Home Escola Até que ponto a escola não está a invadir a responsabilidade familiar?

Até que ponto a escola não está a invadir a responsabilidade familiar?

2216
0

A Cidadania está na ordem do dia, e o novo Decreto-Lei 55/2018 dedica um artigo só para ela. A escola rígida e dedicada apenas ao saber faz parte do passado, a escola que se exige, a escola que é precisa, é uma escola que além de transmitir conteúdos, transmite ao mesmo tempo valores, princípios, educação…

É o sinal dos tempos e uma resposta clara à incapacidade da família em cumprir o seu papel, o seu dever.

Partindo deste novo paradigma, até que ponto os critérios de avaliação devem “abraçar” esta nova visão? A componente sócioafetiva deve valer mais do que os comuns 20%? O saber estar deve valer tanto como o saber? O que é mais importante para a sociedade atual? Até que ponto a escola não está a invadir a responsabilidade familiar?

Algo que deve ser refletido e que merece uma análise mais profunda no futuro…

Para já fica o que diz a Lei.


Decreto-Lei n.º 55/2018

Artigo 15.º

Cidadania e Desenvolvimento

1 – No âmbito da Estratégia Nacional da Educação para a Cidadania, a componente Cidadania e Desenvolvimento é desenvolvida de acordo com o disposto nos números seguintes.

2 – Cabe a cada escola aprovar a sua estratégia de educação para a cidadania, definindo:

a) Os domínios, os temas e as aprendizagens a desenvolver em cada ciclo e ano de escolaridade;

b) O modo de organização do trabalho;

c) Os projetos a desenvolver pelos alunos que concretizam na comunidade as aprendizagens a desenvolver;

d) As parcerias a estabelecer com entidades da comunidade numa perspetiva de trabalho em rede, com vista à concretização dos projetos;

e) A avaliação das aprendizagens dos alunos;

f) A avaliação da estratégia de educação para a cidadania da escola.

3 – A componente de currículo de Cidadania e Desenvolvimento, integrando as matrizes de todas as ofertas educativas e formativas:

a) Constitui-se como uma área de trabalho transversal, de articulação disciplinar, com abordagem de natureza interdisciplinar;

b) Mobiliza os contributos de diferentes componentes de currículo ou de formação, áreas disciplinares, disciplinas ou unidades de formação de curta duração, com vista ao cruzamento dos respetivos conteúdos com os temas da estratégia de educação para a cidadania da escola, através do desenvolvimento e concretização de projetos pelos alunos de cada turma.

4 – A escola decide a forma como implementa a componente de Cidadania e Desenvolvimento no ensino secundário, podendo, entre outras opções, adotar:

a) A oferta como disciplina autónoma;

b) A prática de coadjuvação, no âmbito de uma disciplina;

c) O funcionamento em justaposição com outra disciplina;

d) A abordagem, no âmbito das diferentes disciplinas da matriz, dos temas e projetos, sob coordenação de um dos professores da turma ou grupo de alunos.

5 – As opções previstas nas alíneas a) a c) do número anterior são desenvolvidas ao abrigo do previsto nos n.os 1 e 2 do artigo 12.º

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here