizagem e é fundamental para planificar estratégias pedagógicas.

    Só se torna burocracia se for usada para mera avaliação sumativa e prestação de contas com pais e superiores. Se assim não for é um ótimo recurso educativo que nos informa que áreas devemos trabalhar e planificar aulas com intenções formativas muito claras e destinadas a desenvolver um conjunto de descritores deste. E claro que depois de qualquer aula ficamos com informação para preencher a dita folha.

    Assim, a não ser que não se concorde com a lista de competências a desenvolver (e sim poderão ser discutíveis mas são as que estão em vigor), acho que este documento pode ser mesmo uma ferramenta de trabalho útil para os que desejem planificar e avaliar aulas. É longo é mas também muito informativo por ter descritores bem definidos e identificados de forma exaustiva. Isto facilita o trabalho de planificar aulas e no final do ano fica-se com uma ideia muito clara do que foi ou não trabalhado e do que foi ou não desenvolvido. E assim poderá planificar-se aprendizagens no próximo ano.

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