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Assim vai o Covid-19 numa escola por terras do Minho.

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Esta estória insere-se num estudo de caso. Algures no Minho apareceu uma professora infetada, depois dois irmãos em cursos e anos diferentes também testam positivo. Estes factos aconteceram na semana passada. Esta semana foi comunicado um novo caso.

Informação à escola não houve, mas circulavam informações das primeiras infeções e boatos sobre as mesmas. A autoridade local de saúde alegando que houve um fim de semana e um feriado antes dos sintomas surgirem não havia necessidade de haver quarentena. Mas se tivesse de haver seriam só meia dúzia de alunos em volta dos alunos infetados. Não consegui confirmar se chegou a haver quarentena para este grupo restrito de alunos.

Uma semana depois surge um comunicado da delegada de saúde da ACES, entidade regional de saúde, a mandar para casa as duas turmas envolvidas nos primeiros casos, já que o terceiro é muito recente. Decisão tomada uma semana depois…

Portanto estamos perante atuações diferentes conforme a entidade de saúde a intervir, cuja explicação pode estar no facto de no concelho serem os únicos casos, mas a nível regional haver bastantes mais escolas. Já agora a escola onde se passou este caso não conta da lista da Fenprof ao contrário das escolas de dois concelhos vizinhos.

Do lado da escola, onde os professores não foram para quarentena, exceto a professora infetada, não se sabia se estas turmas passavam para o ensino à distância, perguntando os professores das referidas turmas o que fazer. Ao fim do dia houve um email a indicar que os professores devem comparecer na sala de aula e dar aulas síncronas. Falando com um funcionário este diz-me que um dos alunos mandado para casa de manhã em quarentena foi visto à tarde em frente à escola a beijar a namorada!!!! Testemunho que os alunos depois de passarem os portões no fim das aulas não cumprem regras.

Deste caso conclui que a nível nacional não há transparência na informação sobre escolas com infeções de Covid-19, que cada unidade de saúde toma medidas diferentes e que havendo quarentena de turmas inteiras aplica-se o ensino à distância a partir da sala de aula. Já os professores são considerados de baixo risco e não fazem quarentena. Os alunos vão cumprindo na escola, mas fora da escola voltam ao «velho» normal e alguns ignoram os deveres de estarem em quarentena.

Rui Ferreira

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