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Quando as provas de aferição acabarem, o que vai acontecer às Expressões?

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Hoje começaram as provas de aferição, foi um dia de muito nervosismo de quem agora começa a sentir as dores de barriga das provas e provinhas… No 2º ano, prova é prova, não há cá aferições. Tudo conta! Tudo vale! Tudo é importante! Os miúdos levam a coisa a sério e foi montada toda uma estrutura para parecer que a coisa é mesmo séria.

Tal como nos exames do 4º ano, as últimas semanas foram pródigas no treino das Expressões. Natural digo eu e se fosse professor do 1º ciclo fazia exatamente o mesmo. Ninguém quer fazer má figura, e os exames, a fingir ou a sério, são sempre uma montra para os restantes colegas e comunidade educativa.

Porém pergunto. Teria existido tanto cuidado com as Expressões se não existissem as provas de aferição? Teria existido tanta pressa em denunciar a falta de condições para a prática das Expressões? Teria a comunidade educativa apontado os seus holofotes a disciplinas que muitos nem sabem que são obrigatórias?

De repente parece que já existe tempo para as Expressões. As últimas semanas foram semanas de treino, de recuperação do tempo perdido. A repetição foi a norma e os “soldadinhos” por momentos até pensaram que a escola é mais do que Português e Matemática.

E depois? Quando as aferições acabarem continuará a existir a mesma preocupação pelo material? Continuarão os alunos a usufruir com a regularidade que se impõe dos benefícios das Expressões?

Se há algo de bom destas provas de aferição, é que constatámos o muito que há por fazer nesta área, denunciando e abanando consciências que há muito são cúmplices de uma falha gritante do sistema de ensino.

Aqui para nós, seria interessante que estas provas fossem realizadas de surpresa, talvez aí o trocadilho das provas de “aflição” fizesse ainda mais sentido…

O futuro dirá se as consciências ganharam efetivamente consciência…

Alexandre Henriques

6 COMMENTS

  1. Aos professores, deverá ser pago como serviço extraordinário tudo o que acrescer à atividade já programada. Nesse sentido, os Sindicatos da FENPROF disponibilizarão minutas aos seus associados para que requeiram, na respetiva escola, esse pagamento.

  2. O que mais há nas escolas, são horas para as Expressões, mas com o nome AEC a preceder… Contas feitas são 8 horas semanais de Expressões, no caso da turma onde leciono, e a maioria ainda decorre das 15:00 às 16:00 horas, (AEC) – Ou seja, não tive que ser “pródiga no treino das expressões” já que treinam o ano inteiro.

  3. O que eu constato é que poucos conhecem como se desenvolvem as crianças? Isto é apenas uma invenção que não vai levar a nada mas que um grupo específico acha que sim? Para quê pagar a mais dois professores se um faz tudo? É isto que irá ser comprovado. Calar aqueles que ainda fazem algum barulho.

  4. Da mesma forma que ninguém se preocupa com as condições de trabalho do 1º ciclo…. com 2, 3 e 4 níveis de escolaridade dentro da mesma sala, no mesmo horário, com programas diferentes para cumprir,com alunos da educação Especial, com currículo próprio… Milagres? Quem se preocupa em perguntar COMO CONSEGUEM?

  5. Quem começa por não dar valor às expressões é o governo que agora as quer avaliar…
    Por que outro motivo teriam TODAS as expressões apenas 3 horas num horário de 25?

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