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Avaliação da Semana | Professores não prioritários, reuniões presenciais, telescola inútil

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Professores não prioritários 

A recomendação da UNICEF é clara: os professores devem estar, logo a seguir aos profissionais de saúde, entre os grupos prioritários para a vacinação contra a covid-19. Muitos países têm adoptado este critério. Mas em Portugal, apesar de, sem especiais cautelas, se ter enviado os professores para a linha da frente, para escolas apinhadas de alunos, a sua protecção continua a não ser acautelada.

Escolas abertas, aulas a funcionar em pleno. Aos professores, a esses nada se lhes pega…

Reuniões presenciais

Apesar dos protestos e das denúncias públicas, alguns directores levaram a sua teimosia até ao fim. E vão mesmo fazer, em altamente desaconselhado regime presencial, as reuniões de avaliação de final de período.

Mas a insensatez não é apenas dos directores. Muitas vezes são os professores destas escolas que, por inconsciência dos riscos ou desejo de ficar bem vistos por quem manda, surgem como os mais ardentes apoiantes do presentismo avaliativo.

A inutilidade da telescola

Soube-se esta semana que as aulas do #EstudoEmCasa, que durante o confinamento catapultaram a RTP Memória para números inéditos de share televisivo, estão este ano com níveis de audiência residuais. Tão baixos que, nalguns programas, a amostra com que se fazem os estudos não chega a registar um único espectador.

Trata-se obviamente de uma opção incompreensível: se a inteiramente escola presencial foi definida como objectivo a atingir a todo o custo, qual o sentido de desviar recursos naturalmente escassos para produzir aulas que nenhum aluno vê – pois estão todos na escola?…

António Duarte, professor e autor do blogue Escola Portuguesa

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