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Até onde iria a vossa solidariedade se na vossa escola um(a) professor(a) fosse agredido por um Enc. Educação?

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Imaginem que na vossa escola, um dos vossos colegas tinha sido agredido de forma contundente por um encarregado de educação. A cena tinha sido presenciada por alunos e toda a comunidade educativa sabia do sucedido tendo inclusive chegado à comunicação social. O que fariam?

Além do choque inicial, revolta natural e solidariedade para com o(a) colega, até onde estavam dispostos a ir para vincar a vossa posição? Estavam dispostos a manifestarem-se em frente à escola? Estavam dispostos a fazer uma greve? Estavam dispostos a fazer um abaixo-assinado e enviar para comunicação social tomando uma posição pública? Estavam dispostos a cancelar atividades extracurriculares? Até onde iriam???

A solidariedade entre professores é algo muito criticável entre a própria classe, a incompreensão para a situação profissional dos colegas, os horários, a distribuição das turmas, o maldizer, as greves para os outros fazerem, são episódios frequentes de quem tem muita “garganta” mas raramente cumpre com o prometido. Somos uma classe desunida, umbiguista, chegando ao ponto de andarmos com umas facadinhas nas costas de quem não estávamos à espera.

Não sou professor da escola EB 2/3 André Soares em Braga, nem tenho qualquer ligação sentimental para com a sua comunidade educativa, é apenas mais uma escola em mais de 800 agrupamentos. Porém, tive conhecimento do abaixo-assinado que os professores fizeram em reação à agressão cometida contra uma das suas professoras, um texto muito bem escrito e que propunha uma greve de zelo e cancelamento das atividades de Natal.

Infelizmente a disponibilidade por parte dos colegas esfumou-se com o tempo, e poucos, muito poucos cumpriram com a assinatura dada. Certamente terão os seus motivos, e o receio de terem consequências posteriores que podem ir desde uma mísera falta injustificada a um procedimento disciplinar, pesou seguramente nas consciências de cada um. Legítimo sem dúvida!

Mas as nossas convicções medem-se pelas atitudes que tomamos e os professores, tão corporativistas em determinadas situações, naquelas em que se calhar mais precisavam de mostrar a sua fibra recuam e aceitam com naturalidade a anormalidade da violência contra si cometida.

Como já referiram vários e destaco em particular Paulo Guinote, pois tem sido um dos maiores críticos da atrofia docente, os professores estão anestesiados, estão moles, partidos na sua capacidade de se defenderem, irreconhecíveis aos olhos de quem prima pelos mais altos valores morais. Se estamos à espera de ver outras entidades fazer o que devíamos, bem que podemos esperar sentados, pois esses só vão reagir se sentirem que os professores não se vergam perante este tipo de situações.

É pena…

Da minha parte, disponibilizo os serviços do ComRegras (apoio jurídico e psicológico) para a colega vítima de agressão, caso assim o entenda.

Fica o respetivo abaixo-assinado.

2 COMMENTS

  1. Infelizmente, na sua maioria, a classe dos professores é muito pouquechinha.Adoram é serem chamados de doutores, sendo licenciados, e, na altura certa, fugir, tirando umas selfies, ao que de facto os deveria preocupar: dignidade e caráter.. No fundo, a malta adora é mourejar , pavonear um estilo de vida e receber o pilim para o social.

  2. e quando é um professor posto em causa por ter dado uma palmada a um aluno que lhe faltou ao respeito? o diretor o tira de funções e os outros professores não são capazes de fazer nem dizer nada?

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