Início Notícias Avaliação Psicológica De Funcionários Atrasa A Sua Contratação

Avaliação Psicológica De Funcionários Atrasa A Sua Contratação

231
1

Curioso como esta lei só se aplica aos funcionários. Em 17 anos de serviço enquanto professor, nunca me pediram uma avaliação psicológica. Não lidamos ambos com crianças e jovens?

E por que razão estas avaliações psicológicas só se aplicam para concursos com vinculo indeterminado?

Querem ver que os malucos não se candidatam aos contratos a tempo certo…


“Não é novo.” Avaliações psicológicas a funcionários públicos são obrigatórias desde 2014

As avaliações psicológicas aos funcionários públicos contratados a tempo indeterminado são obrigatórias desde 2014, garante a secretária de Estado da Educação.

“A lei de trabalho em funções públicas, que é a lei 35 de 2014, determina que quando são concursos para contratos a tempo indeterminado tem necessariamente que haver prova de conhecimentos e entrevista psicológica”, assegura Alexandra Leitão, reagindo às críticas dos diretores das escolas.

Em entrevista à TSF, Alexandra Leitão sublinhou que este parâmetro “não é novo” e que as avaliações não tinham sido feitas até agora, porque as escolas já não contratam por tempo indeterminado há muito tempo.

“Porque é que é que os diretores estão agora a dizer que é novo? Porque este é o primeiro concurso aberto há não sei quantos anos para concurso para contratos a tempo indeterminado. Até agora, os senhores diretores só estavam a ter autorização para abrir contratos a termo resolutivo, a termo certo e para esses o mesmo artigo da lei de trabalho em funções públicas basta-se com métodos mais simples.”

Alexandra Leitão adianta, no entanto, que o processo não é igual para os funcionários abrangidos pelo PREVPAP, o plano de integração dos precários do Estado, uma vez que há uma lei especial, que é a lei 112 de 2017, que exceciona a lei geral e que diz que nesses casos se utiliza apenas a avaliação curricular”

E porquê? “Porque o PREVPAP não escolhe pessoas, regulariza quem já lá está. É completamente diferente. Neste concurso, nós estamos a selecionar pessoas novas para que elas possam ficar contratadas para sempre, a tempo indeterminado, para a administração pública”, sublinha.

Questionada sobre quem deve levar a cabo estas avaliações, Alexandra Leitão explica que o INA – Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas seria o organismo responsável pelas entrevistas. No entanto, tendo em conta que esta entidade só poderia tratar desse trabalho a partir de junho, o INA recomendou que fosse a entidade empregadora a fazer as avaliações.

“Perguntámos ao INA, que é a entidade especializada para fazer as entrevistas. O INA respondeu que se fossem eles a tratar só a partir de junho [seria possível]. Como nós não queríamos atrasar o processo perguntámos se podíamos ser e o que nos foi dito foi: olhem para a portaria, a portaria diz que pode ser a entidade empregadora“, ou seja, os psicólogos das escolas, explica a secretária de Estado.


Psicólogos das escolas não podem avaliar novos funcionários

A Ordem dos Psicólogos confirma que é certo que pelo menos grande parte dos psicólogos das escolas não poderá fazer a exigida avaliação psicológica aos milhares de candidatos que devem surgir para as mais de mil vagas para novos funcionários não-docentes.

Uma exigência que, como noticiou a TSF, está a levantar dúvidas e críticas dos diretores escolares.

O bastonário dos psicólogos, Francisco Miranda Rodrigues, diz que é um aspeto positivo exigir esta avaliação psicológica dos futuros funcionários escolares. No entanto, essa é a única parte boa desta medida.

Em primeiro lugar, o representante dos psicólogos sublinha à TSF que estes profissionais são poucos nas escolas e estão carregados de trabalho, sendo difícil perceber como ainda vão arranjar tempo para esta tarefa. Em segundo lugar, muitos dos psicólogos escolares têm contratos precários que podem acabar a meio do processo de seleção dos eventuais futuros funcionários.

Francisco Miranda Rodrigues recorda ainda que centenas de psicólogos estão contratados pelas escolas através de programas específicos, nomeadamente europeus, com tarefas que estão bem especificadas e que não podem ser ultrapassadas.

Finalmente, o bastonário sublinha que os psicólogos nas escolas não estão habituados a este tipo de tarefas de seleção de pessoal, pois “os instrumentos de avaliação psicológica que há nas escolas são para a comunidade educativa (crianças e jovens)”.

Fonte: TSF

COMPARTILHE

1 COMENTÁRIO

  1. A resolução é fácil – só mesmo com falta de vontade não se resolve:
    Hipótese 1 – os psicólogos (que já não chegam para as “encomendas”) deixam de fazer o seu trabalho com os alunos para fazerem avaliação aos funcionários … é uma questão de prioridades e ao contrário do que dizia a lurdinhas, para o ministério eles (os alunos) não são rostos mas apenas números e processos;
    – hipótese 2 – durante o dia, os psicólogos trabalham com os alunos e durante a noite avaliam estes profissionais… – não sei que o centeno está disposto a pagar horas extraordinárias ainda que a “família governante e administrativa” feche os olhinhos à violação da lei e da constituição… o que já é habitual!
    – hipótese 3 – fazerem como aos professores: horas e horas e horas de trabalho extraordinário (diz o ministro que não há…pois…) sem receber um cêntimo – espero… é que os psicólogos não sejam tão servis como muitos professores!
    – hipótese 4 – uma “escola amiga ou da família”, através da contratação pública e com o aval fundamentado no interesse público de um dos muitos organismos familiares do ME, adjudica esse trabalho a uma empresa de recursos humanos (de preferência que pertença também à família)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here