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Avaliação diagnostica pela OCDE e as apostas do PS para a Educação

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O novo Ministro da Ciência convidou a OCDE para vir a Portugal diagnosticar o estado da Ciência, da Tecnologia e do Ensino Superior em Portugal, dez anos depois da última avaliação. Nada contra, até porque qualquer professor que se preze deve começar por uma avaliação diagnostica para depois implementar as estratégias adequadas. A única dúvida é saber qual a dimensão dos estragos causados por Nuno Crato…

Ministro da Ciência convidou OCDE a vir Portugal

Quanto às apostas do PS para a Educação, a revista Visão publicou hoje no seu site, que existem 4 áreas que vão sofrer alterações brevemente – novas oportunidades/ avaliação de professores/ exames/ ensino vocacional. Apesar de considerar a notícia em si muito vaga e mais chamativa que efetiva, as 4 áreas merecem-me um breve comentário.

O que vai voltar a mudar na Educação

mudançaNovas Oportunidades

O objetivo teórico é dotar cidadãos que estão desempregados, dando-lhes as ferramentas necessárias para terem uma nova profissão. Mas todos sabemos que estes programas têm divergido um pouco da sua matriz, transformando-se num programa de ocupação dos tempos livres para adultos, diminuindo assim os números de desempregados em Portugal. Algo que hoje já existe através do IEFP.

Avaliação de professores

Eu devo ser dos poucos, mas confesso que me sinto envergonhado com a avaliação vigente. Não é um relatório em modo “copy paste” de 3 páginas que me avalia. É tudo uma valente treta! Nem sou daqueles que afirma, como eu ouvi numa reunião sindical que devido à complexidade da avaliação o melhor é não avaliar ninguém. Algo pode e deve ser feito de modo a dignificar a nossa profissão. A avaliação não tem que ter uma visão punitiva mas sim uma visão formativa que ajude o docente a refletir e a melhorar o seu desempenho. Haja é boa fé de parte a parte, professores e tutela.

Exames

Aqui a única dúvida é saber até onde vai a intenção do PS e companhia limitada em terminar com os exames. Chegará ao 6º, ao 9º ano de escolaridade? Esta é uma matéria fraturante dentro da comunidade educativa e a minha própria posição não é “irrevogável”, sendo parecida com a de Paulo Guinote e que podem ler aqui.

Ensino Vocacional

Acima de tudo espero que os próximos tempos não seja um regresso ao passado aos CEFs. Entre o ensino vocacional e os cursos de educação e formação, prefiro o vocacional. É verdade que este precisa urgentemente de ser otimizado, descomplicado e transformado numa versão light, quer para alunos, quer para professores, mas CEFs outra vez não!

Aguardemos…

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