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Associações De Educação Física Fazem Duras Críticas Ao #EstudoEmCasa

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Um comunicado conjunto da Sociedade Portuguesa de Educação Física (SPEF) e do Conselho Nacional de Associações Profissionais de Educação Física e Desporto (CNAPEF), alertam para o desvirtuamento da matriz da disciplina de Educação Física, associado às aulas do #EstudoEmCasa. Chegando mesmo a apelidar de “caricatura” das matérias que integram a disciplina e que aquilo que está a ser lecionado não se pode intitular de Educação Física.

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7 COMMENTS

  1. Dizer que são “duras críticas” só pode vir de quem não é da área. São a realidade. O comunicado transpira exigência científica e pedagógica. É para a transmissão dessa exigência que existe Escola.
    E não venham com a conversa melosa de que os colegas tentam fazer o seu melhor, não são atores, não têm take 2, 3, … Não estou (estamos) contra eles. Desejo-lhes muitas felicidades. Leiam o comunicado e vejam como se referem a eles.
    É contra os erros científicos e pedagógicos. Coisa que todos nós deveríamos não tolerar.
    49 não é igual a 41. A crítica ao erro não é mesquinhez. A crítica ao erro é uma obrigatoriedade.
    Assumir o erro é uma virtude humana.

    • Mas por acaso refiro que as críticas são incorretas? O texto é duro pois leio os comunicados da SPEF e CNAPEF, pois ao contrário do que deduz, sou da área, e normalmente não têm este tom tão crítico. Podia ter colocado como título, SPEF e CNAPEF críticam aulas de educação física do #EstudoEmCasa ou Associações de Educação Física alertam para erros e desvirtuamento da matriz da disciplina… E até lhe digo mais, sei que este comunicado não foi pacífico, portanto esqueça as deduções pois não sabe o trabalho que faço em off.

      • O caro Alexandre confunde tudo e com isso confunde-me também, confesso. Se a primeira frase do comentário quer dizer que as críticas são corretas, parece-me que na parte final fica zangado por verificar isso mesmo. É isso? Quando digo “não venham com a conversa melosa…” referia-me a uns iluminados que surgem legitimamente neste espaço. Não quis ofender ninguém, muito menos o Alexandre.
        Também não entendo quando diz “… sei que este comunicado não foi pacífico”. Pergunto, o Alexandre vê algo de errado em ser aprovado um comunicado que teve opiniões contra? Eu não vejo, bem pelo contrário.
        Sobre a crispação que o Alexandre denota no final do comentário, dizer-lhe também que não deduzi nada e que o não saber do trabalho que o Alexandre faz não é argumentação seja para o que for.
        Finalizo reafirmando que subscrevo cada linha do comunicado e agradecendo a possibilidade que o Alexandre me dá para o veicular neste espaço, obrigado.

        • Caro Rui, não estou zangado, tal como o Rui não estará comigo. Vamos debatendo, concordando e discordando sempre com elevação. Posso parecer mais irritado pois não gosto de sentir deduções erradas sobre as minhas ideias.

          Tudo resolvido, permita-me enviar-lhe um abraço!

  2. Meu rico INEF !!!!!
    Grande Escola !
    Bons e velhos tempos.
    Menos conversa e mais …
    Abraço

  3. compreendo o comunicado da SPEF e da CNAPEF, mas não concordo com a parte «transmitindo uma imagem distorcida do que é a Educação Física no sistema educativo português»… infelizmente porque esta TAMBÉM é a realidade do ensino da EF nacional… não sei se na maioria ou na maioria das escolas, se nas escolas da periferia ou nas escolas das grandes cidades, se por professores mais velhos ou professores mais novos… não fiz nenhum estudo para fazer estas afirmações.. mas dou aulas há 30 anos e tenho visto muitas aulas, muitos colegas a trabalhar.. muito bem, de acordo com as orientações dos programas, e outros tantos, nem por isso… Esta é a realidade… Os programas estão desenhados, publicados e de carater obrigatório.. mas fica a sugestão, vão para o «campo de batalha» e façam um estudo para caracterizar EFETIVAMENTE o que se faz nas escolas portuguesas… não me refiro aos documentos, dossiers e projetos de escola… no papel, deve estar tudo conforme, refiro-me à prática na aula ao longo do ano letivo… NÃO estou a criticar ninguém… sempre acreditei que todos nós temos a responsabilidade de fazer o nosso trabalho bem, estamos sempre a melhorar e a aprender. Aliás, como podemos esperar que os nosso alunos desenvolvem este espírito de aprendizagem e brio pessoal, se não formos nós próprios a fazê-lo? Um abraço a todos os professores, não está a ser fácil, eu estou a aprender imenso, mas um especial abraço a todos os meus alunos e alunas, para quem está a ser mesmo difícil passar esta fase.

    • Cara Manuela Gonçalves,
      Permita-me discordar quando diz não concordar com a frase citada. No meu entendimento, essa é mesmo a ideia com a qual mais concordo. E, por mais dogmático que possa parecer, dizer também que concordo perfeitamente com a Manuela quando diz que na maioria das escolas a imagem da disciplina esteja já distorcida, com culpa de muitos, desde a Tutela que não atribui as condições necessárias à sua implementação efetiva, aos próprios professores que fizeram dela uma extensão do recreio, passando, em larga escala, pelas instituições de ensino superior que se dedicam à formação dos seus professores, até há bem pouco tempo, 37 ofertas curriculares distintas, entre universidades e escolas superiores. Desde a reforma de Passos Manuel, século XIX, que não existe na realidade aquilo que se encontra desenhado na lei. Muitos são os exemplos.
      Voltando ao comunicado, a minha concordância com a ideia da frase tem que ver com a necessidade de não deixar que se perpetre uma segunda distorção em cima da primeira. O CNAPEF e a SPEF não se têm poupado a esforços em denunciar a primeira, fundamentalmente: para quando uma Educação Física real para o 1.º ciclo?; para quando as condições necessárias a dar à disciplina se pretendemos alcançar os fins que se encontram prescritos?.
      Sobre o assunto, e que ainda não foi explorado neste espaço, há também que relevar o facto da Tutela não ter chamado a colaborar as associações de profissionais das várias disciplinas. Se o fizessem o produto seria bem mais profícuo. Com toda a certeza. Com a colaboração destas, não estou a ver uma “aula” de Matemática a ir para o ar ensinando os alunos que 49=41, tal como aconteceu, por exemplo.

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